Amunam leva roda de leitura para praças

De posse de livros com histórias infantis, meninos e meninas se revezam contando histórias e dando muita gargalhada à sombra de árvores.

Adolescentes da Amunam levam solidariedade

crianças e adolescentes do Projeto Dando a Volta por Cima da Associação das Mulheres de Nazaré da Mata visitaram o Abrigo Domingos de Azevedo Irmã Guerra.

Coração Nazareno realiza show em festival

O Maracatu Coração Nazareno, idealizado e organizado pela Associação das Mulheres de Nazaré da Mata, abriu o Festival Camará, em Camaragibe.

Grupos da Amunam se apresenta em polo junino

A Quadrilha Junina, composta por crianças e adolescentes do Projeto Dando a Volta por Cima abriu a festa no polo Circo do Forró, mostrando a todo o público presente todas as suas cores, animação e desenvoltura.

Culminância da oficina de grafite e pintura



A Associação das Mulheres de Nazaré da Mata (AMUNAM) realizou mais uma atividade enriquecedora por meio do projeto Dando a Volta por Cima: a Oficina de Hip Hop, voltada para crianças e adolescentes atendidos pela instituição.

A oficina foi conduzida pelo artista local convidado Tonyarte, que apresentou aos participantes os principais elementos da cultura hip hop — o rap, o DJ, o break e o grafite — com uma ênfase especial na arte do grafite como forma de expressão urbana, identidade e transformação social. Durante os encontros, os jovens puderam aprender sobre a história do movimento, suas linguagens e sua importância enquanto ferramenta de resistência e                                                                                    comunicação nas periferias.

Mais do que aprender conceitos, os participantes vivenciaram a cultura hip hop na prática. Como culminância da oficina, foi realizada a grafitagem de um muro da instituição, previamente destinado a essa atividade, onde as crianças e adolescentes puderam colocar em prática tudo o que aprenderam, expressando suas ideias, sentimentos e criatividade através das cores e formas.

O momento de encerramento também foi marcado por muita música e dança com os reppers Gee e C.k 081, celebrando o hip hop em sua essência e fortalecendo o protagonismo das crianças e adolescentes dentro do projeto.

A iniciativa reforça o compromisso da AMUNAM em promover ações culturais que ampliem horizontes, estimulem a criatividade e valorizem a expressão artística como ferramenta de inclusão e transformação social.

Confira toda a nossa vivência em: Oficina de grafite e pintura - Google Drive

Fotos do Thiago Lira

Realização: AMUNAM.






 

Líderes da Câmara defendem discutir fim da escala 6x1 via PEC, e não pelo projeto do governo


Líderes de partidos de centro e da base aliada afirmam que, apesar de o governo ter enviado um projeto de lei com urgência constitucional sobre o fim da escala 6x1, a Câmara vai continuar priorizando a proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o tema que tramita na Casa legislativa.

O recado já havia sido dado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o almoço que ambos tiveram nesta terça-feira, 14, e em entrevista realizada depois pelo deputado.

No encontro com o petista, Motta afirmou que consultaria líderes partidários quando o governo mandasse o projeto de lei, enviado com urgência constitucional - ou seja, a Câmara teria 45 dias para analisar a proposta, sob risco de travar a pauta da Casa.

Pouco depois, a jornalistas, Motta afirmou que não havia acordo sobre a data de votação do projeto de lei, encaminhado pelo governo nesta terça.

"É um direito do presidente de mandar o projeto, e é um direito da Casa analisar no momento que acha que deve analisar. O que eu alertei é que nós já tínhamos uma tramitação acontecendo na Casa", disse.

Posicionamento foi feito antecipadamente

Líder do Republicanos, o deputado Augusto Coutinho (PE) afirma que Motta já havia deixado clara essa posição em uma reunião recente com os ministros Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência), Gleisi Hoffmann (na época nas Relações Institucionais), e José Guimarães (hoje na SRI, mas líder do governo na Câmara na ocasião).

"Eu confesso que, para mim, foi surpresa o governo mandar um projeto em caráter de urgência pra emparedar o Congresso Nacional, emparedar a Câmara dos Deputados", disse. "Então acho que a gente tem que ver. Tudo bem a prerrogativa que o governo tem, mas a gente tem a prerrogativa da nossa PEC, nós vamos defender a PEC e a prioridade é a PEC."

Coutinho diz que Motta está cumprindo o cronograma de votação da PEC e descartou qualquer lentidão em debater o tema na Casa. Nesta quarta-feira, 15, a votação na Comissão de Constituição e Justiça foi adiada depois de um pedido de vista.

Na reunião de líderes realizada nesta quarta, Motta decidiu convocar sessões nesta sexta-feira, 17, para cumprir o prazo de vista. Assim, o texto já poderia ser votado na CCJ na próxima quarta-feira, 22. "Mas aí o governo quer ter a iniciativa...mas também, se não der (tempo para deliberar sobre a PEC na comissão especial), a gente derrota a proposta do governo e segue a pauta da Câmara", concluiu.

O líder do Solidariedade na Câmara, Áureo Ribeiro (RJ), também defendeu que a Câmara analise apenas a PEC. "Não pode tirar a prerrogativa do Parlamento, né? As soluções do Brasil estão no Parlamento, não no governo", disse.

"Você tem uma proposta de emenda constitucional tramitando já, que tem o seu ritmo. Não dá para pegar um debate dessa importância e fazer virar uma proposta eleitoreira, em ano de eleição. Se era importante, por que não fez no primeiro ano de governo?", questiona.

CCJ

Na sessão na Comissão de Constituição e Justiça que analisou o parecer do deputado Paulo Azi (União Brasil-BA) sobre as PECs do fim da escala 6x1, o deputado Rubens Pereira Jr. (PT-MA) afirmou que a estratégia legislativa era do governo, mas que os parlamentares decidiriam qual estratégia adotar para tratar do tema.

"Não há sobreposição de temas, não há prejudicialidade. Uma coisa é uma PEC, outra coisa é um PL (projeto de lei). Textos diferentes, objetos diferentes, tramitação legislativa diferente. E cabe ao Parlamento respeitar. Um projeto não prejudica o outro. Pelo contrário, ajuda, fortalece", defendeu.

O deputado afirmou ainda que, particularmente, prefere a PEC. "Eu prefiro colocar o fim da jornada de trabalho 6 por 1 lá na Constituição Federal, porque é uma garantia maior para o povo trabalhador brasileiro", disse.

"Mas, se a oposição obstruir, o projeto já está tramitando e o prazo já está contando. Portanto, não há risco de não votarmos, este ano, o projeto que acabará, de uma vez por todas, com a escala de trabalho 6x1", continuou.

Sob reserva, um líder da base aliada afirmou que a preferência pela PEC também busca manter o protagonismo e a palavra final do Congresso sobre o tema. Isso porque a discussão começou a andar depois que Motta decidiu enviar à CCJ as duas PECs que abordam a discussão, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

Na reunião de líderes desta quarta, Motta deixou claro que pretende priorizar a PEC, segundo Jonas Donizette, líder do PSB na Câmara.

"O presidente disse para os líderes que vai respeitar a decisão do governo que enviou o projeto, mas que ele vai dar continuidade à PEC e que ele pretende votar a PEC no mês de maio que é o mês do trabalhador", disse. "Pelo que eu senti do presidente, ele quer conduzir por PEC mesmo."

Entenda as propostas

O projeto de lei enviado pelo governo propõe a redução da jornada semanal de 44 horas para 40 horas, sem redução salarial, além de prever jornada de trabalho de oito horas diárias e dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas cada.

A medida entraria em vigor após a aprovação da lei. Como foi enviado com urgência constitucional, a Câmara teria até 45 dias para apreciar a proposta, sob risco de travar a pauta. O Senado teria o mesmo prazo.

Já as PECs têm textos diferentes. A do deputado Reginaldo Lopes, de 2019, diz que a duração do trabalho normal não pode ser superior a oito horas diárias e 36 horas semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. A proposta entraria em vigor dez após a publicação.

A PEC da deputada Erika Hilton também prevê oito horas diárias e 36 horas semanais, mas acrescenta jornada de trabalho de quatro dias por semana - ou seja, a escala de trabalho seria de 4x3. A emenda constitucional entraria em vigor um ano após a publicação.

Além do teor, há outras diferenças importantes entre os dois instrumentos legislativos. O projeto de lei exige um quórum menor para ser aprovado - maioria simples, desde que presentes 257 parlamentares. O texto também poderia ser vetado pelo presidente. O veto teria que ser apreciado em sessão conjunta da Câmara e do Senado no Congresso.

A PEC, por outro lado, tem um quórum maior - aval de ao menos 308 deputados, em votação em dois turnos. Mas a palavra final seria dos deputados, pois a PEC é promulgada pelo Congresso.

Fonte: Jornal do Commercio.


FMI alerta que o mundo deve enfrentar tempos difíceis


 

Nesta quarta-feira (15), no terceiro dia consecutivo das reuniões do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, em Washington, nos Estados Unidos, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, avisou que, se a guerra no Irã continuar, o mundo deve se preparar para enfrentar tempos difíceis.

"Se o conflito persistir e todos os preços se mantiverem elevados durante um período prolongado, o mundo deve se preparar para tempos difíceis. O impacto da guerra na economia mundial já é considerável, mesmo que o conflito venha a ser de curta duração, devido aos danos extensos sofridos pelas infraestruturas de produção de hidrocarbonetos no Oriente Médio e às interrupções nas cadeias de abastecimento causadas pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, que impulsionam a subida dos preços e desaceleram o crescimento global", afirmou Georgieva.

A diretora também assinalou que o novo relatório de Perspectivas Econômicas Globais, publicado ontem pelo FMI, refletiu uma redução nas previsões de crescimento global de pelo menos dois décimos para este ano.

“O FMI está preocupado com a ruptura física nas cadeias de abastecimento que já se observa, especialmente na Ásia, uma região altamente dependente das importações provenientes do Golfo. Estão ocorrendo situações de escassez, não só de petróleo e gás, mas também de nafta ou hélio, que já gera certas perturbações. E temos de reconhecer que esta situação não se dissipará da noite para o dia, nem mesmo se a guerra terminar amanhã", disse.

Georgieva apontou os efeitos assimétricos do conflito, que deixa economias emergentes altamente dependentes das exportações energéticas, muito mais expostas.

A responsável reiterou também a mensagem que já começou a enviar com insistência na semana passada aos bancos centrais, para que se mantenham muito atentos à evolução dos preços e a não se precipitem no endurecimento das políticas monetárias.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Pernambuco registra mais de uma morte por dia em acidentes de moto no primeiro trimestre de 2026


 

Mais de uma pessoa morreu, em média, por dia em sinistros de trânsito envolvendo motocicletas no primeiro trimestre de 2026 em Pernambuco. Entre 1° de janeiro e 1° de abril, 95 pessoas perderam a vida nessas circunstâncias no estado, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).

Além disso, das 10.255 vítimas de sinistros de trânsito contabilizadas, 7.970 estavam utilizando motocicletas, seja como condutores ou passageiros, de acordo com a pasta. O número representa 77,7% dos casos.

Os 95 óbitos colocam os sinistros com moto como os mais fatais no estado. No mesmo período, acidentes envolvendo carros deixaram 24 mortos. Três pessoas morreram em sinistros de trânsito enquanto utilizavam bicicleta.

Em comparação com o mesmo período do ano passado, o estado superou em sete o total de óbitos decorrentes de acidentes, também aponta da pasta. Em 2025, 985 pessoas morreram neste tipo de sinistro de trânsito. Isso significa que entre janeiro e março deste ano, Pernambuco já alcançoua marca de 9,6% do número de mortes contabilizado em todo o ano passado.

Localidades

A Região Metropolitana do Recife foi a que teve mais vítimas de sinistros de trânsito até ontem, com 2469. Deste total, 1907 são vítimas dos chamados “acidentes de moto”. O dado corresponde a 77,2% dos registros na localidade.

Os dados da SES mostram, também, que Pernambuco vem tendo um aumento de vítimas de sinistros de moto, ano após ano: em 2022, 22.884 foram registros; em 2023, 25.139; enquanto, em 2024, 30.927.

Outro dado revelado pela Secretaria de Saúde é de que 39 pessoas foram vítimas de sinistros durante corridas de motocicletas por aplicativo. Segundo as informações repassadas, 25 pessoas eram condutoras, enquanto 14 eram passageiras. No ano passado, foram 106 pessoas envolvidas em sinistros com motos, sendo 66 condutores e 40 garupas.

 “Velocidade é o que mais mata. Depois vem bebida alcoólica e, hoje, o celular, que tira totalmente a atenção. O que mais chama atenção é a forma errada de conduzir. Quando a pessoa aprende e aplica, passa a pilotar com mais segurança”, reforça Moab Barros, instrutor de trânsito há mais de 15 anos.

Ele é um dos monitores do curso de direção defensiva e segurança no trânsito realizada pela Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) voltado para motociclistas que trabalham com aplicativos. Dados do próprio órgão mostram que somente a capital pernambucana registrou 148 mortes condutoras de moto em 2025. Em 2024, ocorreram 143 óbitos.

Fonte: Diário de Pernambuco.


AVC isquêmico: conheça sintomas que fizeram Sandra Lee interromper gravação de programa


 

A dermatologista americana Sandra Lee, conhecida como “rainha dos cravos”, revelou nesta terça-feira que sofreu um AVC enquanto gravava seu programa de TV, em novembro de 2025.

A princípio, a médica acreditou estar passando por uma onda de calor ao sentir suor excessivo e sensação de fraqueza, mas outros sinais comuns da doença que surgiram em seguida levaram a profissional a identificar rapidamente a necessidade de ser hospitalizada.

O episódio aconteceu durante as filmagens da série "Dr. Pimple Popper: Breaking Out" e levou à interrupção temporária da produção. Segundo a médica de 55 anos, os sintomas se agravaram, incluindo dificuldade para falar, perda de força em um lado do corpo e problemas de coordenação.

O diagnóstico foi confirmado após exames de imagem, que identificaram um AVC isquêmico — tipo causado pela obstrução do fluxo sanguíneo no cérebro.

— Foi um choque. Como médica, eu não podia negar que estava com a fala arrastada, que estava com fraqueza de um lado do corpo, mas pensei: ‘Isso é um sonho, certo?’. O que essencialmente aconteceu é que tive uma parte do meu cérebro que morreu — disse Sandra.
A condição afetou especialmente o lado esquerdo do corpo e trouxe impactos diretos na fala e na coordenação motora — habilidades essenciais para sua atuação como cirurgiã dermatológica. Após o episódio, Lee interrompeu as gravações por cerca de dois meses para se dedicar à reabilitação, que incluiu fisioterapia e terapia ocupacional.

Quais são os tipos de AVC?

Existem dois tipos de AVC:

AVC hemorrágico: ocorre quando há rompimento de um vaso cerebral, provocando hemorragia. Esta hemorragia pode acontecer dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge. É responsável por 15% de todos os casos de AVC, mas pode causar a morte com mais frequência do que o AVC isquêmico.

AVC isquêmico: ocorre quando há obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de oxigênio para células cerebrais, que acabam morrendo. Essa obstrução pode acontecer devido a um trombo (trombose) ou a um êmbolo (embolia). É o tipo mais comum de AVC e representa 85% de todos os casos.

As alterações na fala (arrastada, confusa) e fraqueza em apenas um lado do corpo (rosto, braço ou perna), sintomas sentidos pela dermatologista, estão entre os mais comuns de AVC. Outros sinais característicos da doença são:

Dificuldade na compreensão: dificuldade para entender o que os outros dizem;

Alterações na visão: perda de visão súbita ou dificuldade para enxergar com um ou ambos os olhos;

Dificuldade de equilíbrio e coordenação: tontura, perda de equilíbrio ou dificuldade para andar; e Dor de cabeça.

De acordo com a Sociedade Brasileira de AVC, fatores de risco vasculares como diabetes, hipertensão, doença cardíaca e tabagismo podem estar relacionados a casos de AVC, mas também outros fatores mais raros. São eles doenças genéticas (exemplo: trombofilias), AVC hemorrágico por rompimento de lesões vasculares, dissecção arterial (lesão traumática em uma artéria que supre o cérebro), vasculites (inflamação ou infecção dos vasos cerebrais).

De acordo com a própria médica e especialistas que a acompanham, quadros de estresse, pressão alta e colesterol elevado contribuíram para o acometimento de Sandra. Mesmo após retomar o trabalho, ela relatou dificuldades iniciais e medo de voltar a realizar procedimentos.

Agora em recuperação, Lee afirma que decidiu tornar o caso público para alertar sobre os sinais do AVC e a importância de buscar ajuda imediata.

— Você percebe que precisa prestar atenção na sua saúde — afirmou.

A nova temporada do programa está prevista para estrear ainda em abril, marcando o retorno da dermatologista após o susto.

Fonte: Folha de Pernambuco.

CIPCães da Polícia Militar de Pernambuco tem primeira comandante mulher


 

A Polícia Militar de Pernambuco passa a ter, pela primeira vez, uma mulher no comando da Companhia Independente de Policiamento com Cães (CIPCães). A major Giselle Campelo assumiu a liderança da unidade especializada, responsável pelo treinamento de cães policiais utilizados em ações como localização de entorpecentes, varredura de explosivos, intervenções prisionais e apoio a grandes eventos.

Com 19 anos de atuação na corporação, a oficial iniciou a carreira ainda aos 17 anos e construiu uma trajetória em diferentes áreas da segurança pública. Após se tornar aspirante em 2009, começou como tenente no 13º Batalhão da PMPE, onde teve os primeiros contatos com o policiamento operacional.

O ingresso na área de cinotecnia ocorreu em 2011, quando realizou curso de especialização e foi transferida para o canil da corporação. A experiência influenciou inclusive sua formação acadêmica em medicina veterinária. Após atuar no setor até 2015, a major passou pela Gerência Geral de Assuntos Jurídicos da Secretaria de Defesa Social e, posteriormente, integrou o Batalhão de Choque (BPChoque), onde permaneceu até 2022.

Ao longo da carreira, também participou de cursos de especialização, como Operações de Choque pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul e Segurança de Autoridades, ampliando sua qualificação profissional.

“Aqui lidamos diariamente com cães policiais, fundamentais para diversas operações de segurança pública, incluindo partidas de futebol, operações rigorosas e ações preventivas. É um trabalho extremamente técnico, que exige preparo diário e muita disciplina. Como médica veterinária, sinto um grande orgulho de atuar na CIPCães”, afirmou.

 “Ser a primeira mulher comandante é motivo de orgulho, mas também de grande responsabilidade. Quero abrir caminhos para que outras mulheres ocupem espaços de liderança e percebam que podem estar na linha de frente de qualquer unidade. Este espaço também é delas”, concluiu.

Fonte: Diário de Pernambuco .

Polícia Civil indicia diretor de escola particular no Recife por pedofilia virtual


 

A Polícia Civil (PCPE) concluiu o inquérito e indiciou o diretor de uma escola particular da Zona Sul do Recife por suspeita de pedofilia virtual. O caso foi encaminhado ao Ministério Público de Pernambuco na última quinta-feira (9). No entanto, a Polícia não identificou o nome do indiciado e nem a escola onde atuava. 

Em nota, a PCPE disse que homem, de 48 anos, foi preso. As investigações foram feitas pela Delegacia de Boa Viagem e começaram em julho de 2025, após o recebimento de uma denúncia.

De acordo com a corporação, o suspeito foi indiciado com base nos artigos 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Os dispositivos tratam de crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes no ambiente digital. O artigo 241-A prevê punição para quem oferece, troca, disponibiliza, transmite, distribui, publica ou divulga, por qualquer meio, inclusive pela internet, imagens, vídeos ou qualquer outro registro com cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo menores.

A pena é de reclusão de 3 a 6 anos, além de multa. A responsabilização também se estende a quem facilita ou intermedeia esse tipo de conteúdo.

Já o artigo 241-B criminaliza a posse ou o armazenamento desse material. Mesmo sem compartilhamento, guardar arquivos com conteúdo dessa natureza já configura crime, com pena de reclusão de 1 a 4 anos, além de multa.

A Polícia não informou quando vai dar mais informações sobre o caso. 

Fonte: Diário de Pernambuco.

Cármen Lúcia diz que é aconselhada a deixar STF por ataques machistas


 

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta segunda-feira (13) que é aconselhada por familiares a deixar o cargo diante das ofensas machistas que recebe diariamente.

Na manhã de hoje, a ministra participou da palestra “O Brasil na visão das lideranças públicas", organizada pelo Instituto FHC, em São Paulo. 

A ministra citou as ameaças sofridas pelos integrantes da Corte e avaliou que alguns magistrados podem recusar a assumir uma cadeira no Supremo para não serem alvos de ataques.

“Algumas pessoas não vão querer ir, porque a nossa família não quer que a gente fique. Para nós mulheres, nem se fala, dificuldade é enorme, porque o discurso de ódio contra homem é mau administrador. Contra nós, os senhores já viram o que fazem a meu respeito, ele é sexista, machista e desmoralizante. Todo mundo da família fala: Cármen, sai disso, já fez o que tinha o que fazer”, afirmou.

Transparência 
A ministra também reconheceu que há um "momento de tensão", no qual o Supremo é questionado pela sociedade, e disse que não faz nada errado.

"Da minha parte, podem dormir tranquilos, porque eu tento fazer o melhor todo dia e não há nenhuma linha minha que não seja com base na lei. Eu já votei contra o meu pai, que estava vivo, e avisei a ele, no caso dos poupadores", completou.

Não é a primeira vez que Cármen Lúcia, única ministra da Corte, expõe ser alvo de ataques machistas.

No mês passado, ela disse que foi comunicada sobre uma ameaça de bomba com o intuito de matá-la.

Fonte: Folha de Pernambuco.

Opas diz que mudanças climáticas impulsionaram dengue nas Américas


 

As Américas registraram 13 milhões de casos de dengue e mais de oito mil mortes somente em 2024. O avanço da doença em todo o continente tem sido impulsionado principalmente pelas mudanças climáticas, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).Descrição: https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1685615&o=nodeDescrição: https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1685615&o=node

O alerta foi feito durante a Cúpula 'Uma Só Saúde', realizada em Lyon, na França, para marcar o Dia Mundial da Saúde. Durante o evento, especialistas discutiram estratégias globais de enfrentamento às ameaças sanitárias.

Segundo a Opas, a dengue deixou de ser uma doença tropical e passou a ser considerada 'um termômetro da crise climática'. A lógica é simples e preocupante: temperaturas mais altas, chuvas irregulares e a expansão urbana descontrolada criam o ambiente ideal para o Aedes aegypti se reproduzir. Com isso, o mosquito avança para regiões onde antes não sobrevivia. E junto com ele vêm dengue, zika, chikungunya, febre amarela e oropouche.

Por isso, o diretor da Opas, o médico brasileiro Jarbas Barbosa, defende uma mudança de abordagem. O conceito se chama 'Saúde Única', que integra ações em diferentes áreas, e reforça a interdependência entre saúde humana, animal e ambiental. 

"Este é o melhor jeito de responder aos atuais desafios que temos agora, como as doenças transmitidas por vetores e outras doenças na nossa região das Américas, mas também para estar preparado para a próxima pandemia."

A meta da Opas é ambiciosa: eliminar mais de 30 doenças transmissíveis nas Américas até 2030.

Fonte: Agência Brasil.

O risco invisível que vem da tomada; saiba como evitar sobrecarga elétrica e incêndio


 

“A energia elétrica não tem cheiro nem cor. Quando você percebe, já está diante do efeito, que pode ser um choque ou um incêndio.”

O alerta é do gerente operacional da Neoenergia, Fábio Barros, e resume um risco que faz parte da rotina de milhares de pessoas dentro de casa, muitas vezes sem que elas percebam.

O uso cotidiano de aparelhos eletrônicos, feito de forma automática e sem atenção, pode esconder perigos sérios à segurança.

Carregadores conectados o tempo todo, extensões sobrecarregadas e equipamentos sem certificação estão entre os principais fatores que podem provocar choques elétricos, curtos-circuitos e até incêndios em residências.

De acordo com especialistas, o problema não está apenas nos equipamentos, mas principalmente na forma como são utilizados no dia a dia.

“O risco é uma combinação dos dois fatores: tanto a qualidade do equipamento quanto a forma de uso. Um aparelho fora do padrão ou utilizado de maneira incorreta aumenta muito a chance de acidente”, explica o engenheiro eletricista Fernando Carvalho, professor da César School, da Universidade de Pernambuco.

Sobrecarga silenciosa

Um dos principais perigos está na sobrecarga da rede elétrica, situação comum em residências onde vários aparelhos são ligados simultaneamente em uma mesma tomada ou em dispositivos como extensões e benjamins, conhecidos popularmente como “T”.

“A sobrecarga acontece quando você exige mais da instalação do que ela suporta. Com o tempo, isso gera aquecimento e pode provocar curtos-circuitos”, explica Fábio Barros.

Segundo ele, o uso desses adaptadores deve ser evitado sempre que possível. “Quando você usa extensão ou ‘T’, você multiplica o uso de uma única tomada, o que pode causar sobrecarga e acidentes”, afirma.

Fernando Carvalho reforça que esses dispositivos não devem ser usados de forma contínua. “O ‘benjamin’ é uma ligação improvisada, que deveria ser usada apenas em situações emergenciais. No uso constante, ele sobrecarrega a rede e aumenta o risco de aquecimento e incêndio”, alerta.

Ele também chama atenção para a capacidade elétrica dos equipamentos. “Hoje, muitos eletrodomésticos demandam mais energia, como airfryer, micro-ondas, máquina de lavar e ar-condicionado. Esses aparelhos precisam de tomadas e fiação compatíveis. Usar adaptadores nesses casos é um risco significativo”, explica.

Improvisos na rede elétrica também estão entre os principais problemas identificados. “Puxar um fio de uma tomada comum para ligar um equipamento mais potente, como um ar-condicionado, é um erro grave e pode sobrecarregar todo o circuito”, completa Fábio.

Carregadores e pequenos aparelhos exigem atenção

Apesar de compactos e presentes em praticamente todos os lares, os carregadores de celular estão entre os equipamentos que exigem maior cuidado.

O aspirante do Corpo de Bombeiros, Rafael Carneiro, explica que deixá-los conectados à tomada, mesmo sem uso, não é uma prática segura.

“Mesmo quando não está em uso, ele pode sofrer com picos de energia e apresentar falhas que levam ao superaquecimento”, afirma.

Fernando Carvalho chama atenção para outro fator: a qualidade dos dispositivos. “Carregadores falsificados ou de baixa qualidade podem fornecer uma tensão inadequada, o que danifica a bateria e pode gerar aquecimento excessivo. Em casos extremos, isso pode provocar incêndio”, explica.

O risco aumenta quando esses equipamentos são usados de forma inadequada. “É comum a pessoa colocar o celular para carregar na cama e continuar usando. O aparelho já aquece durante o carregamento e, com o uso simultâneo, esse aquecimento aumenta. Em contato com materiais inflamáveis, isso se torna perigoso”, diz.

Além disso, o uso de baterias não originais agrava ainda mais o cenário. “Quando você troca por uma bateria que não foi certificada, o sistema perde parte do controle de segurança. Isso eleva o risco”, completa.

Sinais de alerta nem sempre são percebidos

Embora a rede elétrica não seja visível, alguns sinais podem indicar que há algo errado na instalação.

Segundo o Corpo de Bombeiros, aquecimento excessivo e alterações físicas nos materiais são indicativos importantes.

“Aquecimento, derretimento ou mudança na cor dos fios e tomadas são sinais claros de que aquele ponto está operando acima da capacidade”, destaca Rafael Carneiro.

O engenheiro Fernando Carvalho explica que esses sinais estão diretamente ligados à sobrecarga. “Quando a instalação está sobrecarregada, é comum perceber o desarme frequente do disjuntor, tomadas quentes, fios aquecendo e até quedas de energia em determinados pontos da casa”, afirma.

Outro indicativo importante é o comportamento dos aparelhos. “Lâmpadas oscilando ou equipamentos que desligam sozinhos podem indicar que a rede está sendo exigida além do limite”, acrescenta.

Ele também faz um alerta técnico importante. “Muita gente resolve o problema trocando o disjuntor por um mais potente. Isso é perigoso, porque o disjuntor foi dimensionado para proteger aquela instalação. Ao aumentar a capacidade dele, você perde essa proteção”, explica.

Além disso, o cheiro pode denunciar o risco. “Cheiro de plástico queimado indica que o isolamento dos fios pode estar derretendo, o que pode evoluir para um curto-circuito”, completa.

Como ocorre um curto-circuito

Um dos principais riscos associados à sobrecarga é o curto-circuito, que pode ser o ponto de partida para incêndios.

Fernando Carvalho explica que o problema acontece quando há contato direto entre os condutores elétricos. “Em uma instalação, você tem fios com funções diferentes. Quando eles encostam diretamente, sem um equipamento intermediando essa passagem de energia, ocorre o curto-circuito”, detalha.

Segundo ele, esse contato gera uma corrente extremamente elevada. “Essa corrente provoca um aquecimento muito rápido, que pode derreter a fiação e gerar faíscas, iniciando um incêndio”, afirma.

O risco aumenta em instalações antigas ou comprometidas. “Com o tempo, o isolamento dos fios resseca ou se deteriora. Quando esse isolamento falha, os fios podem se tocar e provocar o curto”, explica.

Ele também destaca o papel da qualidade dos materiais. “Extensões muito baratas, sem certificação, utilizam materiais de baixa qualidade. O isolamento pode não suportar o aquecimento e falhar com mais facilidade”, completa.

Casas antigas demandam revisão da rede elétrica

A atenção deve ser redobrada em imóveis mais antigos, que muitas vezes não foram projetados para suportar a quantidade de aparelhos eletrônicos utilizados atualmente.

“Em imóveis mais antigos, é fundamental revisar a instalação elétrica com um profissional e, se necessário, fazer a substituição da fiação e dos disjuntores”, orienta o bombeiro.

Fernando Carvalho destaca que o problema tende a se agravar com o tempo. “As instalações antigas foram projetadas para uma realidade com menos equipamentos. Hoje, você adiciona ar-condicionado, computadores, eletrodomésticos, e isso sobrecarrega a rede”, explica.

Ele também chama atenção para o envelhecimento dos materiais. “Os isolantes dos fios ressecam com o tempo e perdem eficiência. Isso aumenta o risco de falhas e curto-circuito”, diz.

Outro ponto crítico é a ausência de dispositivos modernos de proteção. “Muitas instalações antigas não possuem o DR, que é um dispositivo fundamental para proteger contra choques elétricos”, acrescenta.

Fábio Barros ressalta que o mais importante é a qualidade da instalação. “Mais importante que a idade do imóvel é a qualidade da instalação. O ideal é fazer revisões periódicas com profissionais capacitados”, afirma.

Como agir em caso de incêndio elétrico

Em situações de princípio de incêndio envolvendo equipamentos elétricos, a orientação é clara: nunca utilizar água.

“Nunca jogue água em incêndios causados por equipamentos elétricos. O correto é desligar a energia no disjuntor e, se possível, usar extintores adequados”, afirma Rafael Carneiro.

Fernando Carvalho reforça a importância da ação imediata. “A primeira medida é desligar o circuito elétrico no quadro de distribuição. Isso corta a fonte de energia que alimenta o fogo”, explica.

Caso não seja possível controlar a situação, a recomendação é deixar o local imediatamente e acionar o Corpo de Bombeiros.

Prevenção ainda é a melhor estratégia

Para os especialistas, evitar acidentes elétricos passa por mudanças simples de comportamento no dia a dia.

Retirar aparelhos da tomada quando não estão em uso, evitar sobrecargas e optar por produtos certificados são algumas das principais recomendações.

“É fundamental verificar se a instalação possui dispositivos de proteção, como disjuntores adequados e o DR. O disjuntor protege a instalação e o DR protege as pessoas contra choques”, orienta Fernando Carvalho.

Além disso, o cuidado ao manusear equipamentos também faz diferença. “Sempre que for mexer com qualquer equipamento elétrico, o ideal é estar com as mãos secas e, se possível, calçado”, orienta Fábio.

Entre os erros mais comuns, Fernando destaca o uso excessivo de adaptadores. “O uso de ‘T’ e extensões de forma contínua é um dos principais problemas. O ideal é adaptar a instalação, e não improvisar.”

Ele também reforça hábitos que devem ser evitados. “Evite carregar o celular sobre a cama ou próximo a materiais inflamáveis, principalmente durante a noite”, alerta.

No fim das contas, pequenas atitudes podem evitar grandes tragédias dentro de casa. “O risco começa quando o uso foge do que foi projetado”, resume Fábio Barros.

Fonte: Diário de Pernambuco.  

Oficina de grafite



A Associação das Mulheres de Nazaré da Mata (AMUNAM) segue promovendo experiências transformadoras por meio do projeto Dando a Volta por Cima, e, desta vez, a arte urbana ganhou espaço com a realização da Oficina de Grafite ministrada pelo artista Tonyarte.

Iniciada no dia 7 e conclusão no dia 14 de abril de 2026, a oficina reúne crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, proporcionando um mergulho no universo do grafite — uma das expressões mais marcantes da cultura urbana contemporânea.

Durante os encontros, os participantes tirão a oportunidade de aprender não apenas técnicas de pintura e uso de cores, mas também sobre o valor sociocultural do grafite, entendendo a arte como ferramenta de expressão, identidade e transformação social. Através das atividades, os jovens podem desenvolver a criatividade, fortalecer a autoestima e refletir sobre o papel da arte na ocupação dos espaços públicos.

Sob a orientação de Tonyarte, artista reconhecido em Nazaré da Mata, a oficina se tornou um espaço de troca de saberes e vivências, aproximando os participantes da realidade da arte de rua e incentivando novos olhares sobre o território onde vivem.

A iniciativa reforça o compromisso da AMUNAM em promover ações educativas e culturais que ampliem horizontes, estimulem o protagonismo juvenil e contribuam para a formação cidadã das crianças e adolescentes atendidos pelo projeto.

Mais do que aprender a grafitar, os participantes podem dar voz às suas ideias, cores aos seus sonhos e forma à sua criatividade.


TRE-PE alerta para novo golpe de regularização eleitoral via WhatsApp: veja como se prevenir


 

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) alerta sobre uma nova tentativa de golpe envolvendo mensagens falsas em grupos de WhatsApp. As mensagens informam que uma suposta “situação irregular” perante a Justiça Eleitoral poderia suspender o acesso a serviços bancários ou a outros serviços oficiais do governo.

A mensagem fraudulenta a que o TRE-PE teve acesso contém o número (31) 97506 2435 e faz uso indevido da logomarca do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O texto ainda direciona o usuário para o link 'portal-brasil/tse', incentivando o clique.

Ao clicar, o usuário é direcionado a uma página falsa, com logomarca semelhante à da Justiça Eleitoral, o que pode induzir a pessoa a acreditar que está em um site oficial. No entanto, trata-se de uma tentativa de golpe. Nem o número do remetente nem o site pertencem à Justiça Eleitoral, informa o TRE-PE.

Segundo o Tribunal, o TSE e os Tribunais Regionais Eleitorais não enviam mensagens aos eleitores vinculando a regularização do cadastro eleitoral a bloqueios de serviços públicos ou restrições bancárias. A orientação é não clicar em links suspeitos e desconfiar de qualquer mensagem que solicite dados pessoais ou indique restrições bancárias ou relacionadas a programas sociais.

Além disso, o TRE-PE afirma que a consulta à situação eleitoral e eventuais procedimentos de regularização devem ser feitos exclusivamente pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral e pelo aplicativo e-Título.

Links corretos

O site oficial do TSE é este.

O site oficial da Justiça Eleitoral é este.

E o site oficial do TRE-PE é este.

Para consultar sua situação eleitoral com segurança, acesse diretamente o site oficial do autoatendimento da Justiça Eleitoral ou entre em contato com o Disque Eleitor pelo (81) 3194 9400.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Clínica no Recife integra estudo internacional que busca vacina contra sífilis


 

Uma clínica do Recife é atualmente a única unidade de saúde do Brasil a participar de um estudo internacional que busca avançar no desenvolvimento de uma vacina contra a sífilis. A Clínica do Homem integra o estudo, ainda em fase inicial, que reúne instituições de cinco países e tem como foco a análise genética da bactéria causadora da infecção.

Coordenado pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, o estudo também é realizado no Peru, Índia, Libéria e República Democrática do Congo. Na capital pernambucana, a iniciativa conta com a parceria do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), da Universidade de Pernambuco (UPE), e da organização responsável pela clínica.

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum.

O estudo em andamento não envolve, neste momento, a criação direta de uma vacina. Trata-se de uma etapa pré-clínica que busca compreender as características genéticas da bactéria em diferentes regiões do mundo. A partir dessas informações, os pesquisadores pretendem identificar elementos que possam, no futuro, ser utilizados no desenvolvimento de um imunizante.

“Como a sífilis é causada por uma bactéria, desenvolver uma vacina é mais complexo do que para vírus. Esse é um estudo genômico, que analisa a epidemiologia genômica, ou seja, as características genéticas da bactéria em diferentes partes do mundo”, explica François Figueiroa, diretor médico da Clínica do Homem.

A participação brasileira é considerada estratégica nesse processo e a coleta de amostras no Recife permite incluir no estudo as características das bactérias que circulam no país, o que pode ser determinante para garantir a eficácia de uma eventual vacina em diferentes contextos.

A escolha da clínica como ponto de coleta está relacionada ao volume de atendimentos. A unidade registra um número elevado de diagnósticos de sífilis, especialmente entre homens, público que, historicamente, apresenta maior dificuldade em buscar serviços de saúde para tratar infecções sexualmente transmissíveis.

Entre 2022 e 2025, mais de 4 mil casos foram diagnosticados na clínica. Apenas em 2025, foram mais de 1,2 mil registros.

Podem participar da pesquisa homens e pessoas trans com mais de 18 anos que apresentem lesões nos órgãos genitais, ânus ou boca, sintomas comuns da fase inicial da doença. Os voluntários passam por consulta, recebem tratamento e têm amostras coletadas para análise. A participação é voluntária, mediante consentimento, e não altera o atendimento oferecido, que segue normalmente mesmo para quem opta por não integrar o estudo.

A coleta envolve material das lesões e exames de sangue, em procedimentos considerados simples e sem riscos adicionais aos pacientes.

Sífilis

Dados da Organização Mundial da Saúde estimam cerca de 8 milhões de casos em 2022, entre pessoas de 15 a 49 anos. No Brasil, o Ministério da Saúde registra aproximadamente 250 mil casos por ano, com maior concentração entre jovens.

Além dos impactos individuais, como a necessidade de tratamento e acompanhamento médico, a doença também apresenta riscos mais graves em gestantes, podendo ser transmitida ao bebê durante a gravidez, resultando na chamada sífilis congênita.

“É uma das doenças mais antigas que se conhece. Tem diagnóstico, tem cura, é tratável. No entanto, a prevalência é muito grande no mundo todo e, nos últimos anos, o número de casos tem aumentado”, destaca François Figueiroa.

A sífilis é transmitida principalmente por meio de relações sexuais sem proteção ou da mãe para o bebê durante a gestação. A prevenção inclui o uso de preservativos, e o tratamento é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: Diário de Pernambuco.

Motta diz que fim da escala 6x1 será debatida por meio de PEC


 

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta terça-feira (7) que o governo não vai mais encaminhar um projeto de lei com urgência para tratar do fim da escala de trabalho 6X1. Segundo ele, o debate ocorrerá por meio de uma proposta de Emenda à Constituição (PEC) que, atualmente, está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

“O governo não mais enviará, segundo o líder do governo [deputado José Guimarães], o projeto de lei com urgência, pactuando assim o entendimento já feito e determinado por essa presidência de que nos iremos analisar a matéria por Projeto de Emenda à Constituição”, disse Motta após reunião de líderes na residência oficial.

Atualmente, a Constituição estabelece que a carga de trabalho será de até oito horas diárias e até 44 horas semanais. A CCJ analisa os textos das PECs apresentadas pela deputada Érika Hilton (PSOL-SP) e pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A expectativa é que o colegiado análise a admissibilidade da matéria na próxima semana.

O primeiro acaba com a escala 6x1, de seis dias de trabalho e um de descanso e limita a duração do trabalho normal a 36 horas semanais. O texto ainda faculta a compensação de horas e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. Pela proposta, a nova jornada entra em vigor 360 dias após a data da sua publicação.

O segundo projeto também reduz a jornada de trabalho para 36 horas semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, nos mesmos termos da proposta anterior. A matéria, entretanto, prevê que a nova jornada entre em vigor 10 anos após a data de sua publicação.

Urgência


O governo avaliava enviar um projeto de lei com urgência para o Congresso Nacional, caso as discussões que tratam sobre a jornada de trabalho considerados como prioritários não caminhassem com a “velocidade desejada”.

A urgência impõe que tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado tenham 45 dias para deliberar o tema, sob pena de trancamento da pauta.

Motta disse que após a aprovação na CCJ, encaminhará a criação de uma comissão especial para debater e deliberar sobre a matéria. Segundo o presidente da Câmara, a intenção é que o texto seja votado nessa comissão especial ainda em maio para posteriormente ser levado para ao plenário.

“Imediatamente [após a aprovação na CCJ] criaremos a Comissão Especial para trabalharmos a votação em plenário até o final do mês de maio, dando a oportunidade de que todos os setores possam se manifestar acerca dessa proposta que é importante para a classe trabalhadora do país, pois nós estamos tratando da redução da jornada de trabalho sem prejuízo salarial”, afirmou.

 

Votações


Motta disse ainda que a Câmara deve votar esta semana o projeto de lei que regulamenta o trabalho de motoristas e entregadores por aplicativo.

“Esse projeto de lei é importante. Ele atende mais de 2 milhões de trabalhadores no país, que trabalham para essas plataformas. Com essa aprovação, esses trabalhadores passarão a ter previdência, seguro saúde, seguro de vida e garantias que hoje eles não têm”, apontou.

Também estará na pauta dessa semana a votação da PEC 383/2017 que vincula o repasse de 1% da Receita Corrente Líquida da União para financiamento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

O objetivo é garantir recursos contínuos para os Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializada da Assistência Social (CREAS) e programas de proteção social.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Dia Mundial da Saúde: Nunca tivemos tanta ciência - e tanta resistência a ela


 

Todo 7 de abril marca a celebração do Dia Mundial da Saúde, data que lembra a criação da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1948. Em 2026, a campanha global traz um lema direto: "Juntos pela saúde. Apoiem a ciência". A mensagem parece simples, mas carrega um peso enorme no cenário atual.

Nas últimas décadas, poucos campos demonstraram de forma tão clara o poder da ciência quanto a saúde pública. Avanços científicos ajudaram a transformar profundamente a expectativa e a qualidade de vida da população mundial.

Segundo a própria OMS, desde o ano 2000 a mortalidade materna global caiu mais de 40%, enquanto as mortes de crianças menores de 5 anos foram reduzidas pela metade. Vacinas, antibióticos, exames de imagem e tecnologias de diagnóstico precoce salvaram centenas de milhões de vidas.

Mas esses números também levantam uma questão essencial: se a ciência já demonstrou tanto potencial, por que seus benefícios ainda chegam de forma tão desigual?

Ciência está disponível, mas há resistência a ela

A ciência produz conhecimento. A forma como esse conhecimento chega à sociedade (ou deixa de chegar) passa por governos, instituições e escolhas políticas.

No Brasil, esse debate passa inevitavelmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Criado pela Constituição de 1988, o sistema público brasileiro materializa a ideia de que saúde é um direito e que o conhecimento científico deve orientar políticas públicas.

Campanhas de vacinação, vigilância epidemiológica e a rede de atenção básica mostram a capacidade do sistema de transformar evidências em serviços concretos.

Ao mesmo tempo, crises recorrentes de financiamento, pressões políticas e desigualdades regionais revelam como sustentar esse modelo (e garantir que a ciência continue orientando suas decisões) permanece um desafio permanente.

A pandemia de covid-19 mostrou que esse dilema se repete em escala global. Naquela ocasião, pesquisadores desenvolveram vacinas em tempo recorde, algo considerado quase impossível décadas atrás. Ao mesmo tempo, porém, a crise revelou outra epidemia: a da desinformação.

Negacionismo científico, teorias conspiratórias e disputas ideológicas dificultaram campanhas de vacinação e políticas de proteção em diversos países. O resultado foi um paradoxo: nunca tivemos tanta ciência disponível e, ao mesmo tempo, tanta resistência a ela.

A batalha pela informação

A própria campanha internacional reforça que apoiar a ciência significa também valorizar informação confiável e comunicação clara sobre evidências.

Em um ambiente digital saturado de opiniões e boatos, distinguir evidência científica de desinformação tornou-se um desafio central para a saúde pública.

A confiança da população em instituições científicas e sanitárias passou a ser, ela própria, um fator determinante para o sucesso de políticas de saúde.

Sem essa confiança, até mesmo as melhores descobertas científicas podem perder impacto.

O verdadeiro desafio

"Apoiar a ciência", portanto, vai muito além de celebrar descobertas em laboratórios. O apoio deve vir de financiamento de pesquisa, fortalecimento de sistemas públicos de saúde, investimento em vigilância epidemiológica e garantia de decisões governamentais orientadas por evidências, e não por conveniência política ou pressão ideológica.

Esse apoio também se torna claro quando as autoridades sanitárias e gestores caminham para enfrentar um problema antigo da saúde global: a distância entre conhecimento e implementação.

Há décadas sabemos como prevenir muitas doenças crônicas, melhorar a qualidade do ar ou ampliar o acesso à água potável segura. Ainda assim, milhões de pessoas continuam expostas a riscos perfeitamente evitáveis.

Mais do que uma data simbólica

Neste Dia Mundial da Saúde, precisamos comemorar avanços científicos, mas sem deixar de ver a data como um convite para refletir sobre uma pergunta incômoda: o problema hoje é falta de conhecimento ou falta de decisão para aplicá-lo?

A história mostra que, quando ciência, política pública e informação de qualidade caminham juntas, vidas são salvas em larga escala. Quando se separam, o progresso na saúde se torna mais lento e, quase sempre, mais desigual.

Fonte: Jornal do Commercio.

Governo eleva imposto do cigarro para bancar querosene e biodiesel


 

O imposto sobre cigarros subirá para compensar a perda de arrecadação com a isenção de tributos sobre o biodiesel e o querosene de aviação (QAV), combustível utilizado no transporte aéreo.

A medida faz parte do pacote anunciado para conter os efeitos da alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.

A alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre cigarros subirá de 2,25% para 3,5%. Com isso, o preço mínimo da carteira deve passar de R$ 6,50 para R$ 7,50.

A estimativa da equipe econômica é arrecadar cerca de R$ 1,2 bilhão nos próximos dois meses.

A mudança busca compensar a decisão de zerar as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o querosene de aviação, medida que deve reduzir em cerca de R$ 0,07 o preço por litro do combustível. O impacto fiscal dessa desoneração é estimado em R$ 100 milhões por mês.

Durante o anúncio, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que aumentos anteriores no imposto sobre cigarros não tiveram os efeitos esperados, nem na redução do consumo nem na ampliação da arrecadação.

Compensações

Além da alta no imposto sobre cigarros, o governo prevê outras fontes para equilibrar as contas.

Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, a elevação nas receitas com royalties do petróleo deve ajudar a compensar os gastos com as medidas, estimados em R$ 10 bilhões.

No mês passado, a equipe econômica aumentou em R$ 16,7 bilhões a estimativa de arrecadação com royalties de petróleo para 2026.

A projeção foi impulsionada pela alta de cerca de 40% no preço internacional do petróleo desde o início do conflito.

Durigan explicou também que entram na conta para manter medidas como a alíquota de 12% do imposto de exportação sobre o petróleo, instituída em março, o aumento da arrecadação dos tributos ligados aos lucros das empresas vendedoras de combustível e a elevação das receitas com leilões de petróleo da camada pré-sal.

Meta fiscal

Segundo o governo, o conjunto de ações busca equilibrar as contas públicas enquanto reduz o impacto da alta dos combustíveis sobre a economia e o consumidor.

Para este ano, o governo prevê pequeno superávit primário de R$ 3,5 bilhões, excluindo os precatórios e alguns gastos fora do arcabouço fiscal, como defesa, saúde e educação. Ao incluir essas despesas, a previsão passa para déficit primário de R$ 59,8 bilhões.

O resultado primário representa o déficit ou superávit das contas do governo sem os juros da dívida pública.

Durigan assegurou que a elevação do imposto sobre o cigarro, o imposto de exportação sobre petróleo e os aumentos de arrecadação decorrente da maior cotação do barril conseguirão compensar integralmente as medidas para segurar a alta dos combustíveis.

"Quando a gente faz um crédito extraordinário, por não estar previsto em razão da guerra, ele ultrapassa o limite previsto para o Orçamento deste ano, mas ele não exclui o cumprimento da meta de resultado primário. O que a gente gastar a mais para a proteção da população está necessariamente casado com o aumento de arrecadação", justificou o ministro da Fazenda.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Consumo de ultraprocessados pode aumentar riscos de hemorroidas

As hemorroidas ficam ao redor da região anal ou retal. Elas se dilatam e se retraem de acordo com o movimento intestinal. Geralmente voltam ao tamanho normal. Contudo, a repetição de esforço para evacuar, caso a pessoa tenha intestino preso ou fezes endurecidas, pode complicar a drenagem sanguínea.

Público mais atingido

Proctologista do Hospital Jayme da Fonte, Suzana Bernardo afirma que a doença hemorroidária atinge, na maioria dos casos, pessoas entre 45 e 65 anos. Além do inchaço e sangramento, a coceira também é um dos principais sintomas das hemorroidas. Percebendo qualquer sinal, é importante procurar ajuda médica o mais rapidamente possível.

“A doença hemorroidária é caracterizada pelo inchaço recorrente na região anal, além de dor e sangramento. Vale salientar que sangramento nunca é normal. Atualmente, com o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e da constipação em pacientes jovens, isso tem se tornado cada vez mais frequente”, revela a especialista.

Mito ou verdade?

Um senso comum que causa dúvidas até os dias de hoje é sobre a possibilidade de contrair a doença ao se assentar em superfícies quentes ou frias. Segundo Suzana Bernardo, a afirmativa não passa de um mito. 

“Esse é um dos grandes mitos que a gente tem na proctologia. O que causa hemorroida é constipação, são longos períodos sentado no vaso sanitário utilizando o celular, baixa ingestão hídrica e principalmente o sedentarismo”, coloca.

“É interessante, porque a gente também escuta muito falar para a pessoa que está em uma superfície quente: ‘cuidado para não pegar uma hemorroida ou alguma coisa do tipo’. É importante lembrar que, como a hemorroida é uma doença benigna, ela não é contagiosa. Então, até se você sentar num local que outra pessoa sentou e que tenha hemorroida, não há risco de contaminação”, indica.

Prevenção

Para prevenir, a pessoa deve observar os hábitos de vida e buscar uma rotina saudável, favorecendo o pleno funcionamento do intestino.

“Praticar exercício de forma regular, ter alimentação balanceada e rica em fibras e aumentar a ingestão hídrica. Isso favorece o seu intestino a funcionar de forma equilibrada, reduz o esforço ao evacuar, diminui a pressão na região anal e previne o surgimento de hemorroidas”, finaliza.

Fonte: Folha de Pernambuco. 

 

Pernambuco mantém alta de casos de tuberculose em 2025, com mais de 6 mil notificações


 

Pernambuco registrou, em 2025, 6.045 casos de tuberculose, número próximo ao total contabilizado em todo o ano anterior, quando foram confirmados 6.152 diagnósticos da doença. Apesar da semelhança, os dados mais recentes ainda são parciais e podem crescer, já que as notificações seguem sendo atualizadas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), base oficial usada em todo o país.

A tuberculose continua como um problema de saúde pública, mesmo diante de avanços no diagnóstico e tratamento. “A tuberculose sempre foi uma doença endêmica no nosso país. Existem períodos com maior número de casos, geralmente associados a condições climáticas mais secas ou úmidas, mas ela nunca deixa de existir. Por ser endêmica, está sempre presente”, explica a pneumologista e endoscopista respiratória Bruna Rocha.

Segundo a médica, o aumento de casos também pode estar relacionado a fatores recentes, como os impactos da pandemia de Covid-19 na saúde da população. “Pacientes com doenças pulmonares, como Covid-19, asma ou doença pulmonar obstrutiva crônica, muitas vezes associada ao fumo, têm mais facilidade de desenvolver outras infecções pulmonares, incluindo a tuberculose. Qualquer comprometimento do pulmão aumenta esse risco”, explica Bruna Rocha.

Embora a doença seja frequentemente associada à tosse com sangue, esse é um sinal mais avançado.

Antes disso, os sintomas podem ser mais discretos. “A tuberculose chama atenção quando aparece tosse com sangue, mas esse já é um sinal mais avançado. Antes disso, existem sintomas importantes, como tosse por mais de duas semanas, seca ou com catarro; perda de peso não intencional, por exemplo, perder cerca de 10% do peso em um mês sem dieta ou exercício; além de fraqueza (astenia) e febre baixa, geralmente no fim da tarde ou início da noite. Esses sinais são mais sutis, mas já indicam a necessidade de investigação”, detalha a especialista.

Nos casos mais graves, a doença pode evoluir para sangramentos. “A tuberculose provoca necrose no pulmão, ou seja, destruição do tecido. Quando essa necrose atinge vasos sanguíneos, ocorre o sangramento, que é a hemoptise”, diz Bruna. O diagnóstico, segundo a médica, não depende apenas da presença de escarro. “Nem todo paciente consegue produzir escarro. Nesses casos, o diagnóstico pode ser feito por meio da endoscopia respiratória, um procedimento semelhante à endoscopia digestiva, mas voltado para o pulmão, que permite coletar secreções diretamente das vias respiratórias”, pontua a médica.

A doença atinge com mais intensidade pessoas em situação de maior vulnerabilidade clínica e social. “Pessoas nos extremos de idade, como idosos e crianças, têm maior risco. Também pacientes com diabetes, gestantes, pessoas em tratamento para câncer ou doenças autoimunes, além de quem vive com HIV ou tem imunidade baixa. Fatores sociais também influenciam: moradias com muitas pessoas e condições precárias facilitam a transmissão”, complementa a pneumologista.

Apesar de ter cura e tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a tuberculose ainda enfrenta o abandono do tratamento. “É um tratamento longo, geralmente de seis meses, e pode ser difícil. Os medicamentos devem ser tomados em jejum, a quantidade varia conforme o peso e podem causar efeitos colaterais, como náuseas, dor abdominal e mal-estar. Isso desestimula alguns pacientes”, afirma Bruna.

Ela também destaca barreiras sociais. “Além disso, há dificuldades sociais, especialmente entre pessoas em situação de rua, embora o acesso à medicação tenha melhorado bastante nos últimos anos”, complementa. Para reduzir esse cenário, a médica aponta caminhos. “Educação é fundamental. As campanhas de informação ajudam muito. Também é importante facilitar o acesso ao tratamento. Hoje, mesmo pessoas sem moradia conseguem retirar a medicação com encaminhamento adequado. Políticas públicas e o fortalecimento da atenção básica são essenciais”, afirma a pneumologista.

Ela ainda destaca que o monitoramento dos pacientes é uma etapa decisiva para o sucesso do tratamento. “O paciente precisa ser avaliado regularmente, incluindo o peso, que é um indicador importante de melhora. Além disso, é necessário repetir exames de escarro para verificar a redução do bacilo e realizar exames de imagem, como raio-X ou tomografia, para acompanhar a evolução do pulmão. Se não houver melhora, é preciso investigar outras possibilidades.”

Em nível nacional, o Brasil tem avançado no combate à tuberculose. O país passou a detectar 89% dos casos estimados, aproximando-se da meta de 90% estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse avanço está ligado, principalmente, à ampliação do diagnóstico, com aumento de 76,3% na realização de testes moleculares. Após a queda na detecção durante a pandemia, causada pela interrupção de serviços de saúde, o país recuperou a capacidade diagnóstica a partir de 2023, mantendo os resultados em 2024 e 2025.

Além disso, a vacina BCG, aplicada na infância, segue como uma das principais formas de prevenção das formas graves da doença, com cobertura de 98% no país em 2025.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Vigília no Recife denuncia avanço do feminicídio em Pernambuco


 

Uma vigília realizada na noite desta terça-feira (31), no Centro do Recife, marcou o início de uma série de mobilizações mensais contra o feminicídio e a violência de gênero. O ato aconteceu às 18h, em frente ao monumento Tortura Nunca Mais, na Rua da Aurora, no bairro de Santo Amaro.

A mobilização foi motivada por dados recentes da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), que apontam 18 feminicídios registrados apenas nos dois primeiros meses de 2026 no estado. No mesmo período, mais de 8 mil casos de violência doméstica e familiar foram contabilizados, uma média de cerca de 137 ocorrências por dia. Em âmbito nacional, o Brasil registrou 1.568 feminicídios em 2025, o maior número dos últimos anos.

Organizada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal, a iniciativa deve ser feita sempre na última terça-feira de cada mês, com o objetivo de cobrar ações do poder público e ampliar a conscientização da sociedade sobre a violência contra mulheres.

Presidente da comissão, a vereadora Cida Pedrosa destacou o caráter contínuo da mobilização e a gravidade dos índices. “Nós vamos fazer a vigília a partir de hoje, toda última terça-feira de cada mês. A ideia é criar um movimento para que mais e mais mulheres protestem contra essa pandemia de mortes”, afirmou.

Ela também chamou atenção para o avanço de discursos de ódio, especialmente no ambiente digital. “Antigamente, a gente dizia que, a cada oito minutos, uma mulher era estuprada. Agora, é a cada seis. Então, é uma violência que está crescendo. O movimento redpill na internet também cresce junto, onde você tem adolescentes e jovens sendo formados para a violência. Eles são guiados por homens mais velhos para odiar e subjugar mulheres, para criar uma situação em que elas estejam em condição de subalternidade. E isso é muito grave”, completou.

Para a vereadora Kari Santos, os números refletem um cenário urgente que exige resposta imediata. “Os números são alarmantes. Mulheres estão morrendo, estão sendo vítimas, e a gente precisa chamar a atenção da sociedade. É um período de trevas para nós, mulheres, porque precisamos viver, estamos tentando viver, e essa é uma forma que a nossa comissão encontrou para chamar a atenção do poder público, das pessoas e da sociedade, para que a gente venha a combater esse tipo de violência contra mulheres”, disse.

Ela reforçou ainda a necessidade de enfrentar as raízes estruturais do problema. “Então, o feminicídio é um tipo de crime em que as mulheres morrem por serem mulheres, e isso é alimentado por uma sociedade misógina e machista, que a gente precisa combater, principalmente aqui no estado de Pernambuco. É responsabilidade do poder estadual cuidar das mulheres”, afirmou.

A expectativa das organizadoras é que as vigílias sejam um espaço permanente de denúncia e mobilização social diante do aumento dos casos de violência contra mulheres no estado.

A professora e servidora pública Kátia Barbosa, de 58 anos, esteve presente no ato e acredita que os casos de feminicídio aumentam por falta de humanidade para com as mulheres.

“Chega uma hora que a gente não aguenta mais tanta matança de mulheres. Eu acho uma contradição, porque a gente ainda é um estado que faz frente a um governo democrático. A gente pode pensar diferente, ter gostos diferentes, conviver com a diferença, simplesmente se respeitar, se ver como humano. E eu acho que a gente está num retrocesso”, afirma.

Fonte: Diário de Pernambuco.

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