beleza, mesmo nos períodos mais desafiadores.
Amunam leva roda de leitura para praças
De posse de livros com histórias infantis, meninos e meninas se revezam contando histórias e dando muita gargalhada à sombra de árvores.
Adolescentes da Amunam levam solidariedade
crianças e adolescentes do Projeto Dando a Volta por Cima da Associação das Mulheres de Nazaré da Mata visitaram o Abrigo Domingos de Azevedo Irmã Guerra.
Coração Nazareno realiza show em festival
O Maracatu Coração Nazareno, idealizado e organizado pela Associação das Mulheres de Nazaré da Mata, abriu o Festival Camará, em Camaragibe.
Grupos da Amunam se apresenta em polo junino
A Quadrilha Junina, composta por crianças e adolescentes do Projeto Dando a Volta por Cima abriu a festa no polo Circo do Forró, mostrando a todo o público presente todas as suas cores, animação e desenvoltura.
A AMUNAM na 4ª Teia Cultural
beleza, mesmo nos períodos mais desafiadores.
Vacina contra a dengue reduz carga viral e pode conter transmissão da doença, diz estudo
Estudo recém-publicado na revista
The Lancet Regional Health - Americas mostra que a vacina contra a dengue
desenvolvida pelo Instituto Butantan é capaz de frear a replicação do vírus
quando a infecção ocorre - os chamados breakthrough cases (casos de escape
vacinal).
Para o paciente, dizem os
autores, isso pode representar sintomas menos graves e menor risco de complicações.
Do ponto de vista da saúde pública, uma baixa carga viral está associada a uma
redução no risco de transmissão do vírus para os mosquitos.
"Esse dado preliminar sugere
que a vacinação pode ter um efeito importante na circulação do vírus, ajudando
a minimizar novos surtos da doença. Mas é algo que ainda precisamos confirmar
com novos estudos", afirma Maurício Lacerda Nogueira, professor da
Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) e autor correspondente
do artigo. O estudo contou com a participação de Esper Kallás, diretor do
Instituto Butantan que esteve à frente dos testes clínicos da vacina.
Desenvolvida com apoio inicial da
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a Butantan-DV
foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim de
novembro e deve começar a ser oferecida na rede pública de saúde em 2026 para
pessoas entre 12 e 59 anos.
Dados da terceira fase de testes
clínicos, com mais de 16 mil voluntários de 14 Estados brasileiros, indicam que
o imunizante tem 74,7% de eficácia geral, 91,6% de eficácia contra a dengue
grave e 100% de eficácia contra hospitalizações por dengue.
A pesquisa liderada por Nogueira
e apoiada pela Fapesp foi feita com amostras de sangue de participantes do
estudo clínico de fase 3. Foram analisadas 365 amostras positivas para o vírus
(sorotipos 1 e 2, que estavam em circulação entre 2016 e 2021, quando ocorreu a
fase 3), divididas em dois grupos: o dos vacinados e o de indivíduos que
receberam placebo. O objetivo foi analisar a diversidade genética do vírus e
compará-la entre vacinados e não vacinados.
Foram sequenciados os genomas
virais completos de 160 amostras e, com os dados, foi montada a "árvore
genealógica" do vírus (análise filogenética). "Uma das dúvidas que
buscamos responder é se haveria alguma linhagem viral associada ao escape vacinal,
ou seja, se a vacina estaria protegendo apenas contra algumas linhagens e
deixando escapar outras. E vimos que isso não estava acontecendo. As cepas eram
as mesmas nos dois grupos analisados", conta Nogueira.
Outro objetivo foi verificar se a
vacina estaria exercendo uma pressão seletiva sobre o patógeno, isto é,
favorecendo o surgimento de variantes capazes de driblar os anticorpos
induzidos pela vacina. Com auxílio de modelos computacionais, os pesquisadores
analisaram as mutações que estavam ocorrendo dentro de cada participante. Os
dados indicam que não houve diferença nas taxas de mutação entre vacinados e
não vacinados.
Ao olhar a diversidade genética
do vírus dentro de cada indivíduo, por meio de uma técnica conhecida como deep
sequencing, os cientistas concluíram que - ao menos neste primeiro momento do
ensaio clínico - o sistema imune treinado pela vacina não estava selecionando
variantes raras ou perigosas dentro do organismo dos imunizados. "Este é
mais um dado que mostra a segurança e a eficácia dessa vacina", afirma
Nogueira.
Contexto epidemiológico
Considerada uma região
hiperendêmica para dengue, no Brasil é comum que diversas linhagens do vírus
circulem simultaneamente. Em 2024, quando ocorreu a maior epidemia da história
do país, com mais de 6 milhões de casos e 6 mil mortes confirmadas, os
sorotipos predominantes foram o DENV-1 e o DENV-2.
No estudo agora publicado, os
autores analisaram a circulação viral durante toda a fase 3 dos testes clínicos
da Butantan-DV (2016-2021). Os sorotipos predominantes foram o DENV-1 e o
DENV-2, motivo pelo qual a análise filogenética se concentrou neles. Casos de
DENV-3 e DENV-4 foram raros nesses cinco anos e, segundo os autores, a eficácia
da Butantan-DV contra esses sorotipos continuará sendo avaliada em estudos futuros,
à medida que novos dados se tornem disponíveis.
Fonte: Folha de Pernambuco.
Vítima de tentativa de feminicídio no Recife conta detalhes da agressão
"Eu gritei com toda força
que eu tinha na minha alma", relatou Luísa Barros, esposa do secretário de
Esportes e Lazer de Calumbi, no sertão pernambucano, Numeriano Luiz de Sá, de
64 anos. Ela sobreviveu a uma tentativa de feminicídio ocorrida na manhã de terça-feira
(9), em um apartamento na Rua da Aurora, no bairro de Santo Amaro, área central
do Recife. E neste domingo deu entrevista ao Fantástico, da Rede Globo.
Luísa foi socorrida por um
vizinho, identificado com Márcio Santos Silva, após ouvir gritos e pedidos de
ajuda vindos do apartamento. A vítima sofreu fraturas no rosto, passou por
cirurgia e permanece internada no Hospital Memorial Português, no bairro do
Paissandu, no centro da capital.
Em entrevista, Luísa contou que
estava caída no chão quando percebeu que poderia morrer. Segundo ela, os gritos
foram ouvidos por Márcio, vizinho do andar superior, que desceu até a
residência.
Márcio relatou que encontrou a
vítima caída e ensanguentada. "Estavam os dois no chão, a Luísa todo
ensanguentada. Ele dizendo que ela tinha batido a cabeça, mas eu só lembro do
do olhar dela e das mãos estendidas".
Segundo o marido, a mulher havia
batido a cabeça, versão negada por Luísa. O vizinho ajudou a retirar Luísa do
local.
De acordo com o relato, as
agressões foram praticadas pelo marido em um momento de fragilidade da vítima,
que faz tratamento contra um câncer no fígado. O casal mantinha uma convivência
de 22 anos.
Luísa informou que, na manhã do
crime, pediu ajuda ao marido para pegar uma caixa de remédios que havia caído
embaixo da geladeira. Ao se abaixar, foi atingida por um golpe na cabeça,
seguido de outros. Ela caiu de costas e, ao tentar pedir ajuda, percebeu que o
agressor segurava um barrote de madeira.
"Eu me abaixei e quando vou
voltando, recebo a pancada. Em seguida, veio outra. Com essa outra pancada, eu
já caí de costa sem entender direito o que estava acontecendo. Cheguei a pedir
ajuda, dando a mão, só que aí eu vi ele com o objeto, aquele negócio de
madeira. Eu gritei. Eu gritei com toda força que eu tinha na minha alma. Eu
gritei para eu estar aqui hoje falando", relatou Luísa.
A vítima chegou ao hospital cerca
de duas horas após as agressões, apresentando múltiplas fraturas na cabeça e na
face, nariz quebrado e perda de três dentes. Ainda segundo as informações, ela
deve ser submetida a avaliação oftalmológica para verificar possível
comprometimento da visão.
O agressor, Numeriano Luiz de Sá,
é sargento reformado da Polícia Militar e ocupava o cargo de secretário de
Esportes e Lazer do município de Calumbi. Ele foi preso preventivamente por
tentativa de feminicídio.
Fonte: Diário de Pernambuco.
Sem votos pela cassação, Câmara mantém mandato da deputada Carla Zambelli
A Câmara dos Deputados rejeitou,
por insuficiência de votos, na madrugada desta sexta (11), a perda de mandato
da deputada Carla Zambelli (PL-SP). Houve 227 votos a favor da perda do mandato
e 110 contra, com 10 abstenções.
Para aprovar a perda de mandato,
seriam necessários 257 votos. Com isso, a representação da Mesa Diretora contra
a deputada será arquivada.
Carla Zambelli foi condenada em
definitivo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de reclusão por
participar de invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela
está presa na Itália depois de fugir do Brasil em decorrência do trânsito em
julgado do processo no STF. O Supremo aguarda a extradição.
Parecer da CCJ
A Comissão de Constituição e
Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara aprovou nesta quarta-feira (10) parecer
do deputado Claudio Cajado (PP-BA) que recomendava a perda do mandato da
parlamentar pela “incompatibilidade fática absoluta do encarceramento em regime
fechado com o exercício do mandato”. "Como alguém pode exercer o mandato
estando recluso em regime fechado? O mandato exige presença, comparecer ao Plenário
e participar das comissões", disse.
Cajado citou jurisprudência do
STF, baseada no julgamento de ação penal contra o então deputado Nelson Meurer
em 2018.
A representação contra Carla
Zambelli foi apresentada pela Mesa Diretora em razão de comunicado do Supremo,
cuja interpretação da Constituição pela 1ª Turma definia a declaração de perda
do mandato pela Mesa.
No entanto, jurisprudência da
interpretação da Câmara sobre processos envolvendo parlamentares condenados em
definitivo amparam a análise pela comissão.
Documentos falsos
A 1ª Turma do STF condenou
Zambelli também a multa e indenização de R$ 2 milhões por ter participado como
“instigadora” das invasões dos sistemas por Walter Delgatti Neto e Thiago
Eliezer, presos no âmbito da Operação Spoofing.
Segundo o Ministério Público, no
começo de janeiro de 2023, houve 13 invasões dos sistemas do CNJ para inserir
16 documentos falsos, como mandatos de prisão, alvarás de soltura e ordem
judicial de bloqueio de ativos bancários, além de um mandado de prisão contra o
ministro Alexandre Moraes, do STF, emitido por ele próprio.
Parecer vencedor
A relatoria inicial do processo
contra Zambelli coube ao deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), que
recomendava a manutenção do mandato, mas a CCJ o rejeitou.
Garcia argumentara que não havia
provas da participação direta da deputada na autoria dos crimes e que os autos
demonstrariam fragilidades de provas circunstanciais. Ele se baseou ainda em
depoimento de testemunha da deputada, o perito Anderson de Jesus Anchieta
Carvalho, que traçou um perfil de compulsão à mentira (mitômano) de Delgatti.
Defesa
O advogado de Zambelli, Fábio Pagnozzi, criticou a "fragilidade" das
provas que incriminam a deputada e ressaltou que a condenação se baseou no
depoimento questionável de Walter Delgatti, por ter alterado seis vezes o
próprio testemunho, conforme perícia contratada pela defesa. "Tudo o que a
deputada mais quer é que não seja cassada, para ela ter dignidade onde está
presa. Pois só mostrando à Justiça italiana que seus pares não a cassaram, ela
vai ter uma chance de ficar livre", disse.
Segundo Pagnozzi, Zambelli
comentou que pediria renúncia caso tivesse seu mandato mantido para não
incomodar os demais deputados. "A Carla Zambelli só quer dignidade."
O deputado Diego Garcia, relator de parecer vencido na CCJ, disse que produziu
um relatório técnico, que só não foi aprovado por haver tido troca de membros
da comissão antes da votação.
Segundo ele, não existem provas
contra a deputada Carla Zambelli nos autos do processo judicial. "Tudo o
que a acusação afirma estar no relatório policial, não se encontra lá. Uma
deputada da esquerda [que também acessou os autos] me disse que não poderia ir
contra o voto por eu estar falando a verdade", declarou.
Para a deputada Jandira Feghali
(PCdoB-RJ), vice-líder do governo, a decisão judicial pela perda do mandato
deveria ter sido colocada em prática por meio de decisão administrativa da
Câmara, e não ser levada para análise do Plenário. "Se não fosse uma
deputada já condenada, haveria sentido esse debate. Não tem mais, ela está
presa", disse.
O líder do PL, deputado Sóstenes
Cavalcante (RJ), defendeu que o Plenário não analisasse a cassação de Zambelli
considerando que, em uma semana, a Mesa Diretora poderia declarar a perda de
mandato por ela ter faltado a mais de 1/3 das sessões da Câmara neste ano,
ultrapassando o limite de faltas permitido pela Constituição. "Vamos
respeitar o mandato da deputada e, daqui a uma semana, deixar que a Mesa
resolva este assunto e não trazer esse problema para todos nós deputados",
afirmou. O deputado Júlio Lopes, a partir de parecer dos técnicos da Câmara,
afirmou que Zambelli só atingiria esse total de faltas no final de fevereiro de
2026.
Porém, a líder da Minoria,
deputada Chris Tonietto (PL-RJ), ressaltou que cabe à Câmara decidir sobre a
perda de mandato ou não. Segundo ela, a cassação perpetuaria a injustiça contra
Zambelli.
Fonte: Diário de
Pernambuco.
Fim da escala 6x1: CCJ do Senado aprova texto com transição para 36h semanais
A Comissão de Constituição e
Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (10), a Proposta de Emenda
à Constituição (PEC) que determina o fim da escala de seis dias de
trabalho por um dia de descanso (6x1). O texto também estabelece a redução da
jornada semanal das atuais 44 horas para 36 horas, sem redução salarial.
A matéria agora segue para
análise do plenário do Senado. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a
proposta foi relatada pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE) e incluída na pauta
da comissão como “extra”, sem aviso prévio, sendo aprovada em votação
simbólica.
Pelo texto acatado, a transição
seria gradual. No primeiro ano após a aprovação, a jornada máxima cairia de 44
para 40 horas semanais. Nos quatro anos seguintes, haveria a redução de uma
hora por ano, até atingir o limite de 36 horas.
“São mais de 150 milhões de
brasileiros que se beneficiarão com esta PEC (...) vai mudar a realidade social
deste país”, defendeu o relator Rogério Carvalho, citando o movimento
"Vida Além do Trabalho" (VAT) em seu parecer.
Polêmica e divergência com a
Câmara
A inclusão do tema como
"extra-pauta" gerou críticas da oposição. O senador Eduardo Girão
(Novo-CE) afirmou que se sentiu "violentado" pela manobra, pois
desejava pedir vista para analisar o texto. O presidente da CCJ, Otto Alencar
(PSD-BA), rebateu dizendo que o tema já havia sido debatido em audiências
públicas.
A decisão do Senado contrasta com
o andamento do tema na Câmara dos Deputados. Na semana passada, uma subcomissão
da Casa analisou uma proposta similar (de autoria da deputada Erika Hilton),
mas o relator Luiz Gastão (PSD-CE) rejeitou o fim da escala 6x1 e propôs apenas
a redução para 40 horas semanais, alegando riscos de desemprego e queda na
produtividade.
Fonte: Jornal do Commercio.
Glauber Braga se livra de cassação e é suspenso da Câmara por 6 meses por chute em militante
Após extensa negociação do
governo, a Câmara dos Deputados trocou a cassação pela suspensão do
mandato do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) por seis meses
nesta quarta-feira, 10. Foram 318 votos pela suspensão de seis meses e 141
contra, além de três abstenções.
Ele foi acusado de agredir com chutes Gabriel Costenaro - à época integrante do
Movimento Brasil Livre (MBL) - dentro das dependências da Casa no ano passado.
Glauber afirmou que agiu daquela
forma por Costenaro, segundo ele, fazer insinuações sobre a mãe dele, a
ex-prefeita de Nova Friburgo Saudade Braga, que na época estava doente. Ela
morreu 22 dias após o incidente.
Substituirá Glauber, durante o
semestre, a ex-senadora Heloísa Helena (Rede-RJ).
A movimentação de troca de penas
foi encabeçada pelo líder do governo, José Guimarães (PT-CE), que trabalhou
para convencer os demais parlamentares recuarem da decisão de derrubar de vez o
mandato de Glauber.
Lideranças do PSOL dizem que as
negociações por um texto alternativo se alongaram pela manhã. Parlamentares da
sigla relatam que há um certo desconforto do Centrão em aprovar essa cassação.
"Essa é a saída política,
responsável, que fortalece o Parlamento", afirmou o deputado Alencar
Santana (PT-SP), vice-líder do governo.
O deputado Zé Trovão (PL-SC)
acusou o secretário especial de assuntos parlamentares, André Ceciliano, de
telefonar para deputados oferecendo emendas para impedir a cassação de Glauber.
"Isso é uma injúria", respondeu o governista Hildo Rocha (MDB-MA),
que ameaçou apresentar representação contra Trovão no Conselho de Ética.
Ao Estadão, Ceciliano disse
que ligou para deputados pedindo para votarem contra a cassação de Glauber, mas
não mencionou emendas.
Mais cedo, em entrevista
ao Estadão, Glauber dava como certa a cassação e acusou os ex-presidentes
da Câmara Arthur Lira (PP-AL) e Eduardo Cunha (Republicanos-RJ) e o presidente
do PP, Ciro Nogueira (PP-PI) como outros articuladores da sua queda política.
Lira ficou inconformado com a
votação da representação contra Glauber e a costura feita pelo governo para
trocar o encerramento do mandato do parlamentar por uma suspensão de seis
meses.
Ele foi visto andando pela Câmara inconformado com a votação de destaque que
deu preferência à votação da suspensão do mandato em vez do relatório que pedia
a cassação. "Duzentos e tantos votos...p****!", disse Lira, no
telefone.
Na véspera da decisão do plenário
da Câmara, Glauber ocupou a cadeira do presidente da Casa, Hugo Motta
(Republicanos-PB), e foi retirado à força pela Polícia Legislativa.
Glauber discursou por 25 minutos em defesa do seu mandato. "Sobre o que
aconteceu, eu confesso para os senhores e senhoras: para defender a minha
família, eu sou capaz de muito mais", afirmou. "Para defender a minha
família, um chute na bunda é nada."
Todas as principais movimentações do processo ocorreram neste ano. Glauber
chegou a fazer uma greve de fome em abril, logo após o Conselho de Ética
aprovar a sua cassação. Ele ocupou um plenário de comissão e fazia apenas a
ingestão de água, soro fisiológico e isotônico durante a greve, que durou nove
dias.
A greve foi encerrada após um
acordo com Motta, que prometeu que votaria a cassação apenas no segundo
semestre deste ano.
Kim Kataguiri (União-SP),
integrante do MBL, pediu pela cassação de Glauber. "Se a gente vai
normalizar dar um chute em outra pessoa, essa será a nova regra?",
questionou. "Ele (Glauber) transformou todo o processo de cassação em
palanque político." Depois, mudou o posicionamento, e se pronunciou
favoravelmente à suspensão por seis meses.
O Estadão mostrou que o relator do processo que pediu a cassação de
Glauber, deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), já agrediu jornalista na Câmara e
não foi punido.
Há 24 anos, ele deu um pontapé um jornalista que denunciou em livro o tio do
parlamentar, o ex-governador da Bahia Antônio Carlos Magalhães.
No dia 4 de abril de 2001, o
jornalista Maneca Muniz lançava, no corredor das comissões da Câmara, um livro
chamado As veias abertas do carlismo, onde detalhava escândalos de corrupção do
tio de Magalhães.
O parlamentar, que na época era
do PFL (que se tornou DEM e agora é o União Brasil) arrancou um varal onde
estavam expostos trechos da obra e deu um pontapé em Muniz, que revidou com um
soco.
Na edição do dia seguinte, 5 de
abril de 2001, o Estadão reportou que a confusão não foi maior porque
os seguranças da Câmara agiram rápido. Na ocasião, Paulo Magalhães disse que
estava cumprindo ordens de Aécio Neves (PSDB-MG), então presidente da Casa, de
retirar o varal das dependências do Congresso.
Fonte: Folha de Pernambuco.
Câmara aprova projeto que reduz penas de Bolsonaro e condenados pelo 8 de janeiro
A Câmara dos Deputados aprovou
projeto de lei que prevê a redução de penas de pessoas condenadas
pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe
de Estado, como o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A proposta foi aprovada em
Plenário por 291 votos a 148e será enviada ao Senado.
O texto aprovado na madrugada
desta quarta-feira (10) é um substitutivo do relator, deputado Paulinho da
Força (Solidariedade-SP), ao Projeto de Lei 2162/23, do deputado Marcelo
Crivella (Republicanos-RJ) e outros.
O substitutivo determina que os
crimes de tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito e de golpe de
Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão o uso da pena mais
grave em vez da soma de ambas as penas.
O texto original previa anistia a
todos os envolvidos nos atos de 8 de janeiro e dos acusados dos quatro grupos
relacionados à tentativa de golpe de Estado julgados pelo Supremo Tribunal
Federal (STF). Mas esse artigo foi retirado do projeto.
Grupo principal
Se virar lei, a nova forma de soma de penas deve beneficiar todos os condenados
da tentativa de golpe de Estado, como aqueles do grupo principal:
Jair Bolsonaro, ex-presidente da
República;
Almir Garnier, ex-comandante da
Marinha;
Paulo Sérgio Nogueira,
ex-ministro da Defesa;
Walter Braga Netto, ex-ministro
da Casa Civil;
Augusto Heleno, ex-chefe do
Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
Anderson Torres, ex-ministro da
Justiça; e
Alexandre Ramagem, deputado
federal.
Esse grupo foi condenado a penas
que variam de 16 anos a 24 anos em regime fechado pela 1ª Turma do Supremo
Tribunal Federal (STF), em caráter definitivo, em 25 de novembro deste ano.
Outras penas de detenção devem ser cumpridas depois daquelas de reclusão.
Como a lei pode retroagir para
beneficiar o réu, a nova regra implicaria a revisão do total para esses dois
crimes, prevalecendo a pena maior (4 a 12 anos) por tentativa de golpe de
Estado. Agravantes e atenuantes ainda serão aplicáveis sobre o cálculo.
Parlamentares da oposição
preveem, para o ex-presidente Jair Bolsonaro, que o total da redução pode levar
ao cumprimento de 2 anos e 4 meses em regime fechado em vez dos 7 anos e 8
meses pelo cálculo atual da vara de execução penal.
A conta final, no entanto, cabe
ao Supremo definir e pode depender de ser validado o uso de trabalho e estudo
em regime domiciliar para diminuição dos dias de prisão.
Progressão
A diferença também é influenciada pela mudança nas regras de progressão de
regime fechado para semiaberto feita pelo relator.
Atualmente, exceto para
condenados por crimes hediondos, o réu primário obtém progressão de pena se
cumprir 16% dela em regime fechado, mas o crime não pode ter sido cometido com
violência à pessoa ou grave ameaça.
Como os crimes de tentativa de
golpe e abolição do Estado Democrático são tipificados com a característica de
“violência ou grave ameaça”, Paulinho da Força muda o texto da Lei de Execução
Penal (Lei 7.210/84) para fazer valer os 16% de regime fechado para crimes com
ou sem violência ou grave ameaça.
Sem a mudança, a progressão
ocorreria apenas com o cumprimento de 25% da pena pelo réu primário. Para os
reincidentes, o índice de cumprimento no regime fechado passa de 30% para 20%.
Esses 25% valerão apenas para o
réu primário condenado por crimes contra a vida (título I do Código Penal) e
contra o patrimônio (título II do Código Penal) praticados com violência ou
grave ameaça.
Já a reincidência, na mesma
situação de crimes contra a vida ou o patrimônio, continua implicando o
cumprimento de 30% da pena para a progressão.
Outros crimes
A referência, no Código Penal, a
crimes praticados com “grave ameaça” envolve vários não pertencentes aos
títulos I e II, como o de afastamento de licitante (reclusão de 3 a 5 anos),
constante do título XI.
Já no título VI estão tipificados
crimes contra a liberdade sexual para os quais há agravantes relacionados a
essa grave ameaça, como favorecimento da prostituição (reclusão de 4 a 10 anos)
e rufianismo (reclusão de 2 a 8 anos), cujas progressões seriam também afetadas
pela redação proposta, já que a referência à violência contra a pessoa ou grave
ameaça, para efeitos de progressão de regime, é substituída pela referência
apenas aos títulos I (crimes contra a vida, como homicídio) e II (crimes contra
o patrimônio, como roubo).
Assim, esses crimes citados
contarão com menor tempo para progressão de regime, pois não são enquadrados
como hediondos, com exigência maior para alcançar o semiaberto, nem constam dos
títulos I ou II do Código Penal.
Prisão domiciliar
O relator propõe ainda que a
realização de estudo ou trabalho para reduzir a pena, como permitido atualmente
no regime fechado, possa valer no caso da prisão em regime domiciliar.
Sobre esse tema, principalmente o
Superior Tribunal de Justiça (STJ) produziu jurisprudência permitindo essa
prática, contanto que comprovada e fiscalizável.
Multidão
Para os crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e de
tentativa de golpe de Estado, quando praticados em contexto de multidão, como o
caso dos participantes dos atos de 8 de janeiro de 2023 nas sedes dos três
Poderes, em Brasília, o texto reduz a pena de 1/3 a 2/3, desde que o agente não
tenha financiado o ato ou exercido papel de liderança.
Fonte: Diário de
Pernambuco.
Entidades condenam retirada da imprensa na Câmara
Entidades de defesa de
jornalistas e associações de veículos de comunicação divulgaram notas de
repúdio ao episódio de retirada e agressão a profissionais da imprensa na Câmara
dos Deputados, na tarde desta terça-feira (9).
Nesta tarde, o deputado Glauber
Braga (PSOL-RJ) ocupou a cadeira da presidência da Casa em protesto após o
presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos -PB), anunciar que
levaria ao plenário o pedido de cassação do deputado. O parlamentar foi
retirado à força por agentes da Polícia Legislativa Federal.
Neste momento, o sinal da TV
Câmara, que transmitia ao vivo a sessão em plenário, foi imediatamente cortado
e jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e assessores de imprensa foram
retirados pela Polícia Legislativa do Plenário da Câmara
A Federação Nacional dos
Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito
Federal (SJPDF) consideraram “extremamente grave o cerceamento ao trabalho da
imprensa e à liberdade e ao direito de informação da população brasileira”. As
entidades citam ainda graves episódios de agressões físicas a profissionais da
imprensa e cobram explicações do presidente da Casa.
“Não podemos admitir que medidas
autoritárias, que remontam às vividas em um período não tão distante durante a
ditadura militar, sejam naturalizadas e se repitam em nosso Congresso Nacional
- que deveria ser a Casa do povo e não de quem ataca os direitos da população.
Seguimos atentos e acompanhando os desdobramentos desse lamentável e absurdo
episódio”, criticaram.
Em outra manifestação conjunta, a
Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação
Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas
(Aner) também condenaram o cerceamento do trabalho da imprensa.
"O impedimento do trabalho
de jornalistas e o corte de sinal da TV Câmara são incompatíveis com o
exercício da liberdade de imprensa", diz a nota. As entidades cobraram
"apuração de responsabilidades para que tais práticas de intimidação não
se repitam e que sejam preservados os princípios da Constituição Brasileira,
que veda explicitamente a censura".
Imagens e relatos mostram ação
truculenta de policiais legislativos contra repórteres, cinegrafistas e
fotógrafos que tentavam realizar seu trabalho. Alguns profissionais precisaram
de atendimento médico por conta de agressões, que incluíram puxões, cotoveladas
e fortes empurrões.
O Fórum Nacional pela
Democratização da Comunicação (FNDC) também criticou o episódio.
“De acordo com notícias
veiculadas nos principais portais noticiosos, a TV Câmara teve seu sinal
cortado às 17h34, mesmo horário em que os jornalistas começaram a ser retirados
do plenário. As imagens da brutalidade, no entanto, foram registradas por
outros parlamentares e outras pessoas que permaneceram no plenário e logo
ganharam os principais portais noticiosos”, disse.
Hugo Motta
Em nota no X, o presidente Hugo
Motta informou que determinou a "apuração de possíveis excessos em relação
à cobertura da imprensa".
"Temos que proteger a
democracia do grito, do gesto autoritário, da intimidação travestida de ato
político. Extremismos testam a democracia todos os dias. E todos os dias a
democracia precisa ser defendida. Determinei também a apuração de possíveis
excessos em relação à cobertura da imprensa", afirmou.
Entenda o caso
O deputado federal Glauber Braga
(PSOL-RJ) ocupou a cadeira da presidência da Câmara dos Deputados, no plenário
da Casa, na tarde desta terça-feira (9), e foi arrancado à força por agentes da
Polícia Legislativa Federal.
A ocupação começou como protesto
do parlamentar, após o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB),
anunciar que levaria ao plenário o pedido de cassação do deputado, juntamente
com os processos de Carla Zambelli (PL-SP) e Delegado Ramagem (PL-RJ), os dois
últimos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os casos não tem
relação entre si.
Além disso, Motta também pautou a
votação do projeto para reduzir as penas dos envolvidos na trama golpista.
"Que me arranquem desta
cadeira e me tirem do plenário", disse o deputado.
Braga pode perder o mandato por
ter agredido, com um chute, um militante do Movimento Brasil Livre (MBL), no
ano passado, após ser provocado.
Fonte: Folha de Pernambuco.
Glauber questiona Motta por truculência após ser retirado da cadeira da Presidência da Câmara
O deputado federal Glauber
Braga (PSOL-SP) questionou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB),
pela truculência da Polícia Legislativa que o retirou da cadeira da
Presidência, no plenário da Casa, à força. O deputado disse que irá fazer exame
de corpo de delito.
"Precisa atacar as
deputadas? Precisava de uma ação violenta e forçada? O senhor que sempre quis
demonstrar, como se fosse um ponto de equilíbrio entre forças diferentes, isso
é uma mentira" disse Glauber em entrevista coletiva de imprensa realizada
após a ação da Polícia Legislativa.
Glauber também questionou Motta
por não ter tomado a mesma postura quando deputados aliados do ex-presidente
Jair Bolsonaro (PL) ocuparam a Mesa, em agosto, como estratégia para forçar a
votação da anistia. Ele declarou que, naquela ocasião, não foi cogitada uma
retirada à força dos oposicionistas.
"A única coisa que eu pedi
ao presidente da Câmara, Hugo Motta, foi que ele tivesse 1% do tratamento
comigo que teve com aqueles que sequestraram a Mesa Diretora da Câmara, por 48
horas, em associação com um deputado que está nos Estados Unidos conspirando
contra o nosso País", disse Glauber.
Glauber também se solidarizou
pela censura à imprensa, que foi retirada do Plenário antes da ação da Polícia
Legislativa. A TV Câmara também teve o sinal desligado. As ações, segundo o
deputado do PSOL, foram feitas para que os jornalistas não acompanhassem o que
ocorreu na Casa.
O deputado declarou que ocupou a
cadeira de presidente da Câmara para demonstrar que "não pode se
render". Mais cedo, Motta disse que levará ao plenário nos próximos dias a
votação do pedido de cassação dele por quebra de decoro por agredir um
integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) em abril de 2024. Segundo o
deputado, não há motivos para que ele perca o mandato e se torne inelegível por
oito anos.
"A minha presença hoje
[terça-feira, 09], na Mesa Diretora da Câmara, foi exatamente para demonstrar
que a gente não pode se render. Me acusam de ter defendido a honra da minha
mãe? De ter denunciado o orçamento secreto? De ter batido de frente com o todo
poderoso Arthur Lira?", disse Glauber.
Glauber também disse ter sido
motivado a fazer o protesto pela inclusão do projeto que reduz penas dos
condenados pelos atos golpistas do 8 de Janeiro, que está previsto para ser
votado nesta terça. Segundo ele, está havendo uma "ofensiva golpista"
para que o ex-presidente Jair Bolsonaro tenha a pena reduzida para dois anos de
prisão. O parlamentar disse que "vai lutar para que não firam a democracia
com pacote golpista" e declarou que as ações dele não vão se encerrar
nesta terça.
Fonte: Diário de Pernambuco.
PF de Pernambuco deflagra segunda fase de operação contra tráfico internacional de pessoas
A Polícia Federal em Pernambuco
(PF-PE) deflagrou, nesta quinta-feira (4), a Operação Double Key 2, que
combate organização criminosa voltada ao tráfico internacional de pessoas.
Nesta segunda fase, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e um
mandado de medida cautelar diversa da prisão expedidos pela 13ª Vara Federal em
Pernambuco.
As medidas foram cumpridas em
endereços comerciais e um residencial na cidade de São Paulo-SP, ligados a um
dos principais investigados.
Segundo a PF, as investigações
tiveram início em maio de 2025, a partir de uma denúncia recebida pelo canal
"Comunica PF". A vítima se encontrava em cárcere privado em um
complexo na fronteira entre Mianmar e Tailândia.
"A partir da notícia crime,
a Polícia Federal iniciou diligências para identificar a estrutura da
organização criminosa", destaca a instituição.
Na primeira fase da investigação,
foram presos dois chineses no momento em que regressavam ao Brasil, vindo do
Camboja, na Ásia. Na ocasião, também houve cumprimento de medida cautelar diversa
da prisão contra um brasileiro, além de mandados de busca e apreensão em quatro
endereços.
De acordo com a PF, a
investigação revelou um esquema de tráfico internacional de pessoas, em que as
vítimas eram recrutadas no Brasil com falsas promessas de trabalho bem
remunerado no exterior.
"Contudo, ao chegarem ao
destino, eram coagidas a se deslocar para uma região de conflito em Myanmar,
onde eram mantidas em cativeiro, sob vigilância armada, e submetidas a
condições análogas à escravidão, sem receber os valores prometidos e sob
constantes ameaças", explica a PF.
Foram apreendidos dispositivos
eletrônicos, como notebooks e mídias de armazenamento, além do passaporte de um
terceiro chinês envolvido e documentação que passará por perícia.
Os investigados poderão responder
pelos crimes de tráfico internacional de pessoas e organização criminosa, com
penas que podem ultrapassar 18 anos de reclusão.
Double Key
A primeira fase da operação
resultou no resgate de uma recifense, moradora de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes,
Região Metropolitana do Recife (RMR), em junho deste ano.
Ela era mantida em cárcere
privado em um hotel de Mianmar, sendo submetida à exploração sexual.
O nome da operação faz referência
ao KK Park, complexo de fábricas de fraude online, onde jovens são atraídos e
acabam trabalhando sob ameaça.
Fonte: Diário de Pernambuco.
O Coração Nazareno no Molotov
Com uma programação que traz
talentos de Pernambuco, do Brasil e de diferentes partes do mundo, o festival
reforça sua missão de valorizar a inovação artística e a pluralidade cultural.
E, entre os destaques desta edição, está o nosso verdadeiro xodó: o Maracatu de
Baque Solto Feminino Coração Nazareno, único maracatu de baque solto formado
exclusivamente por mulheres.
Representando com orgulho a
cultura da Mata Norte, o grupo leva para o palco não apenas sua musicalidade,
mas também uma história de resistência, ancestralidade e afirmação feminina
dentro de uma tradição que, por muitos anos, foi predominantemente masculina. A
presença do Coração Nazareno no festival reforça a importância do protagonismo
das mulheres na preservação e renovação das manifestações culturais
pernambucanas.
A participação do maracatu, além
de fortalecer a visibilidade da cultura popular em espaços contemporâneos,
também demonstra como tradições centenárias podem dialogar com novas linguagens
e públicos, mantendo-se vivas e pulsantes.
Lucas M. Silva
STF julga ações que questionam mudanças da reforma da Previdência em aposentadorias por doença
O Supremo Tribunal Federal (STF)
pode analisar nesta quarta-feira (3) três ações que debatem trechos da reforma
da Previdência de 2019, especialmente sobre a aposentadoria de pessoas com
doenças graves ou que exerceram atividades de risco.
O governo federal estima que
todas as ações no STF que envolvem a reforma de 2019 teriam impacto de R$ 497,9
bilhões. Esse valor, contudo, é referente a um conjunto de processos, e não
somente aos que estão na pauta desta quarta.
O primeiro item é sobre a mudança
a aposentadoria por incapacidade permanente, chamada antigamente de
aposentadoria por invalidez. O pagamento antes era integral, mas passou a ser
calculado a partir de 60% da média de salários de contribuição, com acréscimo
de 2% para cada ano que exceder o tempo de 20 anos de contribuição.
O julgamento começou no plenário
virtual, com o relator, Luís Roberto Barroso (hoje aposentado), que votou para
validar a alteração. Ele foi acompanhado por Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes
e Cristiano Zanin. O ministro Flávio Dino divergiu e considerou a mudança
inconstitucional.
O presidente do STF, Edson
Fachin, pediu destaque e levou a discussão ao plenário físico.
O segundo item da pauta desta
quarta discute a contribuição de aposentados do funcionalismo portadores de
doença incapacitante. Antes, estavam isentos os que recebiam até o dobro do
teto de benefícios do INSS, mas essa regra foi retirada, Os aposentados e
pensionistas do INSS, porém, não têm contribuição sobre seus proventos.
Também no plenário virtual,
Fachin votou para declarar essa mudança inconstitucional e foi seguido por Rosa
Weber. Barroso abriu divergência e foi acompanhado por Gilmar Mendes, Dias
Toffoli e Cármen Lúcia.
Já o terceiro processo questiona
a idade mínima para aposentadoria especial para quem trabalhou expondo a saúde
ou a integridade física. O critério passou a ser 55, 58 ou 60 anos, dependendo
do tempo de contribuição. O placar está em dois votos a dois.
Também está na pauta do STF nesta
quarta a homologação do acordo entre a União e a antiga Eletrobras (atual Axia)
que ampliou a participação do governo no Conselho de Administração da
companhia.
Já na sexta-feira começa, no
plenário virtual, a análise sobre mudanças na lei que estabeleceu um marco
temporal para a demarcação das terras indígenas. O tema foi alvo de uma
tentativa de conciliação no STF, liderada por Gilmar Mendes, que será analisada
agora pelos demais ministros.
Fonte: Folha de Pernambuco.
Estudo aponta que obesidade pode acelerar início do Alzheimer
Um novo estudo realizado
pela Washington University School of Medicine, em St. Louis, nos Estados
Unidos, indica que a obesidade pode acelerar o desenvolvimento da
doença de Alzheimer.
Os investigadores apontaram que
análises de sangue regulares pode ser um complemento útil aos exames cerebrais
que acompanham a progressão da doença de Alzheimer. “Os resultados sugerem que
as análises de sangue podem ser mais sensíveis do que os exames no cérebro,
isoladamente, ao identificar como a obesidade afeta as fases iniciais da
demência”, afirmaram.
Segundo Cyrus Raji, um dos
autores do estudo e professor associado de radiologia e neurologia na
Washington University School of Medicine, é a primeira vez que foi demonstrada
a relação entre obesidade e Alzheimer medida através de testes a biomarcadores
no sangue. “O fato de conseguirmos acompanhar a influência preditiva da
obesidade no aumento dos biomarcadores sanguíneos de modo mais sensível do que
com a PET (Tomografia por Emissão de Ppósitrons) foi o que mais me surpreendeu
neste estudo”, disse Raji.
Está PET é usada para avaliar a
função de órgãos e tecidos, como o metabolismo celular.
Os pesquisadores comunicaram que
as conclusões da investigação serão apresentadas na reunião anual da Sociedade
Radiológica da América do Norte e, posteriormente publicada em uma revista
cientifica.
A equipe de Raji acompanhou 407
pessoas durante cinco anos, recorrendo a amostras de sangue e a exames PET para
identificar sinais da doença de Alzheimer. Os exames PET medem a acumulação de
placas amilóides no cérebro, um sinal-chave da doença, enquanto as análises ao
sangue revelam os níveis de proteínas e outros biomarcadores associados ao
declínio cognitivo.
Com o tempo, a patologia de
Alzheimer progrediu mais depressa nas pessoas com obesidade do que nas sem
obesidade, concluiu a análise. A obesidade se associou a um aumento 24% mais
acelerado da proteína plasmática NfL, a um aumento entre 29 e 95% mais rápido
do biomarcador plasmático pTau217 e a uma acumulação 3,7% mais veloz de placas
amilóides.
Segundo Raji, os resultados podem
ajudar significativamente os médicos a acompanhar a progressão da doença ao longo
do tempo. Biomarcadores sanguíneos e exames ao cérebro podem, por exemplo,
ajudar a perceber a eficácia de fármacos concebidos para travar a acumulação de
placas amiloides. “É extraordinário termos estes biomarcadores sanguíneos para
acompanhar a patologia molecular da doença de Alzheimer e exames de ressonância
magnética para detectar provas adicionais de degeneração cerebral e a resposta
a vários tratamentos”, acrescentou.
A obesidade é um fator
de risco conhecido para a doença de Alzheimer. Pessoas com obesidade têm
também maior probabilidade de apresentar hipertensão, diabetes tipo 2 e menor
atividade física, fatores que contribuem para o risco de demência.
De acordo com a Organização
Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 57 milhões de pessoas em todo o mundo
tenham demência, sendo que a doença de Alzheimer é a forma mais comum,
responsável por 60 a 70% dos casos.
Fonte: Diário de Pernambuco.
Planalto rejeita texto na Câmara que mantém escala 6x1
Ministros do governo federal
anunciaram na tarde desta terça-feira (2) uma posição contrária ao parecer do
deputado federal Luiz Gastão (PSD-CE) sobre a redução da jornada de trabalho
para 40 horas semanais sem o fim da escala de trabalho 6x1.
O texto do parlamentar deve ser
votado nesta quarta-feira (3), na Câmara dos Deputados, em uma subcomissão que
analisa o tema. Em seguida, se aprovada, a matéria será levada à discussão na
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.
"O governo quer aqui
reafirmar aos parlamentares que a nossa posição é de fim da escala 6 por 1. Nós
entendemos que tem que ter qualidade de vida na vida dos trabalhadores",
afirmou a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
"Não adianta só reduzir a
jornada, é necessário também que os trabalhadores tenham um tempo para resolver
os seus problemas, tempo de lazer, tempo de cuidar da sua família",
acrescentou a ministra, em declaração à imprensa.
Gleisi estava acompanhada do
ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, do deputado
federal Reginaldo Lopes (PT-MG), autor da primeira proposta de emenda à
Constituição (PEC) sobre o tema na Câmara (PEC 221/2019), e da deputada Daiana
Santos (PCdoB-RS), autora do projeto de lei 67/2025, que também propõe a
redução da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas.
"Nós fomos surpreendidos
pelo relatório da subcomissão. Então, vamos seguir defendendo essa posição do
fim da escala de trabalho 6x1, sem redução do salário, no Parlamento, na
sociedade, nas ruas, e dialogar com o conjunto dos parlamentares. É uma pauta
aprovada por mais de 70% da população brasileira em todas as pesquisas",
disse o ministro Guilherme Boulos.
Fonte: Diário de Pernambuco.
Expectativa de vida no Brasil reforça urgência do envelhecimento saudável
A elevação da expectativa de vida
no Brasil para 76,6 anos em 2024, segundo dados divulgados pelo IBGE, é um
marco que evidencia avanços sociais, maior acesso à saúde e melhor prevenção de
doenças. O crescimento de 2,5 meses em relação a 2023 mostra um país que vive
mais, com os homens chegando a 73,3 anos e as mulheres alcançando 79,9 anos. No
entanto, esses números precisam ser interpretados para além da estatística. É
fundamental lembrar que existir é diferente de viver. Não basta somar anos à
vida; é preciso somar vida aos anos. O grande desafio da saúde pública e da
vida moderna é garantir que esse aumento na expectativa seja acompanhado de autonomia,
funcionalidade e bemestar.
Diversas doenças podem comprometer
esse percurso e limitar a independência na velhice. Entre elas es tão o
diabetes tipo 2, a hipertensão, a obesidade, a osteoporose, as artroses, as
doenças cardiovasculares, as síndromes metabólicas e as demências, como o
Alzheimer. Também merecem atenção condições silenciosas que reduzem mobilidade,
visão, audição e cognição, diminuindo a capacidade de realizar atividades
simples do dia a dia. A construção de uma longevidade saudável não começa aos
60 anos, mas muito antes. A pergunta sobre quando devemos iniciar esse processo
tem uma resposta direta: o quanto antes. Cada fase da vida oferece
oportunidades diferentes. Na juventude, consolidamos estrutura muscular e
óssea. Na vida adulta, estabelecemos hábitos que moldam o metabolismo e
previnem doenças crônicas. E na maturidade, colhemos as escolhas feitas ao
longo das décadas. Nunca é tarde para começar, mas quanto mais cedo, maior a
chance de conquistar anos realmente vividos com autonomia.
Vida saudável
O primeiro é a alimentação
inteligente, baseada em comida de verdade, com redução de alimentos ultraprocessados.
Esse padrão alimentar diminui inflamações, controla o peso, protege o coração e
preserva a musculatura e o
funcionamento adequado do intestino e do cérebro. O segundo pilar é o movimento
diário. O exercício físico é o maior determinante de autonomia na velhice. A
combinação de treinos de força, mobilidade e exercícios aeróbicos protege ossos
e articulações, melhora o equilíbrio e previne quedas. Envelhecer com músculos
significa envelhecer com independência. O terceiro pilar é o sono reparador. Dormir
bem fortalece a imunidade, regula hormônios essenciais, ajuda na memória e
melhora o humor. Noites mal dormidas aumentam o risco de diabetes, obesidade e
declínio cognitivo. A saúde emocional é o quarto pilar. O corpo não separa o
emocional do físico. O estresse crônico, a ausência de vínculos sociais e a
falta de propósito estão ligados ao envelhecimento acelerado. Cuidar da mente é
tão importante quanto qualquer exame laboratorial.
Prevenção
Consultas regulares, vacinação, rastreamento
de câncer, controle da pressão, da glicemia e do colesterol permitem
identificar riscos antes que surgem complicações. Prevenir é sempre mais
eficiente do que tratar. O aumento da expectativa de vida é uma conquista brasileira,
mas apenas fará sentido se vier acompanhado de autonomia, independência e
capacidade de viver plenamente. Longevidade não é apenas chegar mais longe, é
chegar bem. E isso depende de escolhas diárias, consistentes e conscientes ao
longo de toda a vida.
Fonte: Folha de Pernambuco.
Aprovado fim de obrigação de autoescola para tirar CNH
O Conselho Nacional de Trânsito
(Contran) aprovou uma reformulação ampla nas regras para obter a Carteira
Nacional de Habilitação (CNH). A principal mudança é o fim da obrigatoriedade
das aulas práticas em autoescolas, permitindo que o candidato escolha outras
formas de se preparar para as provas teóricas e prática, que seguem
obrigatórias. A resolução entra em vigor após publicação no Diário Oficial da
União. Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), cerca de 20
milhões de pessoas dirigem sem habilitação no Brasil. Outras 30 milhões têm
idade para tirar a CNH, mas não conseguem arcar com custos que chegam a R$ 5
mil. O governo estima que o novo modelo poderá reduzir em até 80% o valor total
para obter o documento. “O Brasil tem milhões de pessoas que querem dirigir,
mas não conseguem pagar. Baratear e desburocratizar a CNH é uma política pública
de inclusão produtiva porque habilitação significa trabalho, renda e
autonomia”, afirmou o ministro dos Transportes, Renan Filho.
Preparação
A principal novidade é a
liberdade para escolher como estudar. O governo disponibilizará um curso teórico
gratuito e digital, permitindo que o candidato se prepare online. Quem preferir
poderá fazer aulas presenciais em autoescolas ou instituições credenciadas. Na
parte prática, acaba a exigência das 20 horas de aulas obrigatórias. A carga
mínima passa a ser de duas horas, e o candidato pode optar entre um instrutor
de centro de formação de condutores ou um instrutor autônomo credenciado pelo Departamento
Estadual de Trânsito (Detran). Todos os profissionais devem seguir regras
padronizadas nacionalmente. Outra mudança é a possibilidade de abrir o processo
totalmente pela internet, seja pelo site do Ministério dos Transportes, seja
pela própria CDT. Ainda assim, etapas como exame médico, psicotécnico e coleta biométrica
continuam presenciais. O Contran também ampliou a flexibilização para
habilitações profissionais das categorias C, D e E. O objetivo é tornar o
processo mais ágil, menos burocrático e com mais opções de formação para
motoristas que desejam atuar no transporte de cargas e passageiros. A Confederação
Nacional do Comércio (CNC), representando o setor produtivo das autoescolas,
entrará com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar resolução
do Contran.
Fonte: Folha de Pernambuco.
HIV/Aids: Brasil vai insistir em acordo por PrEP de longa duração
O ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, afirmou nesta segunda-feira (1º), no Dia Mundial de Luta contra a
Aids, que o acesso a novas estratégias e tecnologias de prevenção contra a
doença é uma prioridade da pasta e citou a demanda pela incorporação de
medicamentos de longa duração no Sistema Único de Saúde (SUS), o que ainda não
tem previsão de ocorrer.
A inciativa envolve, mais
especificamente, o uso do lenacapavir, desenvolvido pela farmacêutica Gilead,
que ainda está pendente de registro sanitário no Brasil.
O medicamento, aplicado a cada
seis meses, é uma formulação injetável de longa duração para Profilaxia
Pré-Exposição (PrEP) ao HIV, o vírus que causa a aids, e inaugura um novo
paradigma na prevenção da infecção, pois poderá substituir com muito mais eficácia
a atual abordagem preventiva, que inclui uso oral diário de comprimidos e
consultas regulares ao médico para renovação de receita.
Além disso, estudos clínicos
apontaram índices altíssimos de eficiência do lenacapavir na neutralização da
infecção viral.
"Nós participamos com pacientes, com pesquisadores, com instituições
brasileiras, com todo o apoio do do nosso programa, da avaliação e estudo
clínico sobre sobre essa medicação. Então, temos não só dialogado no sentido de
apresentar uma proposta concreta, [mas] queremos participar da transferência de
tecnologia desse produto para o Brasil", afirmou Padilha, durante evento
de inauguração de lançamento da campanha "Nascer sem HIV, viver sem
aids", e de uma exposição que celebra os 40 anos da resposta brasileira à
epidemia de Aids.
Realizada no SESI Lab, museu
interativo de ciência, arte e tecnologia, em Brasília, a exposição integra a
programação oficial do Dezembro Vermelho 2025, dedicado a promover as políticas
de saúde sobre HIV/Aids e o combate ao preconceito e à estigmatização.
"Não é só a necessidade de
se ampliar o acesso, mas, sobretudo, por ser um produto que pode ser decisivo
na profilaxia de várias populações mais vulneráveis, população mais jovem que
tem muita dificuldade de usar a PrEP, pela forma como tem que tomar, uso
diário, às vezes não consegue seguir e aderir de forma adequada a esse
produto", acrescentou o ministro.
Sem citar a possibilidade de
quebra de patente, já que sequer há registro do produto no Brasil ainda, o
governo deve insistir na construção de parceria para transferência tecnológica.
Países da América Latina,
incluindo o Brasil, ficaram de fora de uma versão genérica do novo medicamento,
anunciada este ano, que será disponibilizado a outros 120 países considerados
de baixa renda e com alta incidência de HIV.
"O que está sendo proibitivo
é que a empresa quer um preço absolutamente impraticável para programas de
saúde pública. Ofereceu a possibilidade de fazer esse produto a 40 dólares a
cada seis meses para países de renda muito baixa, mas isso exclui países de
renda média que tem um peso enorme na necessidade da resposta à pandemia pelo
HIV no mundo. E nós, absolutamente, não concordamos que uma inovação, que é
fruto de subsídios estatais, recebeu subsídios, apoio, em algum momento, do
governo dos Estados Unidos para desenvolver uma medicação como essa, como
outras medicações que ela já produziu", destacou Padilha.
Nos Estados Unidos, o medicamento
foi registrado com previsão de custo de mais de 28 mil dólares por pessoa ao
ano.
A representante Articulação
Nacional de Luta contra a Aids, Carla Almeida, ressaltou que caso não se avance
em acordos de transferência e inovação tecnológica, o governo brasileiro deve
considerar uma quebra de patente.
"É preciso que a gente
invista no nosso parque industrial nacional, invista no desenvolvimento de
novas tecnologias no campo da prevenção e que considere sim o licenciamento
compulsório e a quebra de patentes", reivindicou.
Prevenção e tratamento no
Brasil
Antes centrada principalmente na
distribuição de preservativos, a política de prevenção e tratamento do HIV/Aids
no Brasil incorporou ferramentas como a PrEP e a PEP [profilaxia
pós-exposição], que reduzem o risco de infecção antes e depois da exposição ao
vírus.
Para dialogar com o público
jovem, que vem reduzindo o uso de preservativos, o Ministério da Saúde lançou
camisinhas texturizadas e sensitivas, com a aquisição de 190 milhões de
unidades de cada modelo.
O país também ampliou o acesso à
PrEP. Desde 2023, o número de usuários dessa abordagem cresceu mais de 150%,
resultado que, segundo o ministério, fortaleceu a testagem, aumentou a detecção
de casos e contribuiu para a redução de novas infecções.
Atualmente, 140 mil pessoas
utilizam a PrEP diariamente.
No diagnóstico, houve expansão na
oferta de exames com a aquisição de 6,5 milhões de duo testes para HIV e
sífilis, 65% a mais do que no ano anterior, além da distribuição de 780 mil
autotestes, que facilitam a detecção precoce e o início oportuno do tratamento.
O SUS mantém oferta gratuita de
terapia antirretroviral e acompanhamento a todas as pessoas diagnosticadas com
HIV. Mais de 225 mil utilizam o comprimido único de lamivudina mais
dolutegravir, combinação considerada de alta eficácia, melhor tolerabilidade e
menor risco de efeitos adversos a longo prazo.
Por concentrar o tratamento em
uma única dose diária, o esquema favorece a adesão e melhora a qualidade de
vida.
Esses avanços aproximam o Brasil
das metas globais 95-95-95, que preveem que 95% das pessoas vivendo com HIV
conheçam o diagnóstico, 95% delas estejam em tratamento e 95% das tratadas
alcancem supressão viral. Duas das três metas já foram cumpridas pelo país.
Redução de mortes
O Brasil também registrou queda
de 13% no número de óbitos por aids entre 2023 e 2024, segundo novo boletim
epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira.
Foram pouco mais de 10 mil óbitos
em 2023 contra 9,1 mil em 2024. Pela primeira vez, o número de mortes ficou
abaixo de 10 mil em três décadas. Os casos de aids também apresentaram redução
no período, com queda de 1,5%, passando de 37,5 mil em 2023 para 36,9 mil no
último ano.
O país avançou ainda na
eliminação, como problema de saúde pública, da transmissão vertical da doença,
quando ocorre da mãe para o bebê.
"O Brasil apresentou esse
relatório no mês de julho para a Organização Mundial de Saúde, no evento
internacional que tivemos aqui, e a expectativa já reafirmada aqui pelo
representante da OPAS [Organização Panamericana de Saúde] que, ao longo agora
do mês de dezembro, devemos ter a confirmação, o reconhecimento por parte da
OMS que o Brasil eliminou a transmissão vertical do HIV como problema de saúde
pública. E é o maior país do mundo a ter eliminado isso. Aqui no continente
americano nós temos Chile, Cuba, Canadá como países que já alcançaram esse
patamar", anunciou o ministro Alexandre Padilha.
Fonte: Diário de Pernambuco.
Veja orientações para evitar golpes e outros problemas na Black Friday
Por conta da Black Friday,
marcada para esta sexta-feira, 28, as lojas online estão cheias de promessas de
ofertas. Contudo, devido à maior movimentação do comércio durante a data, o
consumidor pode enfrentar problemas e até mesmo tentativas de golpes durante as
compras pela internet. Há diversos cuidados que podem ser tomados pelos
consumidores para se prevenir durante as compras online, indicados por
especialistas e pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).
Acompanhar o preço dos produtos
com antecedência ou utilizar sites que permitem ver as variações nos preços nos
últimos meses são boas ideias para evitar cair em "descontos falsos"
- quando uma empresa diz que abaixou o preço sem diminuir realmente, ou quando
a loja subiu o preço antes para voltar ao valor normal na sequência e afirmar
que houve desconto.
Comparar preços entre diferentes
lojas também é fundamental. Preços muito abaixo do padrão devem levantar
desconfiança, principalmente no caso de lojas sem histórico comprovado. Também
é igualmente importante garantir que o site do qual se compra é confiável. Para
verificar se um site desconhecido é seguro, a recomendação é reunir o máximo de
informações da página, conferir se há um CPNJ, verificar o CNPJ no site da
Receita Federal, buscar o endereço e verificar se ele existe.
É possível também pesquisar a
reputação da página em sites como o Reclame Aqui ou o consumidor.gov.br, por
exemplo. O Procon-SP também disponibiliza uma lista de sites de empresas que
são más fornecedoras e devem ser evitadas.
Quanto ao método de pagamento, é
mais seguro utilizar cartão de crédito ou intermediadores reconhecidos (como
plataformas de pagamento seguras). Por outro lado, para pagamentos realizados
com o Pix pode ser mais difícil de obter reembolso. Por isso, é necessário
desconfiar de lojas que aceitam apenas Pix ou transferência.
No caso de compra de equipamentos
eletrônicos como celulares, roteadores e repetidores Wi-Fi, fones Bluetooth,
smartwatches e outros, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)
recomenda que o consumidor verifique se o equipamento é homologado, ou seja, se
possui o selo que ela fornece.
A agência indica que é necessário
se certificar de que não está adquirindo aparelhos clandestinos, frequentemente
vendidos de forma massiva durante promoções agressivas. Produtos desse tipo
podem causar choques elétricos, incêndios ou superaquecimento; prejudicar o
funcionamento de redes móveis, Wi-Fi ou Bluetooth; comprometer a privacidade e
expor dados do usuário; além de apresentar desempenho muito inferior ao
esperado.
Veja a seguir orientações para
compras online na Black Friday
- Acompanhe oscilações de preço do produto, para verificar se desconto é real;
- Use buscadores e sites que mostram o histórico de preços;
- Desconfie de preços muito baixos;
- Compare o preço do produto em sites diferentes e de confiança;
- Desconfie de sites que não informam o custo de entrega até a etapa final do pagamento;
- Consulte avaliações no portal consumidor.gov.br e em sites de reclamações;
- No caso de eletrônicos, verifique se o equipamento é homologado com o selo da Anatel;
- Não clique em links de ofertas recebidos por e-mail, redes sociais, WhatsApp ou mensagens de texto;
- Cheque a lista de sites a serem evitados segundo o Procon-SP;
- Use antivírus;
- Se certifique de acessar sites corretos das lojas, digitando o link, ou usando aplicativos oficiais dos estabelecimentos;
- Não use redes Wi-Fi públicas;
- Use senhas diferentes para logins nos diversos sites;
- Em sites desconhecidos, verifique informações como CNPJ e endereço da loja, além de pesquisar a reputação;
- Desconfie de lojas que aceitam apenas Pix ou transferência;
- Confira o valor total da compra, incluindo o frete e eventuais taxas;
- Avalie se o prazo de entrega e o valor cobrado fazem sentido para sua região;
- Antes de parcelar, verifique se os juros estão informados e se o valor total cabe no seu orçamento;
- Utilize carteiras digitais ou cartão de crédito virtual para pagamentos;
- Faça uma lista de compras para evitar a compra por impulso.
Fonte: Folha de Pernambuco.
STF forma maioria para reconhecer racismo estrutural no país
O Supremo Tribunal Federal
(STF) formou maioria de votos nesta quinta-feira (27) para reconhecer a
existência do racismo estrutural no país e determinar a criação de um
plano nacional de enfrentamento à questão no prazo de 12 meses.
Apesar do entendimento, o
julgamento foi suspenso e será retomado em uma data que ainda será agendada. Na
ocasião, os ministros vão definir as diretrizes que vão nortear a elaboração do
plano.
O debate está travado na questão
sobre o reconhecimento do chamado estado de coisas inconstitucional. Parte dos
ministros entende que algumas medidas já foram tomadas nos últimos anos para
combater o racismo e não há omissão do atual governo. Não há consenso sobre
esse ponto, e o placar está 5 votos a 3 contra o reconhecimento.
O Supremo julga a ação na qual a
Coalizão Negra por Direitos, entidade que reúne representantes do movimento
negro, e sete partidos políticos (PT, PSOL, PSB, PCdoB, Rede , PDT e PV) pedem
reconhecimento do "estado de coisas inconstitucional" em relação ao
racismo estrutural no país.
Os processos foram protocolados
no Supremo em maio de 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Votos
A votação começou na sessão de
ontem, quando o relator, ministro Luiz Fux, votou a favor do reconhecimento do
estado de coisas inconstitucional e para determinar a adoção do plano nacional.
Em seguida, Flávio Dino acompanhou o relator.
Na sessão de hoje, novos votos
foram proferidos. O ministro Cristiano Zanin disse que há um cenário de
desigualdade racial no Brasil e de graves violações contra os direitos
fundamentais.
"A compreensão do racismo
estrutural, como fruto da construção do estado brasileiro, explica o próprio
cenário de extrema desigualdade racial existente no Brasil", afirmou.
Flávio Dino disse que há uma
transgressão prolongada do racismo estrutural ao longo da história do país.
"Em relação ao racismo, a
gente pode pegar de 1500, qualquer marco temporal, e nós vamos encontrar a
transgressão mais prolongada da história brasileira", comentou.
A ministra Cármen Lúcia disse que
há insuficiente proteção do Estado à população negra.
"Eu não espero viver em um
país em que a Constituição para o branco seja plena e para o negro seja quase.
Quero uma Constituição que seja plena, igualmente para todas as pessoas",
disse.
Alexandre de Moraes destacou que
o combate ao racismo estrutural não é somente uma questão jurídica.
"O racismo estrutural
existe, permanece, é uma chaga na sociedade, em que pese estarmos finalizando
um quarto do século 21", completou.
O ministro André Mendonça também
reconheceu que o racismo está presente na sociedade, contudo não concordou com
a utilização do termo racismo institucional.
"Eu tenho dificuldade com o
conceito de racismo institucional. Eu não posso partir do pressuposto de que as
instituições públicas em si sejam racistas. Acho que pessoas dentro das
instituições são racistas, mas não as instituições", argumentou.
Governo
Em nota divulgada à imprensa, a
Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta quarta-feira (26) que está
comprometida com a adoção do plano.
"O governo federal, por meio
do Ministério da Igualdade Racial, manterá seu protagonismo na coordenação do
processo, articulando a participação da sociedade civil — especialmente do
Movimento Negro — e dos demais entes federativos, de modo a construir
diretrizes que tornem o plano nacional efetivo, colaborativo e viável em todo o
território nacional”, disse a AGU.
O Supremo Tribunal Federal
(STF) formou maioria de votos nesta quinta-feira (27) para reconhecer a
existência do racismo estrutural no país e determinar a criação de um
plano nacional de enfrentamento à questão no prazo de 12 meses.
Apesar do entendimento, o
julgamento foi suspenso e será retomado em uma data que ainda será agendada. Na
ocasião, os ministros vão definir as diretrizes que vão nortear a elaboração do
plano.
O debate está travado na questão
sobre o reconhecimento do chamado estado de coisas inconstitucional. Parte dos
ministros entende que algumas medidas já foram tomadas nos últimos anos para
combater o racismo e não há omissão do atual governo. Não há consenso sobre
esse ponto, e o placar está 5 votos a 3 contra o reconhecimento.
O Supremo julga a ação na qual a
Coalizão Negra por Direitos, entidade que reúne representantes do movimento
negro, e sete partidos políticos (PT, PSOL, PSB, PCdoB, Rede , PDT e PV) pedem
reconhecimento do "estado de coisas inconstitucional" em relação ao
racismo estrutural no país.
Os processos foram protocolados
no Supremo em maio de 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Votos
A votação começou na sessão de
ontem, quando o relator, ministro Luiz Fux, votou a favor do reconhecimento do
estado de coisas inconstitucional e para determinar a adoção do plano nacional.
Em seguida, Flávio Dino acompanhou o relator.
Na sessão de hoje, novos votos
foram proferidos. O ministro Cristiano Zanin disse que há um cenário de
desigualdade racial no Brasil e de graves violações contra os direitos
fundamentais.
"A compreensão do racismo
estrutural, como fruto da construção do estado brasileiro, explica o próprio
cenário de extrema desigualdade racial existente no Brasil", afirmou.
Flávio Dino disse que há uma
transgressão prolongada do racismo estrutural ao longo da história do país.
"Em relação ao racismo, a
gente pode pegar de 1500, qualquer marco temporal, e nós vamos encontrar a
transgressão mais prolongada da história brasileira", comentou.
A ministra Cármen Lúcia disse que
há insuficiente proteção do Estado à população negra.
"Eu não espero viver em um
país em que a Constituição para o branco seja plena e para o negro seja quase.
Quero uma Constituição que seja plena, igualmente para todas as pessoas",
disse.
Alexandre de Moraes destacou que
o combate ao racismo estrutural não é somente uma questão jurídica.
"O racismo estrutural
existe, permanece, é uma chaga na sociedade, em que pese estarmos finalizando
um quarto do século 21", completou.
O ministro André Mendonça também
reconheceu que o racismo está presente na sociedade, contudo não concordou com
a utilização do termo racismo institucional.
"Eu tenho dificuldade com o
conceito de racismo institucional. Eu não posso partir do pressuposto de que as
instituições públicas em si sejam racistas. Acho que pessoas dentro das
instituições são racistas, mas não as instituições", argumentou.
Governo
Em nota divulgada à imprensa, a
Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta quarta-feira (26) que está
comprometida com a adoção do plano.
"O governo federal, por meio
do Ministério da Igualdade Racial, manterá seu protagonismo na coordenação do
processo, articulando a participação da sociedade civil — especialmente do
Movimento Negro — e dos demais entes federativos, de modo a construir
diretrizes que tornem o plano nacional efetivo, colaborativo e viável em todo o
território nacional”, disse a AGU.
Fonte: Diário de Pernambuco.





