Amunam leva roda de leitura para praças

De posse de livros com histórias infantis, meninos e meninas se revezam contando histórias e dando muita gargalhada à sombra de árvores.

Adolescentes da Amunam levam solidariedade

crianças e adolescentes do Projeto Dando a Volta por Cima da Associação das Mulheres de Nazaré da Mata visitaram o Abrigo Domingos de Azevedo Irmã Guerra.

Coração Nazareno realiza show em festival

O Maracatu Coração Nazareno, idealizado e organizado pela Associação das Mulheres de Nazaré da Mata, abriu o Festival Camará, em Camaragibe.

Grupos da Amunam se apresenta em polo junino

A Quadrilha Junina, composta por crianças e adolescentes do Projeto Dando a Volta por Cima abriu a festa no polo Circo do Forró, mostrando a todo o público presente todas as suas cores, animação e desenvoltura.

Oposição faz nova ofensiva por impeachment de Toffoli e CPI do Master após investigação da PF


 

A citação ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, reacendeu a pressão da oposição para que o Senado analise um pedido de impechment do magistrado. Congressista também cobram da cúpula do Legislativo a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as suspeitas envolvendo a instituição financeira.

Toffoli é relator da investigação envolvendo o Master na Corte, mas sua condução do caso passou a ser alvo de questionamentos por sua ligação com Vorcaro. Na segunda-feira, a Polícia Federal entregou ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório que, de acordo com a colunista Malu Gaspar, elenca telefonemas, o envio de um convite para uma festa de aniversário do ministro e conversas de Vorcaro com outras pessoas a respeito de pagamentos relacionados ao resort Tayayá, empreendimento que teve Toffoli como sócio.

Em nota na quarta-feira, o gabinete de Toffoli afirmou que o "pedido de declaração de suspeição" é baseado em "ilações". Em nova nota, divulgada nesta quinta-feira, o ministro admitiu ser um dos sócios da empresa que detinha cotas do resort e que vendeu sua participação a um fundo ligado ao pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

O ministro sustentou ainda que nunca recebeu valores do banqueiro nem de seus familiares e destacou que passou a relatar a investigação sobre suspeitas de fraude na tentativa de compra do Banco Master pelo BRB apenas quando a companhia já não integrava a administração do empreendimento.
O novo capítulo do caso Master reforçou a mobilização de parlamentares da oposição, que passaram a discutir a apresentação de novos pedidos de impeachment contra Toffoli e a intensificar a pressão pela instalação de uma CPI para investigar a atuação do banco e eventuais conexões políticas.

Apesar da mobilização, em especial de aliados de Jair Bolsonaro, a cúpula da Câmara e do Senado mantém postura de cautela e adota, por ora, compasso de espera diante do desfecho jurídico das investigações.

O requerimento para criação da comissão já havia sido apresentado, mas enfrenta resistência da cúpula do Congresso, que tem preferido manter a apuração concentrada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Vice-líder da oposição e da minoria, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que os fatos recentes tornam inviável adiar a investigação parlamentar mais ampla.

— Fica insustentável não abrir a CPI do Banco Master diante das revelações que vieram à tona — disse.

Jordy também informou que apresentará nesta quinta-feira representação à Procuradoria-Geral da República pedindo o afastamento de Toffoli da relatoria das investigações. Paralelamente, parlamentares da oposição articulam o protocolo de novos pedidos de impeachment do ministro, movimento capitaneado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e apoiado por integrantes da liderança do PL. Cabe ao Senado analisar esse tipo de processo contra ministro do STF.

Nesta quinta-feira, parlamentares do Novo anunciaram a apresentação de um novo pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, em ato com a presença do senador Eduardo Girão (CE) e do deputado federal Marcel van Hattem (RS). A iniciativa reforça a articulação da oposição para ampliar a pressão política sobre o magistrado em meio aos desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master.

Líderes pregam cautela

Enquanto a oposição eleva o tom, dirigentes das Casas legislativas evitam declarações públicas. Interlocutores das presidências da Câmara e do Senado afirmam que a orientação predominante é aguardar a evolução do caso no próprio STF e eventuais manifestações da Procuradoria-Geral da República antes de qualquer movimento institucional, seja sobre impeachment, seja sobre a abertura da CPI.

A cautela reflete o receio de reabrir uma crise entre Poderes em meio a um ambiente político já tensionado e a outras agendas prioritárias no Congresso. Reservadamente, líderes avaliam que uma ofensiva sem base jurídica consolidada tenderia a fracassar e poderia fortalecer a narrativa de confronto institucional com o Supremo.

Fonte: Folha de Pernambuco.

Congresso aponta artilharia para Toffoli, pressiona por CPI e pretende pautar quebra de sigilo


 

Integrantes do Congresso Nacional reagem e centram artilharia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli após a Polícia Federal (PF) pedir a suspeição da suspeição dele, que é relator da investigação do caso do Banco Master. A PF encontrou conversas e menções a Toffoli no celular apreendido do banqueiro Daniel Vorcaro.

Há a possibilidade de convocação do ministro e quebra de sigilo a pedido da CPI do Crime Organizado e solicitação para que o STF determine a abertura de uma comissão para investigar o Banco Master. Parlamentares também pedem a quebra do sigilo das conversas apreendidas no celular de Vorcaro.

O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), foi um dos primeiros a comentar as revelações sobre os contatos do ministro com Vorcaro.

"O Tofollão é um escândalo tão grande que não dá para esconder nas artimanhas do sistema. Na semana posterior ao carnaval, a CPI do Crime Organizado votará os requerimentos de quebra de sigilo e convocações dos envolvidos. O Brasil só será uma República com todos sob a mesma lei" afirmou.

Vieira já tinha apresentado à CPI dois requerimentos que pretendem convocar os irmãos do ministro, José Carlos e José Eugênio, a prestar depoimento.

Para fundamentar, o senador cita ainda reportagem do Estadão, que mostrou que a casa de José Eugênio Dias Toffoli aparece como sede da empresa que vendeu a fundo de cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Master, parte de resort no Paraná por R$ 3 milhões. No local, a mulher do irmão do ministro afirmou que o marido nunca foi dono de resort.

O requerimento também baseia-se em "indícios que conectam transações imobiliárias e societárias a elementos sob investigação no âmbito da segurança pública e do sistema financeiro".

Toffoli é acionista da Maridt, empresa que tem como dirigentes seus irmãos José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli. A Maridt é uma sociedade anônima de "livro", cujos donos não são identificados em registros públicos. Suas identidades ficam anotadas em documentos da própria empresa. A sede da Maridt é a residência do engenheiro José Eugênio Dias Toffoli.

O Estadão mostrou que Toffoli recebeu dinheiro de empresa que fez negócios com fundo de cunhado de Vorcaro.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, 12, Toffoli confirmou que é sócio e recebeu dividendo dessa empresa, mas negou ter "relação de amizade" com Vorcaro e disse que "jamais recebeu qualquer valor" pago pelo banqueiro.

Na Câmara, o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) também articula uma outra frente para pressionar o ministro e Vorcaro. Ele pede para que o STF libere integralmente o conteúdo das conversas do banqueiro.

"É fundamental que o Supremo determina o fim do sigilo sobre essa investigação, e possa revelar todos os diálogos que tem no telefone do Vorcaro. Acho até para evitar vazamentos seletivos, abertura total. A população brasileira tem o direito de saber o que foi conversado, se houve intervenção política. É colocar luzes sobre o tema", afirmou.

O deputado foi o primeiro a protocolar pedido de instalação de CPI. O requerimento do parlamentar foi apresentado logo na retomada dos trabalhos parlamentares, no dia 2 de fevereiro.

Esse requerimento centra em apurar os R$ 12,2 bilhões pagos pelo Banco de Brasília (BRB) ao Master entre janeiro a junho de 2025, sendo R$ 6,7 bilhões pelas carteiras falsas e mais R$ 5,5 bilhões de prêmio. Rollemberg é opositor de Ibaneis Rocha (MDB), governador do Distrito Federal, que é controlador do BRB.

"É preciso tornar óbvio que é necessário instalar a CPI. Qualquer ação no sentido de não instalar a CPI vai trazer uma mensagem muito ruim para o conjunto da população brasileira, de que a Câmara estaria abrindo mão da responsabilidade de investigar um escândalo", disse o deputado.

Ele afirmou à reportagem que vai pedir ao STF que determine a instalação da comissão. A medida ocorreu, por exemplo, na CPI da Covid, durante a pandemia.

Esse não é o único requerimento de CPI que avança no Congresso. No dia seguinte ao protocolo de Rollemberg, a oposição apresentou pedido de instalação de CPI Mista no Congresso.

Essa tática é geralmente usada pelo grupo para driblar a fila de outras CPIs, argumento geralmente usado pelos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para não instalar colegiados. Motta já argumentou que a comissão sobre o Master vai "entrar na fila" de requerimentos.

Paralelamente, o senador Eduardo Girão (Novo-CE), e a deputada Heloísa Helena (Rede-RJ), também coletam assinaturas para protocolar seus requerimentos de criação de CPI do Master.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Vai curtir o Carnaval? Veja 7 dicas para não cair em golpes


 

O Carnaval é um dos períodos com maior registro de golpes financeiros no Brasil. A combinação de aglomerações, compras por impulso e ofertas online aumenta a vulnerabilidade dos consumidores. Para aproveitar a folia com mais segurança, é importante redobrar a atenção. Abaixo, Bruno Medeiros Durão, advogado e especialista em Direito do Consumidor, lista algumas dicas. Confira!

1. Sempre confira o valor na maquininha

Em compras realizadas com cartão, especialmente em pontos de venda improvisados, nunca autorize o pagamento sem visualizar claramente o valor digitado na maquininha. Se o visor estiver quebrado ou encoberto, recuse a transação.

2. Desconfie de aluguel de casas muito barato

Ofertas de casas ou apartamentos para o Carnaval com preços abaixo do mercado podem indicar golpe. Antes de pagar, confirme a existência do imóvel, verifique avaliações, solicite contrato e desconfie de pedidos de pagamento antecipado via Pix para pessoas físicas desconhecidas.

3. Atenção a passagens baratas demais

Promoções relâmpago de passagens aéreas ou rodoviárias divulgadas fora dos canais oficiais das companhias são um alerta. Evite clicar em links enviados por redes sociais ou mensagens e confira sempre o endereço do site antes de qualquer pagamento.

4. Cuidado com ingressos e atrações

Golpistas costumam anunciar “últimos ingressos” com urgência para forçar a decisão rápida. Priorize compras em sites oficiais e desconfie de ofertas com valores muito inferiores aos praticados no mercado.

Mensagens sobre compras suspeitas no cartão estão entre os golpes mais comuns (Imagem: 1st footage | Shutterstock)

5. Nunca clique em links enviados por SMS

Mensagens informando compras suspeitas no cartão são um dos golpes mais comuns. Bancos não enviam links para cancelamento nem solicitam dados por SMS ou WhatsApp. Ao receber esse tipo de mensagem, ignore e entre em contato diretamente com o banco pelos canais oficiais.

6. Ative alertas no aplicativo do banco

Notificações em tempo real ajudam a identificar cobranças indevidas rapidamente, aumentando as chances de bloqueio e estorno.

7. Evite decisões por impulso

A pressa é uma das principais aliadas dos golpistas. Sempre pare, analise e confirme informações antes de realizar qualquer pagamento.

Para o advogado Bruno Medeiros Durão, a informação é a principal aliada do consumidor. “O Carnaval cria um ambiente propício para golpes porque as pessoas relaxam a atenção. Desconfiar de ofertas muito vantajosas, verificar a origem dos anúncios e evitar pagamentos antecipados sem garantia são atitudes que reduzem significativamente o risco de prejuízo”, conclui.

Fonte: Correio Brasiliense.

PF faz operação contra grupo internacional de tráfico de mulheres


 

A Polícia Federal desarticulou um grupo de sete homens acusados de participar de uma rede internacional de abuso sexual contra mulheres. Eles trocavam vídeos de abusos cometidos contra mulheres enquanto elas estavam drogadas. Tanto é que durante as investigações, foram encontradas mensagens em que era discutido o uso de medicamentos com propriedades sedativas, o uso de marcas e os efeitos adversos.Descrição: https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1677832&o=nodeDescrição: https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1677832&o=node

O grupo foi descoberto a partir de uma cooperação da Europol, que é a polícia internacional. Envolveu mais de 20 países. Aqui no Brasil, foram cumpridos três mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão em São Paulo, Ceará, Pará, Santa Catarina e Bahia. Nas buscas foram recolhidos celulares, computadores e outros aparelhos usados para armazenar os vídeos.

O grupo pode ser enquadrado nos crimes de estupro de vulnerável e de divulgação de cena de estupro ou de estupro de vulnerável. Isso porque foram identificados indícios de ódio, repulsa e objetificação da mulher.

Fonte: Agência Brasil.

Governo Lula cancela edital que previa abertura de vagas em cursos privados de Medicina


 

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revogou o edital de chamamento público que previa a autorização para a abertura de até 5,9 mil vagas em cursos de Medicina em instituições privadas pelo país. Assinado pelo ministro da Educação, Camilo Santana (PT), o ato foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União, nesta terça-feira, e tem validade imediata.

O cancelamento ocorre semanas depois da divulgação dos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), prova de realização obrigatória que classifica os cursos de Medicina no país. Das 351 graduações participantes, 107 (30,5%) tiveram desempenho tido como insatisfatório, quando menos de 60% dos alunos são considerados proficientes.

Lançado em 2023 e adiado quatro vezes antes do ato de revogação, o chamamento público visava a selecionar propostas de instituições de ensino superior privadas no âmbito do Programa Mais Médicos. Procurado pelo GLOBO, o Ministério da Educação (MEC) ainda não se manifestou.

Os resultados do Enamed mostraram que mais de um terço dos estudantes que se formam em Medicina em cursos privados pelo país concluem a graduação sem obter qualificação mínima. Especialistas ouvidos pelo GLOBO destacaram que o fenômeno foi puxado por universidades abertas em um período recente, num recorte de pouco mais de uma década.

De acordo com levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM), 56% dos cursos com conceitos 1 e 2 foram criados a partir de 2014. O ano anterior, 2013, marcou a promulgação da Lei do Mais Médicos, que alterou oprocesso de autorização de cursos de medicina no país. A submissão de propostas passou a ser condicionada a processos de chamamento público quando se trata dacriação de novos cursos de medicina em instituições de educação superior privadas.

Segundo o Ministério da Educação, de 2013 a agosto de 2025, a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior publicou cincoeditais de chamamento públicopara seleção de propostas para autorização de funcionamento de cursos de medicina no âmbito do Programa Mais Médicos.

De 24.487 formandos inscritos em instituições particulares com ou sem fins lucrativos que fizeram o exame aplicado em 2025, 9.489 — 38,8% — não atingiram o patamar de proficiência, de ao menos 60% de acertos. Ao todo, o Enamed teve 89.024 alunos avaliados, entre concluintes e estudantes de outros períodos.

Nas faculdades privadas com fins lucrativos, que compõem o principal grupo de inscritos (39%), 61% dos cursos de Medicina ofertados ficaram entre os níveis 1 e 2 no Enamed, de uma escala de 5, desempenho classificado como insatisfatório pelo MEC. As universidade particulares, com ou sem fins lucrativos, respondem pela maior fatia entre as que pararam nos níveis 1 e 2 do exame: 87 de 107.

Conceitualmente, pesquisadores da área elogiaram ao GLOBO a premissa dos chamamentos públicos, por seu objetivo de suprir a carência de profissionais de Medicina em pequenas cidades desassistidas, a maioria no interior e locais remotos. A estratégia, porém, teria vindo acompanhada da abertura de cursos de baixa qualidade e de uma profusão de estudantes sem avaliação continuada. Além das novas instituições induzidas pelo governo federal, houve, nesse período, muitos cursos criados a partir de liminares judiciais, dificultando ainda mais o rigor técnico.

A grande quantidade de vagas criadas via decisão judicial nos últimos anos teria motivado a revogação do edital. Não há prazo para que a proposta seja retomada.

Fonte: Folha de Pernambuco.

Câmara aprova projeto que cria a Universidade Federal do Esporte


 

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (10) o projeto de lei que cria a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), com sede em Brasília, para atuar na área do conhecimento relativa à ciência do esporte. A proposta será enviada ao Senado.

O Projeto de Lei 6133/25 foi uma iniciativa do governo federal, apresentada no fim do ano passado. Na mesma época, o governo também anunciou a criação da Universidade Federal Indígena (Unind), cujo projeto segue em tramitação.

O texto aprovado em plenário é um substitutivo do relator, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF). Ele retirou do texto expressões como misoginia, racismo e gênero no trecho sobre as finalidades da nova universidade ligadas ao enfrentamento dessas questões no esporte.

Pela proposta, fica permitida a abertura futura de campi em outros estados.

O estatuto da nova autarquia definirá sua estrutura organizacional e forma de funcionamento, observado o princípio de não separação das atividades de ensino, pesquisa e extensão. A instituição poderá utilizar formas alternativas de ingresso, estratégias de atendimento e fomento, respeitadas as normas de inclusão e de cotas.

"A criação da UFEsporte se justifica pelo fato de o Brasil carecer de profissionais qualificados nas áreas de gestão, ciência do esporte e políticas públicas, situação que contrasta com a reconhecida capacidade do país em descobrir grandes talentos esportivos", destacou o relator, ao ler seu voto em plenário.

Além de outros bens, legados e direitos doados, a UFEsporte contará com bens móveis e imóveis da União que o projeto permite doar para a instituição começar a funcionar administrativamente. A autarquia contará ainda com receitas eventuais, a título de remuneração por serviços prestados compatíveis com sua finalidade; e de convênios, acordos e contratos celebrados com entidades e organismos nacionais e internacionais.

Parte da receita de apostas em bets também poderá ser direcionada pelo Ministério do Esporte.

Segundo o que prevê o projeto, caberá ao governo federal nomear o reitor e o vice-reitor com mandato temporário até que a universidade seja organizada na forma de seu estatuto. Caberá ao reitor temporário estabelecer as condições para a escolha do reitor de acordo com a legislação.

Dentro de 180 dias da nomeação do reitor e vice-reitor temporários, a instituição enviará ao Ministério da Educação propostas de estatuto e regimento geral.

"A oferta pública e gratuita de cursos de tecnólogos, graduação e pós-graduação, com abrangência em todas as regiões do país, enfocando a qualidade da formação de novos profissionais e assegurando condições de acesso e permanência a atletas estudantes, parece-nos bastante positiva e tende a suprir uma carência histórica dos profissionais do setor", continuou o deputado Julio César Ribeiro, em seu voto.

Concurso público

Após autorização de lei orçamentária, a instituição poderá organizar concurso público de provas e de títulos para o ingresso na carreira de professor do magistério superior e na carreira de técnico-administrativo.

Para o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), a criação da universidade é muito mais uma demanda da sociedade do que iniciativa do governo.

"Isso vem sendo discutido há muito tempo. Todos os esportistas brasileiros pedem que essa universidade exista, inclusive como formadora de atletas e de diretrizes para o esporte brasileiro nas suas variadas modalidades", disse.

Contrário à proposta, o deputado Alberto Fraga (PL-DF), vice-líder da oposição, afirmou que o projeto é "eleitoreiro e populista".

"O governo anuncia a criação sem colocar um centavo no Orçamento. É marketing puro, é uma promessa vazia que gera manchete hoje e será esquecida amanhã", disse.

A deputada Julia Zanatta (PL-SC) criticou o fato de o governo criar universidades sem conseguir manter as instituições de ensino já existentes.

*Com informações da Agência Câmara de Notícias.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Brasil mantém pior posição em ranking global de corrupção, aponta Transparência Internacional


 

O Brasil manteve em 2025 sua pior colocação no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), elaborado pela ONG Transparência Internacional, e repetiu a segunda pior nota da série histórica, com 35 pontos em uma escala de 0 a 100. O país ficou na 107ª posição entre 182 nações avaliadas, abaixo da média global e das Américas, ambas de 42 pontos. A variação de um ponto em relação ao ano anterior foi considerada estatisticamente irrelevante, indicando estagnação.

O levantamento divulgado nesta terça-feira, 10, é o principal indicador mundial de percepção da corrupção no setor público. De acordo com a Transparência Internacional, os resultados mantêm o Brasil distante de níveis observados em países com melhor desempenho, como Dinamarca, Finlândia e Cingapura, que lideraram o ranking.

Em paralelo ao IPC, a organização divulgou o relatório Retrospectiva 2025, que aponta agravamento da infiltração do crime organizado no Estado brasileiro e cita casos de macrocorrupção como os esquemas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Banco Master. A entidade afirma que as investigações expuseram falhas estruturais no sistema financeiro e na advocacia, setores apontados como estratégicos para o avanço de práticas ilícitas.

O documento também destaca o aumento do volume de emendas parlamentares, que atingiram valores recordes e ultrapassaram R$ 60 bilhões no orçamento de 2026, consolidando o controle do Legislativo sobre parte significativa dos recursos públicos. Segundo a ONG, o fenômeno representa um movimento de "captura orçamentária" que se estende a Estados e municípios.

O relatório menciona ainda suspeitas envolvendo contratos de alto valor firmados pelo Banco Master com escritórios de advocacia ligados a autoridades do Supremo Tribunal Federal e defende apurações independentes sobre o tema. A Transparência Internacional recomenda a criação de um código de conduta no Judiciário e o fortalecimento de mecanismos de integridade em todos os Poderes.

Apesar do cenário negativo, a organização aponta avanços como a atuação da Receita Federal e do Ministério Público em operações baseadas em inteligência financeira, entre elas a Carbono Oculto, voltada ao combate à lavagem de dinheiro e à sonegação fiscal. Também cita como positivo o controle ampliado de emendas e a rejeição da "PEC da Blindagem" no Senado.

O Brasil figura entre países como Sri Lanka e Argentina, com desempenho semelhante no ranking. Desde 2015, o país permanece abaixo da média mundial e regional.

Fonte: Folha de Pernambuco.

"Não é medicação estética", diz médica sobre possíveis casos de pancreatite por canetas emagrecedoras


 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre a possível relação entre o uso de canetas emagrecedoras com o aumento recente nas notificações de casos de pancreatite. Diante do caso, o Diario de Pernambuco buscou entender os riscos com a endocrinologista Lúcia Cordeiro, professora de endocrinologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e diretora da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia em Pernambuco (SBEM-PE).

O comunicado, divulgado nesta segunda-feira (9), aponta um aumento recente nas notificações de casos de pancreatite associados ao uso de fármacos como Ozempic, Saxenda e Mounjaro, amplamente popularizados nos últimos anos, inclusive para emagrecimento rápido e fins estéticos.

Segundo a Anvisa, estão sob investigação no Brasil seis mortes por pancreatite possivelmente associadas ao uso desses medicamentos. Além disso, mais de 200 casos de problemas no pâncreas registrados durante o uso das canetas estão sendo analisados. O alerta abrange todos os medicamentos que contenham semaglutida, liraglutida, tirzepatida e dulaglutida, o que inclui todas as canetas atualmente registradas no país.

Para a diretora da SBEM-PE, o alerta precisa ser compreendido dentro do contexto da farmacovigilância e não deve gerar pânico ou abandono indiscriminado do tratamento.

“No entanto, não dá para afirmar que exista uma relação direta com a medicação. Porque a população estudada é formada, em grande parte, por pessoas com diabetes e obesidade, e essas duas condições, por si só, já estão associadas a um risco maior de pancreatite. Então não é possível dizer, de forma categórica, que a causa seja a medicação.”

A preocupação ganhou força após um alerta semelhante emitido no Reino Unido, onde a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) investiga 19 mortes associadas ao uso desses medicamentos. Os casos são considerados raros e incomuns, mas envolveram quadros graves, como pancreatite necrosante e fatal.

Embora a pancreatite já esteja descrita como possível reação adversa nas bulas desses medicamentos no Brasil, a Anvisa afirma que houve um crescimento recente nas notificações, o que motivou o reforço das orientações.

A agência destaca que as canetas devem ser utilizadas exclusivamente dentro das indicações aprovadas em bula, sempre com prescrição e acompanhamento de profissional habilitado, e que o tratamento deve ser interrompido imediatamente em caso de suspeita de pancreatite, não podendo ser retomado se o diagnóstico for confirmado.

“As agências regulatórias precisam manter vigilância constante sobre novas medicações que entram no mercado. Qualquer alteração fora do que foi descrito nos estudos originais precisa ser notificada e investigada. Foi nesse contexto que esse alerta foi emitido. Mas isso não significa que exista uma associação direta comprovada com a medicação e que se deva suspender o uso desses medicamentos por causa do alerta”, destaca a especialista.

Atualmente, a maioria desses medicamentos é autorizada apenas para o tratamento da obesidade e do diabetes. Há exceções específicas, como a semaglutida, também aprovada para redução do risco de eventos cardiovasculares, e o Mounjaro, autorizado para o tratamento da apneia do sono. Qualquer outra indicação é considerada contraindicada pela agência, por falta de evidências científicas suficientes sobre segurança e eficácia.

A pancreatite é uma inflamação do pâncreas, órgão localizado na região abdominal e fundamental para a digestão e o controle do açúcar no sangue. É o pâncreas que produz enzimas digestivas e hormônios como a insulina. Quando ocorre inflamação, essas enzimas podem passar a agredir o próprio órgão, causando dor intensa, náuseas e, em casos mais graves, falência de órgãos e risco de morte se não houver atendimento rápido.

A médica lembra ainda que o emagrecimento rápido, independentemente do método utilizado, já é conhecido como fator de risco para pancreatite. “Pessoas que emagrecem muito rapidamente têm maior risco de formar cálculos biliares. Esses cálculos podem migrar para o pâncreas e também causar pancreatite.”

Segundo ela, o papel das agências regulatórias é justamente monitorar e investigar qualquer evento adverso fora do esperado. Ao comparar riscos e benefícios, a endocrinologista afirma que os ganhos terapêuticos seguem sendo amplamente superiores.

“O alerta começou no Reino Unido e a Anvisa também emitiu o seu, mas quando a gente compara o número de pessoas que utilizam essas medicações com os benefícios observados, os benefícios são muito maiores. Estamos falando de perda de peso, controle do diabetes, melhora da apneia do sono, redução do risco de morte cardiovascular, tratamento da doença hepática gordurosa e prevenção de fibrose hepática. Ou seja, existe muito mais benefício do que risco. A medicação não vai deixar de ser utilizada.”

Uso sem acompanhamento médico é o principal risco

A endocrinologista chama atenção especial para o uso das canetas sem prescrição ou acompanhamento médico, prática que tem crescido com a popularização dos medicamentos.

“O uso sem acompanhamento médico, por conta própria, é algo preocupante. Esses alertas servem justamente para reforçar que não se trata de uma medicação estética. É um tratamento que pode ter consequências e que exige acompanhamento médico para que qualquer problema seja identificado precocemente.”

Sobre a gravidade da pancreatite, ela explica que os quadros variam. “A pancreatite é um quadro agudo, que envolve inflamação e, em alguns casos, destruição do pâncreas. A gravidade vai depender de cada indivíduo. Na maioria das vezes, é leve e melhora com jejum, suporte clínico e suspensão da medicação.”

Outro ponto que a diretora da SBEM-PE destaca é o uso de versões genéricas ou similares, cuja procedência e controle de qualidade são desconhecidos. “Existe um uso disseminado dessas medicações como se fossem uma solução milagrosa para a perda de peso. Mas o que mais preocupa é o uso de produtos ditos genéricos ou similares. A patente dessas medicações ainda não caiu, então não se sabe como esses produtos estão sendo fabricados, manuseados e comercializados, nem qual o grau de segurança e pureza dessas substâncias.”

Fonte: Diário de Pernambuco.

Carnaval é feriado ou ponto facultativo? Entenda

O Carnaval 2026 inicia neste sábado (14) e vai até a terça-feira (17). Apesar de ser uma manifestação cultural marcante no Brasil, o período não é considerado feriado nacional, gerando incertezas sobre horários de funcionamento de estabelecimentos públicos e privados.

Em Pernambuco, o governo estadual decretou ponto facultativo para servidores do estado, que será válido para a segunda-feira (16), terça-feira (17) e Quarta-feira de Cinzas (18).
O decreto abrange repartições públicas e entidades de administração direta e indireta. Só haverá expediente nos locais onde o funcionamento é indispensável, a juízo do chefe do órgão.
Na capital pernambucana, a decisão sobre a possibilidade de ponto facultativo ainda será definida.

Diferença entre feriado e ponto facultativo

A principal diferença entre o feriado e o ponto facultativo é que os feriados são instituídos por lei, parando as atividades. Já os pontos facultativos, dependem da decisão de cada órgão público ou empresas.

Fonte: Diário de Pernambuco.

 

Estudo alerta para risco da cafeína no desenvolvimento do bebê


 

O consumo de café é um hábito tradicional no Brasil. Poucos dispensam aquele cafezinho pela manhã e, às vezes, ao longo do dia. Mas é importante ter moderação, especialmente durante a gravidez e a amamentação.Descrição: https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1677129&o=nodeDescrição: https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1677129&o=node

De acordo com uma pesquisa da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), a cafeína pode ter efeitos prejudiciais no desenvolvimento do bebê. A pesquisa analisou cerca de 120 estudos e revelou que a ingestão materna de cafeína pode afetar o peso corporal e o sistema endócrino do bebê, além de aumentar o risco de aborto e natimortalidade.

A cafeína é rapidamente absorvida pelo corpo e pode atravessar a placenta e a barreira hematoencefálica — um risco para o feto. A recomendação é que as grávidas consumam no máximo 300 mg de cafeína por dia, o equivalente a três ou quatro xícaras de café.

A exposição à cafeína durante a gestação e lactação também pode ter efeitos a longo prazo no sistema endócrino, hepático e cardiovascular do bebê, como explica uma das pesquisadoras do estudo, a professora de fisiologia da UERJ, Patrícia Cristina Lisboa:

"A capacidade da cafeína de atravessar a placenta promove superexposição fetal. Além disso, a placenta e o feto não metabolizam a cafeína, resultando em uma meia-vida fetal elevadíssima de aproximadamente 50 a 100 horas. Assim, os níveis de cafeína no sangue do cordão umbilical podem ser maiores do que os da mãe. O consumo elevado de cafeína pode ter efeitos prejudiciais sobre o sucesso gestacional e a saúde da prole".

A cafeína também pode afetar a tireoide, aumentando o risco de disfunção tireoidiana em mães e filhos. A pesquisa da UERJ destaca a importância de uma abordagem cuidadosa quanto ao consumo do café durante a gravidez e amamentação.

Experimentos realizados com ratos também mostraram que filhotes fêmeas apresentam risco maior de obesidade quando a cafeína é absorvida na amamentação. Já entre os filhotes machos, esse risco é maior quando a substância é absorvida ainda durante a gestação.

Fonte: Agência Brasil.

Decisão de Dino sobre fim dos supersalários pode destravar reforma administrativa, diz relator


 

O deputado federal Pedro Paulo (PSD-RJ), relator da reforma administrativa disse ao Estadão que a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) de determinar a suspensão de pagamentos de penduricalhos pelos Três Poderes, poderá fazer acelerar a tramitação da proposta na Câmara.

Ele, que estava descrente que o tema pudesse sequer entrar em pauta neste ano, agora crê que há uma razão para o Parlamento votar a matéria.

"O ambiente que você tinha no passado, que você tinha ontem, da política querendo empurrar para frente, 'vamos falar depois da eleição', a decisão do ministro Dino pode ir ao contrário e acelerar essa discussão", afirmou.

O texto da reforma administrativa prevê o fim dos penduricalhos e um limite no salário de funcionários públicos. Benefícios fora do teto deverão ser transitórios e pagos em situações excepcionais, e não mais a todos os servidores de uma categoria de forma indistinta e generalizada, como acontece atualmente. Nesse caso, as verbas que podem ser pagas fora do limite deverão ser aprovadas em lei pelo Congresso Nacional.

O placar do Estadão revelou que 217 dos 513 deputados federais são favoráveis à extinção de remunerações pagas acima do teto salarial do funcionalismo público, os chamados supersalários, presente no texto da reforma administrativa.

Pela decisão, os pagamentos de adicionais que não estão previstos em lei devem ser suspensos após 60 dias. Até lá, os Três Poderes deverão rever todos os itens pagos como adicionais salariais e que acabam contribuindo para que vencimentos no funcionalismo ultrapassem o teto que é o salário de um ministro do STF, equivalente hoje a R$ 46,3 mil.

Dino defendeu que o Congresso regule uma lei que defina quais são as verbas indenizatórias "realmente admissíveis como exceção ao teto e ao subteto".

Ele intimou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que tomem as medidas políticas para suprir a omissão inconstitucional.

A decisão de Dino foi bem recebida por Pedro Paulo. Ele acredita que uma ação "excepcional, moralizadora, provoca o debate e é corajosa”. “Fiquei feliz que ele traz no texto elementos que tratei na reforma", afirmou. “Essa decisão reflete a indignação da sociedade."

Para o parlamentar isso também é fruto da indisposição da elite do funcionalismo público em dialogar com o Congresso para encontrar uma solução pelo consenso no Legislativo.

"Essa negativa da política (por representantes da elite dos servidores públicos brasileiros) em negociar dá nisso. Veio aí uma decisão extemporânea. Se não foi por bem, vai à força, ao invés de fazer no ambiente do Parlamento. A negativa desses segmentos não quererem negociar acaba nisso", afirmou.

Ele acredita que haverá reação e por isso a determinação é "corajosa". "O ministro jogou uma granada. Jogou uma bomba com efeito nuclear. A quantidade hoje dessa elite do servidor que recebe esses penduricalhos é muito grande. Vai ter uma fortíssima reação. Por isso é corajosa. Aliás a decisão é mais radical que um texto, que tem um aspecto negociado", disse.

Antes da determinação, Paulo acreditava que a reforma dificilmente avançaria na Câmara, e que em ano eleitoral dificilmente os parlamentares vão querer tratar de temas espinhosos que envolvem corte de supersalários e penduricalhos do funcionalismo público.

Entre os governistas, a determinação do ministro do STF foi celebrada. "Nós aplaudimos a decisão do ministro Flávio Dino, e ele na verdade se antecipa a uma decisão que o presidente Lula já tinha tomado, de vetar todos os aumentos acima do teto, seja do Judiciário, do Legislativo. Essa coisa o presidente ia fazer. Nós da bancada temos uma proposta, para que nenhum servidor ganhe acima do teto e a sociedade vai aplaudir", afirmou Lindbergh Farias (PT-RJ), que foi líder do PT na Casa até o final de janeiro.

O líder do PDT na Câmara, Mário Heringer (MG) vê com bons olhos a decisão do ministro Flávio Dino e crê que pode dar impulso para a reforma administrativa neste ano. "Eu acredito que pode ajudar a avançar a reforma administrativa. Agora é um texto difícil, porque interesses de tudo quanto é Poder. E quando tem muito interesse, tem muita dificuldade de concatenar interesses e sair uma coisa razoável. Mas de certa forma possibilita avanço", afirmou.

A determinação teve boa repercussão até mesmo na oposição. "É uma avaliação correta, da transparência, da moralidade e do cumprimento daquilo que está previsto na Constituição. Sempre se cria uma artifício para furar esse limite", disse o deputado federal Mendonça Filho (União-PE), que fez críticas ao governo. "O governo do PT nunca olhou pra isso, deixou isso de lado."

Já o senador Carlos Portinho (RJ), líder do PL no Senado afirmou que é uma "decisão que tem que ser elogiada". "Temos cobrado, eu pessoalmente na CCJ, em todas as reuniões, o avanço do fim dos penduricalhos", afirmou. Um projeto sobre o tema tramita nessa Casa - essa matéria já tinha sido aprovada na Câmara em 2021 e está travada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) desde aquele ano.

"A decisão vem em boa hora e obriga o Parlamento a se manifestar a avançar num projeto de lei. Não dá", disse o senador.

A avaliação inicial de outros líderes da Câmara é que não deverá haver maior reação do Parlamento dada a popularidade do tema do fim dos supersalários e pelo entendimento que o Congresso Nacional não é o maior beneficiário disso.

Apesar dos pontos elencados, nesta última terça-feira, 3, um projeto de lei que concede reajuste "fura-teto" no salário de servidores da Câmara e outra proposta que estabelece um novo plano de carreira para servidores do Senado, também com reajustes na remuneração.

Com essa nova gratificação, um salário de um servidor da Câmara pode chegar aos R$ 77 mil.

 Fonte: Diário de Pernambuco.

Professora brasileira é eleita a educadora mais influente do mundo


 

A Varkey Foundation, fundação internacional responsável pelo prêmio conhecido como o “Nobel da Educação”, concedeu à educadora Débora Garofalo o título inédito de professora mais influente do mundo em fevereiro.

Em uma cerimônia realizada na segunda-feira, 2, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a brasileira recebeu o prêmio Global Teacher Influencer of the Year, lançado neste ano para reconhecer professores excepcionais que usam as redes sociais para estender a aprendizagem para além da sala de aula.

O evento antecedeu a entrega do Global Teacher Prize, conhecido como “Nobel da Educação”. Em 2019, Débora também foi a primeira mulher brasileira e da América do Sul a ser finalista desse prêmio.

Débora é graduada em Letras e Pedagogia, mestre em Linguística Aplicada pela PUC-SP e foi Fab Learn Fellow pela Columbia University (EUA). Ela se tornou referência em inovação na educação ao criar uma iniciativa de democratização do acesso à tecnologia que transcendeu a sala de aula e influenciou políticas públicas pelo Brasil.

Professora criou projeto inovador

O reconhecimento foi resultado de um projeto de ensino de robótica com sucata para estudantes de escola pública, idealizado por Débora em 2015 e aplicado na rede municipal da periferia de São Paulo.

Nele, jovens de 6 a 14 anos desenvolveram seus protótipos com sucata e aprendem sobre montagem de motor, circuitos e programação, o que contribuiu para o reaproveitamento de 1 tonelada de materiais recicláveis.

A metodologia recebeu prêmios nacionais e internacionais, virou tema de livros escritos pela professora e foi incorporada como política pública do estado de São Paulo, “através da implementação do componente de tecnologia e inovação e de uma tríade de inovação”, conforme o site Débora Garofalo Educação.

Influenciou, ainda, a elaboração de políticas em outras partes do Brasil, como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Hoje, Débora atua como palestrante e consultora, “capacitando educadores e instituições para os desafios do século 21".

Fonte: Diário de Pernambuco.

MPPE lança campanha de Carnaval com foco no combate ao assédio e à LGBTfobia


 

Com a proximidade dos dias de momo, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) colocou na rua e nas redes sociais sua campanha oficial para o Carnaval 2026. Sob o slogan "Pernambuco tem aquele Carnaval que você respeita", a iniciativa tem como objetivo prevenir a violência e promover a cultura de paz, focando em três eixos centrais: combate à importunação sexual, enfrentamento à LGBTfobia e proteção à infância.

A peça voltada para a defesa dos direitos das mulheres reforça que a escolha da fantasia ou o consumo de álcool jamais podem ser interpretados como convite ao assédio. O MPPE destaca a mensagem: "Se ela disse não, segue seu bloco, folião", lembrando que importunação sexual é crime e deve ser reportada imediatamente à Polícia Militar (190).

Outro alerta importante é sobre a venda de álcool e cigarros (incluindo os eletrônicos) para menores de 18 anos, prática configurada como crime. O órgão recomenda que pais e responsáveis identifiquem as crianças com pulseiras ou crachás contendo nome e telefone, facilitando a localização em caso de desencontro na multidão.

Combate ao Preconceito

Utilizando símbolos da festa, como sombrinhas de frevo com as cores do arco-íris, a campanha também adverte que discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero é crime. O mote é claro: "O Carnaval que você respeita não tem espaço para LGBTfobia".

Fonte: Jornal do Commercio.

Redução da taxa de juros deve elevar o poder de compra da população


 

O Banco Central (BC) confirmou que irá reduzir a taxa de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em março. A expectativa foi indicada na ata da última reunião divulgada nesta terça-feira (3). De acordo com o economista Alexsandro Roberto, professor do Centro Universitário Tiradentes (Unit), a queda dos juros deve aumentar o poder de compra da população e favorecer o crescimento da produção do país.

Na análise do economista, isso significa um alívio para o consumidor. “A redução dos juros vai beneficiar a população no momento do financiamento, por exemplo de um carro, e vai favorecer também quem tem dívida relacionada ao cartão de crédito. Ou seja, a redução dos juros faz a população querer consumir um pouco mais. Além disso, com as pessoas comprando mais, a tendência é uma produção maior e isso vai influenciar também no PIB e na geração de emprego”, aponta.

Na análise do economista, essa decisão era esperada porque a inflação já vinha em um ritmo desacelerado no Brasil. Na ata da reunião, o BC indicou uma flexibilização nos juros. Na ocasião, a taxa básica de juros foi mantida a 15% ao ano pela quinta vez seguida.

Apesar do BC não ter indicado o percentual da redução, segundo o professor, a expectativa é de que a taxa de juros seja de 0,25% ou de 0,5% ao ano. A previsão do mercado financeiro é de que a taxa Selic seja reduzida para 14,5% ao ano na próxima reunião do Copom, em março, e alcance 12,25% ao ano até o final de 2026.

Segundo o economista, outro fator que faz essa queda não ser ainda maior é a instabilidade econômica gerada pelo governo dos Estados Unidos, por exemplo, com as tarifas sobre a exportação de produtos, que afetou, principalmente, o setor de agronegócio brasileiro.

“Em ambiente de inflação menor e transmissão da política monetária (impacto da Selic para queda da inflação) mais evidentes, a estratégia envolve calibração do nível de juros. O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, diz o documento.

Meta
Ainda na ata da reunião, o BC reforça o cumprimento da meta definida para o ano. “O compromisso com a meta impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude do ciclo, que dependerão da evolução de fatores que permitam maior confiança no atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a condução da política monetária”, disse.

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%. Para 2026, a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, está em 3,99%, ou seja, dentro da meta. (Com Agência Brasil).

 Fonte: Diário de Pernambuco.

Congresso aprova gratificação extrateto para servidores da Câmara e do Senado


 

O Congresso Nacional aprovou nesta terça-feira (3) projetos que reajustam salários de servidores da Câmara e do Senado com ganhos que ultrapassam o teto constitucional. Durante a votação, a relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), foi questionada sobre o impacto das propostas, mas afirmou que caberá à Câmara encaixar o reajuste.

De autoria da Mesa Diretora da Câmara, o texto cria a Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE). Essa gratificação concede um dia de licença para cada três dias de trabalho, com possibilidade de um recebimento em dinheiro em vez da licença. Com isso, o salário de altos funcionários pode chegar a aproximadamente R$ 77 mil.

O teto constitucional, que deveria ser o limite de recebimento de um funcionário público, é o salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF): R$ 46.366,19.

Durante a sessão, o senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) perguntou à Leila Barros sobre o impacto da proposta. "Não sou contra, mas queria pedir, de forma objetiva, que a senadora Leila pudesse me dizer a quem se destina esses aumentos salariais e o valor que isso implica", questionou.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, interveio e afirmou que a Casa Alta já havia aprovado propostas semelhantes para os servidores do Senado, do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Poder Judiciário. "A informação que eu posso dizer é que a justificativa do projeto de que todo impacto em relação a esse reajuste se dará dentro do orçamento próprio de cada Poder", declarou o senador.

Leila, então, retomou a palavra e reafirmou que a origem dos recursos deve ser definida pela Câmara. "O aumento é para todos os servidores da Casa, assim como foi no Senado e no Tribunal de Contas da União e já está contemplado dentro dos orçamento das Casas. Os projetos são fruto da construção de cada instituição e os orçamentos são próprios", respondeu Leila.

Durante a votação da proposta na Câmara, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu o texto e disse que se trata de uma valorização dos cargos. "É uma marca da nossa gestão não criarmos castas, diferenciação. Desde os terceirizados até os servidores de carreira, todas as categorias estão recebendo esse reajuste salarial porque isso é olhar para a Casa como um todo", disse o deputado.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Obesidade no Brasil: um retrato preocupante e os desafios para a saúde pública


 

O avanço da obesidade no Brasil deixou de ser uma tendência silenciosa e passou a ocupar o centro das preocupações em saúde pública. Os dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que, em menos de duas décadas, o índice de obesidade mais que dobrou no país, evidenciando mudanças profundas no modo de viver, comer e se movimentar da população brasileira. Trata-se de um fenômeno que vai além das estatísticas e revela um desafio estrutural para o sistema de saúde e para a qualidade de vida dos cidadãos. Hoje, mais da metade dos adultos brasileiros convive com excesso de peso. Esse dado não pode ser tratado como uma questão individual ou meramente estética, pois a obesidade está diretamente associada ao aumento do risco de doenças crônicas, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial e problemas cardiovasculares. O crescimento dessas enfermidades acompanha, de forma quase paralela, a elevação dos índices de obesidade, pressionando os serviços de saúde e ampliando os custos com tratamentos de longo prazo.

Hábitos - Parte desse cenário pode ser explicada pelas transformações nos hábitos cotidianos. O deslocamento ativo, que antes fazia parte da rotina de muitos brasileiros, perdeu espaço. Caminhar ou pedalar para o trabalho tornou-se menos comum, contribuindo para um estilo de vida mais sedentário. A ausência desse movimento diário, somada a longas jornadas de trabalho e ao uso excessivo de telas, cria um ambiente favorável ao ganho de peso e à piora dos indicadores de saúde.

Treinos - Ao mesmo tempo, observa-se um aumento na prática de atividade física durante o tempo livre, o que indica uma maior conscientização sobre a importância do exercício. No entanto, esse avanço ainda não consegue neutralizar outros fatores de risco presentes no cotidiano, como a alimentação desequilibrada, o estresse constante e a privação de sono. O resultado é um paradoxo em que parte da população se exercita mais, mas continua exposta a comportamentos que comprometem o metabolismo e o controle do peso.

Alimentação - A alimentação segue como um dos pontos mais sensíveis dessa equação. O consumo de frutas e hortaliças permanece abaixo do ideal e praticamente não evoluiu ao longo dos anos. Embora haja uma redução significativa na ingestão de refrigerantes e bebidas açucaradas, esse movimento, por si só, não garante uma melhora consistente do padrão alimentar. A presença de produtos ultraprocessados no dia a dia ainda é elevada e influencia diretamente o ganho de peso e o desenvolvimento de doenças crônicas.

Sono - Outro aspecto que passou a ganhar destaque é o sono. Dormir pouco ou mal deixou de ser exceção e se tornou parte da rotina de muitos brasileiros. A privação de sono interfere na regulação hormonal, aumenta o apetite, favorece a resistência à insulina e dificulta o controle do peso corporal. A alta prevalência de insônia, especialmente entre as mulheres, reforça a necessidade de olhar para o sono como um pilar essencial da saúde, e não como um detalhe secundário.

Diante desse panorama, fica evidente que o enfrentamento da obesidade no Brasil exige uma abordagem ampla e integrada. Não basta recomendar dieta ou atividade física de forma isolada. É preciso investir em políticas públicas que promovam ambientes mais saudáveis, facilitem escolhas conscientes e ampliem o acesso à informação e ao cuidado contínuo. Sem uma mudança estrutural e coletiva, os números tendem a continuar crescendo, assim como os impactos sobre a saúde da população e a sustentabilidade do sistema público.

Fonte: Folha de Pernambuco.

Deputado do PT é preso suspeito de assediar mulher em aeroporto


 

Uma médica pernambucana de 33 anos denunciou o suplente de deputado estadual Pedro Lobo (PT) por importunação sexual após um voo que aterrissou no Aeroporto de Juazeiro do Norte, no interior do Ceará, na manhã desta segunda-feira (2). A acusação levou à prisão em flagrante do político pela Polícia Federal (PF).

De acordo com o relato da vítima, o episódio ocorreu durante o desembarque da aeronave. Ela procurou os policiais ainda dentro do aeroporto e formalizou a denúncia, afirmando que o político teria encostado suas partes íntimas nela em meio à movimentação dos passageiros. Uma testemunha que estava no mesmo voo acompanhou a médica até a delegacia e prestou depoimento confirmando a versão apresentada.

Após a denúncia, a Polícia Federal conduziu tanto a vítima quanto o acusado para prestar esclarecimentos. Segundo a PF, com base no relato da mulher e na oitiva de testemunhas, foi lavrado o auto de prisão em flagrante e Pedro Lobo foi encaminhado à unidade prisional competente.

Ainda conforme informações apuradas no local, o suplente de deputado teria tentado deixar o aeroporto antes da chegada da Polícia Federal, resistindo à abordagem inicial e se recusando a apresentar documentos aos agentes da polícia local que atenderam a ocorrência. Diante da condição de figura pública do acusado, a vítima solicitou medida protetiva.

Horas depois da prisão, o Partido dos Trabalhadores no Ceará anunciou a suspensão temporária da filiação de Pedro Lobo. Em nota, a legenda informou que "como medida excepcional, provisória e cautelar, o PT Ceará determinou a suspensão temporária da filiação enquanto durar a apuração".

O que diz a defesa de Pedro Lobo

A defesa do suplente de deputado divulgou nota afirmando que o caso teria sido fruto de um equívoco ocorrido durante o desembarque. No pronunciamento, a defesa declarou:

“Diante dos fatos recentemente divulgados, Pedro Lobo vem a público prestar esclarecimentos à população do Cariri e a seus eleitores. Ao longo de sua trajetória política e social, sempre se posicionou com firmeza no combate ao feminicídio, à violência de gênero e na defesa dos direitos das mulheres, valores que orientam sua atuação pública e pessoal.

O episódio em questão decorre de um mal-entendido ocorrido ao final de uma viagem, durante o desembarque em um ambiente marcado por aglomeração, pressa dos passageiros e movimentação intensa de bagagens. Situações assim podem, infelizmente, gerar interpretações distintas sobre um mesmo fato, que serão devidamente esclarecidas pela apuração.

Pedro Lobo está tranquilo, com a consciência serena, e confia plenamente que a apuração criteriosa esclarecerá os fatos e demonstrará que não houve qualquer conduta criminosa de sua parte. Desde o início, tem colaborado com as autoridades, com transparência e respeito à investigação.

Reitera seu compromisso com a ética, com a verdade real dos fatos e permanece à disposição das autoridades e da sociedade, certo de que a verdade prevalecerá.”

Saiba quem é Pedro Lobo

Pedro Lobo tem 51 anos e construiu sua trajetória política no município do Crato, na região do Cariri. Ele foi eleito vereador em 2016 e reconduzido ao cargo em 2020. Nas eleições de 2022, concorreu a deputado estadual e ficou como sexto suplente da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), assumindo temporariamente uma cadeira na Assembleia Legislativa do Ceará em agosto de 2024 e retornando ao mandato como titular em junho de 2025.

Formado em Geografia e com pós-graduação em Gestão de Empresas, o parlamentar já integrou a Federação das Entidades Comunitárias do Crato (FEC), foi vice-presidente do Sindicato dos Técnicos Agrícolas do Estado do Ceará (SINTACE) e presidiu o diretório municipal do PT no Crato por dois mandatos, entre 2013 e 2020.

Fonte: Diário de Pernambuco.

TSE promove audiências públicas para debater regras das eleições deste ano


 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza desta terça-feira (3) até quinta-feira (5) uma série de audiências para debater propostas de alterações nas regras para as Eleições 2026. As mudanças tratam de calendário eleitoral, manifestações na pré-campanha, pesquisas eleitorais, critérios para distribuição de recursos eleitorais e responsabilidade pela remoção de conteúdos digitais com ataques ao processo eleitoral, entre outros temas.

Terça e quarta, as audiências têm início às 10h. Na quinta, a abertura do evento será às 11h. As audiências públicas, que terão duração de duas horas casa, ocorrerão em formato híbrido, com participação presencial e por videoconferência, e terão transmissão, ao vivo, pelo canal oficial da Justiça Eleitoral no YouTube e pela TV Justiça.

Pela Lei das Eleições, o plenário do TSE tem até 5 de março do ano eleitoral para debater e aprovar todas as normas. Como de praxe, as minutas de resolução eleitoral foram assinadas pelo vice-presidente do TSE, posto atualmente ocupado pelo ministro Nunes Marques.

Entre as principais sugestões está o aumento da responsabilidade das plataformas de redes sociais por conteúdos que promovam ataques ao processo eleitoral. O ministro propôs que as empresas provedoras sejam obrigadas a retirar do ar as publicações mesmo sem autorização judicial.

Pela regra vigente, que valeu para as últimas eleições municipais, os provedores de serviços de redes sociais somente poderiam ser responsabilizados caso descumprissem alguma decisão judicial. Nunes Marques propôs aumentar o rigor contra esse tipo de conteúdo. O ministro, contudo, deixou inalteradas as regras sobre a utilização de inteligência artificial durante a campanha.

Pré-campanha
O ministro também incluiu novas exceções para o comportamento de candidatos na pré-campanha. Ele propôs, por exemplo, liberar as lives em perfis nas redes sociais de pré-candidatos, desde que essas transmissões ao vivo não tenham pedidos de votos ou menções às pré-candidaturas.

A proposta assinada por Nunes Marques libera as manifestações espontâneas “em ambientes universitários, escolares, comunitários ou de movimentos sociais, respondendo os responsáveis por eventuais abusos nos termos da lei”. A exceção seria válida somente se a presença do pré-candidato no local ou o evento não tiverem sido financiados, direta ou indiretamente, por pré-candidatas, pré-candidatos, partidos ou federações.

Eleições
Conforme determinado pela Constituição, o primeiro turno das Eleições 2026 ocorrerá em 4 de outubro, primeiro domingo do mês, e o segundo turno, caso seja necessário, em 31 de outubro, último domingo. Neste ano, os eleitores devem votar para presidente, governador e senador, além de deputados federal, estadual e distrital.

*Com informações da Agência Brasil e do TSE

Fonte: Diário de Pernambuco.

Reportagem da TV Record revela Polícia Paralela contra adversários políticos no Governo Raquel Lyra


 

Uma longa reportagem exibida pela TV Record, no programa Domingo Espetacular de hoje (25), trouxe à tona um conjunto de denúncias de extrema gravidade envolvendo a atuação da Polícia Civil de Pernambuco durante a gestão da governadora Raquel Lyra. O material apresentado reúne documentos internos, trocas de mensagens entre policiais, além de depoimentos públicos e sob sigilo que apontam para o provável uso político da estrutura policial, perseguição a servidores que se recusaram a cumprir ordens consideradas ilegais e práticas de arapongagem, consolidando a presença de uma “polícia paralela” contra adversários políticos do governo estadual, em um contexto diretamente relacionado à disputa eleitoral.

A reportagem destaca que entre os principais alvos das ações denunciadas está o prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, líder com ampla vantagem em todas as pesquisas de intenção de voto sobre a corrida eleitoral em Pernambuco. O fato de o prefeito aparecer indiretamente em duas das denúncias, segundo a TV Record, reforça a suspeita de que investigações e operações teriam sido direcionadas não por critérios técnicos ou jurídicos, mas por interesses políticos, especialmente em um cenário pré-eleitoral.

Entre os episódios mais sensíveis revelados está a divulgação de trocas de ofícios internos da Polícia Civil. Em um dos documentos exibidos na reportagem, um delegado determina a continuidade de uma investigação mesmo após o arquivamento formal do caso por outro delegado responsável pelas investigações — por ausência de provas e vestígios de crime, no episódio envolvendo creches do Recife. De acordo com a emissora, o texto do ofício menciona a relevância eleitoral da apuração, o que levanta fortes suspeitas de desvio de finalidade e de violação dos princípios da legalidade, da impessoalidade e da imparcialidade que regem a atuação policial.

Na esteira de uma provável atuação policial ilegal contra o prefeito João Campos, a reportagem envolve a divulgação de prints de conversas em um grupo de WhatsApp formado por policiais civis, caracterizado como “Nova Missão”. Segundo a TV Record, as mensagens indicam a organização de ações de monitoramento contra o secretário de Articulação Política e Social da Prefeitura do Recife, Gustavo Monteiro. Em um dos prints exibidos, os policiais se referem ao secretário como “o alvo”, acompanhando a mensagem com uma fotografia dele, o que, segundo a reportagem, evidencia o caráter direcionado da ação. Em outra troca de mensagens, os participantes afirmam que era utilizado o clearview, sistema de reconhecimento facial de uso restrito da alta cúpula da polícia.

As conversas também apontam indícios de vigilância e possível rastreamento ilegal de Eduardo Monteiro, servidor da Prefeitura do Recife e irmão do secretário. De acordo com a reportagem, ele teria sido seguido por policiais civis e teve um rastreador instalado no carro oficial que utilizava. Em nenhum momento das mensagens aparece referência à existência de crime investigado, decisão judicial, autorização legal ou abertura formal de inquérito que justificasse a ação, o que levanta suspeitas de abuso de autoridade e prática de vigilância estatal à margem da lei. A própria Polícia Civil de Pernambuco confirma que não foi aberto um procedimento formal, o que contraria a legislação.

Diretoria de Inteligência – A gravidade das denúncias é ampliada pelo depoimento, mantido sob sigilo, de um agente da Polícia Civil que confirmou à reportagem as ações de monitoramento descritas. O policial relatou que as atividades eram realizadas sem respaldo formal e que havia um clima de pressão interna para o cumprimento das ordens, o que reforça a suspeita de que não se trataria de episódios isolados. Entre os delegados presentes neste grupo, liderando o processo ilegal de investigação, aparecem Izaias Gonçalves, à frente da Diretoria de Inteligência (Dintel), junto com o delegado Wagner Domingues, coordenador do serviço de inteligência que teria comprado pessoalmente o rastreador, como apontam as mensagens.

O Domingo Espetacular também apresentou o depoimento do presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), Áureo Cisneiros, que denunciou a existência de perseguição institucional dentro da corporação. Segundo ele, policiais civis que não concordaram em realizar ações contra adversários do governo Raquel Lyra teriam sido pressionados, isolados ou retaliados.

Caso as denúncias sejam confirmadas, os fatos podem caracterizar uso indevido da máquina pública, desvio da função investigativa, perseguição a servidores públicos e violação de garantias fundamentais, com impactos diretos sobre o processo democrático e eleitoral no estado. A reportagem da TV Record procurou o Governo de Pernambuco, a Secretaria de Defesa Social (SDS) e a Polícia Civil para responder sobre as denúncias. Apenas a última instituição respondeu, tratando apenas de uma das acusações, confirmando a inexistência de inquérito formal, além da ausência de qualquer prova contra os servidores.

Fonte: Blog do Magno.

Janeiro Branco: Por que é preciso priorizar a saúde mental na preparação para concursos?


 

Quando a ansiedade intensa, o esgotamento emocional, a culpa por descansar e o medo de falhar se tornam os protagonistas no processo de preparação para concursos, é preciso se questionar: vale a pena estudar por longas horas se o cuidado mental não está em dia? 

A campanha do Janeiro Banco se debruça sobre essa reflexão, com o objetivo de mostrar a importância de priorizar a saúde mental na rotina. De acordo com o psicólogo e criador da campanha, Leonardo Abrahão, esses sintomas são fruto da negligência do cuidado mental ao longo do tempo, o que torna a manutenção do equilíbrio físico e mental insustentável. 

“A saúde mental não pode ser tratada como um detalhe secundário, nem como algo a ser cuidado apenas depois da aprovação”, explica Abrahão. 

Era o caso do concurseiro Marcus Matheus dos Santos, que, durante alguns anos de preparação, se distanciou do convívio social, deixou o lazer de lado e abandonou uma parte de seus exercícios físicos.

Foi frequentando sessões de terapia que Marcus percebeu que era preciso conciliar os estudos e os hábitos pessoais, caso contrário todas as partes de sua vida seriam prejudicadas. 

“Quando está tudo em dia com a mente, o estudo flui muito melhor. [...] Acho que deixei de ficar tão preocupado com cada detalhe, até com coisas que poderiam não estar a meu alcance”, contou o concurseiro. 

Hábitos
Existem alguns hábitos de saúde mental que podem ser encaixados na rotina pelo próprio concurseiro. É o caso de atividades físicas, que produzem hormônios que auxiliam na regulação emocional e no relaxamento mental, além de uma alimentação saudável e de uma higiene do sono, que é construída através da diminuição dos estímulos sensoriais algumas horas antes de dormir. 

Outro hábito indicado é o uso do Método Pomodoro. Ele prevê ciclos de estudo de 25 minutos, com intervalos de cinco minutos intercalados entre eles, além de uma pausa maior a cada quatro ciclos. Os descansos podem ser feitos entre um assunto e outro, ou após a resolução de um determinado número de questões.

Essa técnica permite que a mente não se sobrecarregue tentando absorver muitas informações de uma só vez, causando confusão, e, consequentemente, culpa por não ter absorvido o conteúdo analisado.

Em outros casos, a psicóloga Flávia Rios aconselha o acompanhamento por um psicólogo. Muitos especialistas indicam o uso da abordagem da Terapia Cognitiva-Comportamental (TCC) para os concurseiros, pois ela é oferecida nos serviços de saúde pública, promove um tratamento mais curto e trabalha diretamente com a rotina. Porém, a abordagem escolhida varia de pessoa para pessoa.

“A proposta da terapia cognitivo-comportamental [...] é treinar o sujeito a identificar as suas próprias emoções e abaixar a intensidade dessas emoções, para que elas não sejam uma barreira para que eles atinjam os seus objetivos”, explica Flávia. 

Cursos
Durante o Janeiro Branco, a conscientização deve atingir também os cursos preparatórios para as seleções. Afinal, eles têm contato direto com a formação da rotina dos candidatos, e, por extensão, influenciam seus hábitos em relação à saúde mental. 

“Muitas vezes [os cursos preparatórios] fazem calendários inóspitos, pois mesmo que [o candidato] estudasse em tempo integral, não iria conseguir atingir o objetivo, e isso faz com que ali tenha uma sensação de fracasso sempre presente. Ou tem os rankings, que fazem com que o sujeito fique se comparando com o resultado do outro”, comenta a psicóloga Flávia sobre as ações nocivas promovidas por cursinhos.

Na visão de Leonardo Abrahão, é fundamental que os cursos preparatórios aprendam a reconhecer sinais de sofrimento psicológico dos estudantes e a promover uma cultura de cuidado emocional.

Um exemplo vem do professor de concursos Júlio Raizer. Ao se especializar em neuropsicopedagogia, ele percebeu que pequenas ações, como produzir vídeos motivacionais e criar canais de contato para ajuda emocional aos estudantes, poderia fazer uma grande diferença.

“[Os vídeos] são um espaço onde a gente não trabalha com foco em rendimento, em estudos, e sim no trabalho relacionado às questões diárias, de dar atenção aos cuidados que a mente necessita”, esclarece Raizer. “Mostrando ao aluno que nós estamos ali para ampará-lo, isso cria um vínculo de confiança e um vínculo de tranquilidade, porque o aluno sabe com quem ele pode contar”.

Fonte: Folha de Pernambuco.

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