Culminância da oficina de grafite e pintura

A Associação das Mulheres de Nazaré da Mata (AMUNAM) realizou mais uma atividade enriquecedora por meio do projeto Dando a Volta por Cima: a Oficina de Hip Hop, voltada para crianças e adolescentes atendidos pela instituição.

Rádio Alternativa FM 87.7 - Quando a Voz das Mulheres Vira Rádio

A Rádio Comunitária Alternativa FM 87.7 está profundamente ligada à luta por espaço na comunicação. Sua criação teve como ponto de partida o programa “Espaço da Mulher”, idealizado e apresentado por Eliane Rodrigues.

AMUNAM Como Ponto de Cultura

A Associação das Mulheres de Nazaré da Mata (AMUNAM) se consolida como um importante Ponto de Cultura na Zona da Mata Norte de Pernambuco, destacando-se pela preservação e valorização das tradições populares a partir do protagonismo feminino.

Grupos da Amunam se apresenta em polo junino

A Quadrilha Junina, composta por crianças e adolescentes do Projeto Dando a Volta por Cima abriu a festa no polo Circo do Forró, mostrando a todo o público presente todas as suas cores, animação e desenvoltura.

Dia de Conscientização da Fibromialgia: especialistas reforçam importância do tratamento integrado


 

Neste dia 12 de maio é celebrado o Dia Nacional de Conscientização à Fibromialgia, que ressalta também o Maio Roxo, mês dedicado à visibilidade da síndrome, que afeta cerca de 2,5% a 3% da população brasileira. É a segunda doença reumatológica mais comum, atrás apenas da osteoartrite.

Com maior incidência em mulheres do que em homens, sobretudo entre 30 a 50 anos de idade, a fibromialgia se caracteriza por dores musculares generalizadas e crônicas, que podem durar mais de três meses, sem apresentar, no entanto, evidências de inflamação nos locais doloridos.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), os principais sintomas são:

Dor generalizada, que pode estar presente em diversos pontos do corpo;

Fadiga como falta de energia e cansaço excessivos, mesmo após dormir muitas horas;

Distúrbios do sono;

Sensação de formigamento em mãos e pés;

Dificuldades cognitivas, como problemas para se concentrar por longos períodos de tempo;

Ansiedade e ou depressão podem estar associados.

Em alguns casos, a doença pode causar incapacidade de trabalhar. Segundo o ortopedista Maurício Leite, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Ortopedistas (AAOS), a incapacidade ocorre porque esses sintomas comprometem diretamente funções essenciais como atenção sustentada, produtividade, resistência física, tomada de decisão e regularidade funcional.

— Muitos pacientes conseguem executar uma tarefa isoladamente, mas têm extrema dificuldade em manter constância, desempenho e tolerância à jornada de trabalho prolongada. É como se o corpo estivesse permanentemente operando com a bateria crítica, e sem carregador por perto — explica o médico, acrescentando que profissões que exigem esforço físico contínuo, alta precisão, concentração prolongada ou intensa demanda emocional tendem a ser mais impactadas.

Novas diretrizes

Em maio deste ano, a SBR atualizou as diretrizes brasileiras para o tratamento da doença. O documento reforça a importância de abordagens não farmacológicas como educação do paciente, exercícios físicos, terapias psicológicas e tratamento interdisciplinar, além do uso racional de medicamentos. O relatório atualiza as recomendações de 2010, incluindo estudos científicos recentes.

De acordo com o presidente da SBR, o médico reumatologista José Eduardo Martinez, a síndrome está relacionada a alterações no processamento central da dor e costuma coexistir com quadros como ansiedade e depressão. Por isso, a abordagem deve ser centrada nas individualidades do paciente. Ele também destaca a importância da conscientização acerca da doença:

— A fibromialgia é uma doença com sintomas bastantes subjetivos, sem alteração no exame físico, que causa impacto negativo na qualidade de vida. Assim, toda iniciativa no sentido de esclarecer a população, os pacientes, seus familiares, e mesmo os profissionais de saúde, pode facilitar a abordagem e melhorar o grau de atendimento — afirma o especialista.

Após o diagnóstico da síndrome, é comum que os pacientes desenvolvam ou descubram outros quadros clínicos. É o caso da esteticista Ailana Torres Yassutake, de 40 anos, que foi diagnosticada com depressão, ansiedade, insônia, TDAH e síndrome do intestino irritável após a fibromialgia.

— No dia a dia, convivo com dores constantes, fadiga crônica, distúrbios do sono, rigidez muscular, névoa mental e grande dificuldade de concentração — relata a mulher, que recebeu o diagnóstico há dez anos.

Terapias em foco

As novas diretrizes recomendam o uso de instrumentos validados para avaliar a gravidade da doença e a resposta ao tratamento, como questionários amplamente utilizados na prática clínica. Elas também apontam a importância do tratamento disciplinar, com foco em terapias que visam mitigar a dor, a fadiga e distúrbios do sono, além de aspectos emocionais, cognitivos, funcionais e metabólicos, como a obesidade.

O incentivo à prática de exercícios físicos, especialmente programas que combinam atividade aeróbica e treinamento de força, e à realização de tratamentos psicológicos como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), também se encontram nas novas diretrizes de abordagem clínica, ambos relacionados à melhora nas dores, na qualidade do sono e sintomas emocionais.

Entre práticas complementares sugeridas pela SBR, estão o Tai Chi Chuan, exergames (videogames que integram atividade física e exercício corporal) e práticas religiosas como apoio emocional.

Medicamentos
As novas diretrizes afirmam que os medicamentos para fibromialgia devem aliviar sintomas e melhorar a qualidade de vida, mas nenhum é capaz de controlar sozinho a doença. Amitriptilina, duloxetina e pregabalina são os remédios com melhores evidências científicas. Já os antidepressivos Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS), gabapentina, opioides, anti-inflamatórios, canabinoides, benzodiazepínicos e terapias intravenosas não são recomendados de forma rotineira por falta de eficácia comprovada e risco de efeitos adversos.

Fonte: Folha de Pernambuco.

Congresso entra em semana decisiva para destravar PEC do fim da 6x1


 

A discussão sobre o fim da escala 6x1 deve ganhar novos rumos nesta semana. Com início marcado para amanhã, série de audiências públicas da comissão especial da Câmara dos Deputados sobre a redução da jornada de trabalho ocorre em um momento em que o tema se consolida como uma das pautas de maior interesse para o governo federal, que tenta capitalizar a possível aprovação da pauta mirando outubro. O debate também ganha impulso com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que classificou a proposta como uma "reforma da vida das pessoas" e sinalizou disposição para levar adiante a votação, desde que sejam consideradas as particularidades de setores econômicos que operam sob jornadas contínuas.

A audiência pública da comissão especial da Câmara dos Deputados desta terça-feira (12/5), destinada a discutir os impactos econômicos da redução da jornada de trabalho, deve se transformar em um dos momentos mais decisivos da tramitação da proposta que pretende reformular o modelo de trabalho no país. Depois de abrir espaço para debates sobre saúde do trabalhador, qualidade de vida e reorganização das relações laborais, o colegiado entra agora no terreno mais sensível da discussão: o custo da mudança para empresas, cadeias produtivas e setores que operam sob escalas contínuas.

À frente da relatoria, Leo Prates (Republicanos-BA) tem reiterado que pretende conduzir a discussão por meio de uma construção pactuada, ouvindo trabalhadores, empregadores, governo e especialistas, numa tentativa de reduzir resistências e construir um texto capaz de avançar politicamente na Casa.

O Correio Braziliense ouviu representantes da indústria, especialistas em direito do trabalho e economia pública, além de parlamentares diretamente envolvidos nas negociações, para mapear quais argumentos devem dominar a mesa na próxima semana. O diagnóstico é convergente: o setor produtivo chega organizado, municiado por estudos técnicos e disposto a pressionar por exceções setoriais, transição gradual, compensações tributárias e preservação da negociação coletiva como instrumento central para modular a proposta.

Entre as vozes mais enfáticas está a da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam). Em entrevista ao Correio, o presidente da entidade, Antonio Silva, afirmou que o debate precisa considerar a "realidade matemática" da produção nacional. Segundo ele, uma redução abrupta da jornada sem contrapartidas econômicas ou ganhos prévios de produtividade tende a elevar custos operacionais de forma insustentável, especialmente em cadeias industriais que operam em ritmo contínuo.

No caso do Polo Industrial de Manaus, o impacto seria ainda mais sensível. "A exigência de novas contratações emergenciais apenas para suprir lacunas nas escalas e manter as máquinas operando pressionará o fluxo de caixa das empresas e corroerá nossa competitividade", afirmou. Na avaliação da federação, o efeito pode ser perverso: aumento da inflação, retração de investimentos e crescimento da informalidade.

A preocupação ecoa em outras federações industriais do país. A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) tem defendido por meio de nota, que qualquer mudança estrutural nas relações de trabalho seja acompanhada por um amplo debate sobre produtividade, desoneração da folha e segurança jurídica para empregadores.

No Sudeste, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também acompanha a tramitação com cautela e reforça a necessidade de que eventuais mudanças considerem impactos sobre competitividade, custo da produção e capacidade de adaptação dos setores intensivos em mão de obra. Segmentos ligados ao comércio e aos serviços sustentam avaliação semelhante e defendem uma transição calibrada para evitar repasses imediatos aos preços.

Pressão

O alerta chegou a setores altamente regulados da economia. Durante teleconferência de resultados da Latam Airlines, o CEO Jerome Cadier apontou que o fim da escala 6x1, se aplicado sem exceções para categorias específicas, pode comprometer operações internacionais da companhia. Segundo ele, a dinâmica da aviação comercial depende de jornadas diferenciadas para aeronautas e tripulações, especialmente em voos de longa duração, frequentemente superiores a oito horas diárias. A declaração rapidamente passou a circular entre parlamentares como exemplo de setor que deverá pressionar por tratamento regulatório específico.

Para o doutor e mestre em filosofia do direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Roberto Beijato Junior, a maior pressão econômica recairá justamente sobre micro e pequenas empresas — segmento que concentra a maior parte dos empregos formais no país. Segundo ele, o encarecimento da mão de obra tenderá a ser repassado ao consumidor, pressionando preços e reduzindo poder de compra. Ao mesmo tempo, empresas sem capacidade de absorver o novo custo poderão reduzir quadros, ampliando informalidade e terceirizações precárias.

Na mesma linha, o mestre em direito e especialista em economia do setor público Alessandro Callil de Castro avalia que uma mudança abrupta, sem transição e sem mecanismos de compensação, tende a ampliar o chamado custo Brasil, elevar despesas operacionais e pressionar a inflação. "O debate não é apenas sobre horas trabalhadas, mas sobre como equilibrar proteção ao trabalhador, sustentabilidade empresarial e preservação dos empregos."

Zona Franca

No Congresso, a reação do empresariado já se organiza institucionalmente. Presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, Joaquim Passarinho (PL-PA) afirmou à reportagem que o setor não pretende interditar a discussão, mas insiste na necessidade de uma escuta ampla. "Não se pode mexer em um tema tão sensível ouvindo apenas um lado. Quando se ouve empregadores e trabalhadores, é possível encontrar um denominador comum", disse. Nos bastidores, a frente já articula emendas para reforçar convenções coletivas, flexibilizar modelos de contratação e preservar escalas especiais em setores específicos, como saúde, comércio em feriados e atividades essenciais.

Enquanto isso, parlamentares favoráveis à mudança tentam construir pontes com o setor produtivo. Integrante da comissão especial, Saullo Vianna (MDB-AM) articulou a realização de uma audiência pública em Manaus, marcada para o próximo dia 22, reunindo mais de 70 instituições entre representantes da indústria, comércio, turismo, serviços e sindicatos. A proposta é justamente ouvir quem gera emprego e quem vive a rotina da escala 6x1, especialmente em uma economia fortemente sustentada pela atividade industrial da Zona Franca.

No fim da fila de pressões — mas ainda dentro do radar do colegiado — aparece também o setor público. Estudo divulgado na sexta-feira pela Confederação Nacional de Municípios calcula impacto anual de até R$ 48,4 bilhões sobre os cofres municipais, caso uma redução mais ampla da jornada avance nos moldes defendidos por parte dos parlamentares. O levantamento projeta necessidade de centenas de milhares de novas contratações para recompor escalas em serviços essenciais, ampliando a preocupação fiscal em estados e municípios.

Do lado do governo, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, sustenta que o Brasil já reúne condições econômicas para avançar na redução da jornada sem redução salarial, argumentando que os ganhos de produtividade acumulados nas últimas décadas — impulsionados por automação, mecanização e modernização produtiva — precisam ser revertidos em melhor qualidade de vida para o trabalhador.

Cronograma 6x1

Atividades da comissão

Terça-feira (12/5) - 2ª audiência - Impactos econômicos

Quarta-feira (13/5)- 3ª audiência - Aspectos sociais

Quinta-feira (14/5) - Seminário em Belo Horizonte (MG)

18/5 - 4ª audiência -
Perspectiva dos empregadores

19/5 - 5ª audiência -
Perspectiva dos trabalhadores

20/5 - Apresentação do relatório final

21/5 - Seminário em São Paulo (SP)

26/5 - Votação final do relatório

Time de peso em busca de consenso

A comissão especial da Câmara dos Deputados que discute o fim da escala 6x1 entra em uma semana decisiva de negociações com audiências públicas de integrantes do governo federal, especialistas e representantes de trabalhadores. O colegiado busca consolidar consensos em torno da proposta de redução da jornada de trabalho sem corte salarial, enquanto governo e oposição ainda divergem sobre regras de transição e possíveis compensações para empresas.

O primeiro a participar será o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que comparece à comissão amanhã, às 16h30. Ele deve apresentar estudos elaborados pela equipe econômica sobre os impactos da mudança para empresas, trabalhadores e contas públicas. Também foram convidados para a audiência a presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Luciana Mendes Servo, e o professor da Unicamp e diretor do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (Cesit), José Dari Krein.

Na quarta-feira (13), às 14h, será a vez do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, participar do debate. A expectativa é de que ele enfatize os impactos sociais da redução da jornada e defenda a construção de um acordo entre governo, empresários e trabalhadores. Também participarão da audiência o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho, Bob Evaristo Carvalho, e a diretora técnica do Dieese, Adriana Marcolino.

Entre os convidados da comissão também está Rick Azevedo, criador do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e uma das principais vozes em defesa do fim da escala 6x1. O grupo sustenta que o modelo atual compromete a qualidade de vida dos trabalhadores e dificulta o equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

As audiências ocorrem em meio ao avanço das negociações políticas em torno da proposta. Parlamentares da comissão já consolidaram três pontos de consenso: adoção da escala 5x2, redução da jornada para 40 horas semanais e manutenção dos salários. Apesar disso, dois temas seguem travando um acordo definitivo: o prazo de transição para implementação das novas regras e a possibilidade de incentivos fiscais para empresas afetadas pela mudança.

O governo federal defende uma implementação rápida da nova jornada. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que um período de adaptação de até seis meses seria suficiente para que empresas reorganizassem suas operações. Setores da oposição, no entanto, pressionam por uma transição mais longa — que pode chegar a 10 anos — sob o argumento de que a redução da jornada elevará custos trabalhistas e exigirá novas contratações.

Estratégia

Outro ponto de divergência é a criação de compensações tributárias para empresas. Parlamentares da oposição defendem incentivos fiscais para setores intensivos em mão de obra, que poderiam enfrentar dificuldades para absorver os custos da nova jornada. Integrantes do governo rejeitam a proposta. O presidente da comissão especial, Alencar Santana, e o relator do texto, Leo Prates, afirmam que os consensos já estabelecidos servirão de base para o parecer final, enquanto os pontos divergentes continuarão em negociação até a votação do relatório, prevista para 26 de maio.

Para destravar a tramitação da proposta, o Palácio do Planalto passou a defender uma divisão entre a proposta de emenda à Constituição e um projeto de lei complementar. A ideia é que a PEC trate apenas das regras gerais da redução da jornada, enquanto o projeto de lei regulamente temas específicos, como transição, acordos coletivos, incentivos e adaptações setoriais.

A estratégia ganhou força após a resistência inicial do presidente da Câmara, Hugo Motta, em pautar o projeto. Governistas avaliam agora que o texto será essencial para regulamentar categorias com escalas diferenciadas, como saúde e segurança pública. Atualmente, tramitam em conjunto duas propostas sobre o tema: uma apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes, em 2019; e outra protocolada pela deputada Erika Hilton, no ano passado. Para ser aprovada, a PEC precisará do apoio mínimo de 308 deputados em plenário, enquanto o projeto de lei dependerá apenas de maioria simples.

Fonte: Correio Braziliense.

Professora denuncia ameaça de estudante em escola estadual de Petrolina


 

Uma professora de 30 anos denunciou ter sido vítima de ameaças e desacato na Escola Estadual de Areia Branca, em Petrolina, no Sertão do estado. O caso foi registrado na última quarta-feira (6), em uma delegacia da Polícia Civil do município, após a educadora relatar ter sofrido agressões verbais e intimidações praticadas por um estudante no ambiente escolar.

A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar as circunstâncias do episódio. As identidades da professora e do aluno não foram divulgadas.

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação de Pernambuco (SEE-PE) informou que acompanha o caso e presta assistência à docente e à equipe da unidade de ensino. Segundo a pasta, os responsáveis pelo estudante foram convocados para uma reunião de esclarecimentos e medidas de acompanhamento estão sendo adotadas.

A secretaria também afirmou que a escola conta com apoio da Polícia Militar e segue as orientações das autoridades competentes para preservar a tranquilidade no ambiente educacional.

Casos recentes

Na última segunda-feira (5), uma adolescente de 16 anos foi apreendida após esfaquear uma colega de 17 anos na Escola Simôa Gomes, localizada no bairro Cohab 2, em Garanhuns, no Agreste. A vítima foi atingida no ombro e precisou ser levada para uma unidade hospitalar da cidade.

A agressão foi interrompida por um funcionário responsável pela segurança da escola, que conseguiu conter a jovem e retirar a faca utilizada no ataque. A adolescente foi encaminhada para a 18ª Delegacia Seccional, enquanto a vítima recebeu atendimento médico no Hospital Regional Dom Moura.

Outro caso que repercutiu no Sertão aconteceu após a morte de um estudante de 19 anos nas proximidades de uma escola estadual em Petrolina. O crime ocorreu no dia 23 de abril, após uma discussão envolvendo estudantes nas imediações da Escola de Referência em Ensino Médio e Fundamental (EREMFEM), no bairro Antônio Cassimiro.

A vítima foi atingida por golpes de arma branca e morreu após ser socorrida para uma unidade hospitalar. O irmão dele, de 17 anos, também ficou ferido ao tentar apartar a briga.

As investigações apontam que o pai do adolescente suspeito de cometer o homicídio teria ajudado o filho a fugir após o crime. Ele foi preso na última quarta-feira (7) na Bahia. O estudante que seria responsável pelo ataque se entregou à polícia e foi internado.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Brasil promulga acordo para facilitar comércio no Mercosul


 

O governo brasileiro promulgou nesta sexta-feira (8) medidas para agilizar e simplificar negociações no âmbito do Mercosul.

O decreto que prevê o Acordo sobre Facilitação do Comércio do Mercosul, firmado em dezembro de 2019 por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, está publicado no Diário Oficial da União.

A medida foi assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, no exercício da Presidência da República, e decorre da aprovação do texto pelo Congresso Nacional em setembro de 2023. 

O acordo estabelece regras comuns para facilitar o comércio intrazona, alinhadas às diretrizes da Organização Mundial do Comércio (OMC) e da Organização Mundial de Aduanas (OMA). 

Os principais pontos são:

ampliar o uso de documentação eletrônica, 

adotar procedimentos aduaneiros mais rápidos e baseados em gestão de riscos, 

promover a transparência regulatória 

estimular a cooperação entre autoridades de fronteira dos países.

O texto também prevê medidas específicas para o despacho mais célere de bens, inclusive perecíveis, a implementação do Guichê Único de Comércio Exterior e a ampliação do intercâmbio de documentos em formato digital, como certificados de origem e sanitários.

Além disso, o acordo busca reduzir custos e prazos, ampliar a previsibilidade das regras e oferecer maior segurança jurídica aos operadores de comércio exterior, com atenção especial às micro, pequenas e médias empresas.

Atos que venham a revisar o acordo ou gerar novos compromissos financeiros ao País continuarão sujeitos à aprovação do Congresso Nacional. 

Fonte: Folha de Pernambuco.

Mais de 70% dos casos de estupro em Pernambuco envolvem menores de idade em 2026, diz SDS-PE


 

Sete em cada dez casos de estupro registrados em Pernambuco em 2026 tiveram crianças e adolescentes como vítimas. Dados preliminares da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) apontam que, dos 744 casos contabilizados entre janeiro e abril deste ano, 527 envolveram menores de idade, o equivalente a 70,8% do total.

Além dos casos de estupro, o estado registrou 258 ocorrências de assédio sexual no mesmo período. Pernambuco também contabilizou 757 crimes contra a dignidade sexual envolvendo crianças e adolescentes e 49 casos de registro não autorizado da intimidade sexual.

Em 2025, Pernambuco havia registrado 1.977 casos de estupro contra crianças e adolescentes, enquanto o número geral de estupros chegou a 2.695 ocorrências.

Além disso, a maioria das vítimas de estupro registradas no estado este ano é do sexo feminino. Entre janeiro e abril de 2026, Pernambuco contabilizou 632 vítimas mulheres em ocorrências consumadas de estupro.

Formas de combate

Uma das formas de tentar combater esses crimes, seja em Pernambuco ou em todo Brasil, é o Projeto de Lei (PL) 3984/25, de autoria da deputada federal Delegada Katarina, que foi aprovado, nesta quarta-feira (06), na Câmara dos Deputados e seguirá para o Senado.

O PL prevê um aumento nas penas pelos crimes de estupro, assédio sexual e registro não autorizado da intimidade sexual, além de punição mais severa para crimes relacionados a pedofilia no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Segundo o texto, a pena pelo crime de estupro irá passa de 6 a 10 anos de reclusão para 8 a 12 anos. Em casos em que o crime resultar lesão grave, a pena atual de 8 a 12 anos ficará de 10 a 14 anos. Se o delito resultar em morte da vítima, a reclusão de 12 a 30 anos passa a ser de 14 a 32 anos.

O PL também determina, caso seja sancionado, o aumento 1/3 a 2/3 da pena se os crimes contra a dignidade sexual forem cometidos por razões da condição do sexo feminino; contra pessoa com deficiência ou maior de 60 anos; ou nas dependências de instituição de ensino, instituição hospitalar ou de saúde, instituição de abrigamento, unidade policial ou prisional.

Além disso, haverá aumento de penas de reclusão em crimes previstos no ECA, como vender ou expor registro de pornografia de menores; adquirir ou armazenar por qualquer meio esse tipo de pornografia; simular participação de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornografia com montagem ou adulterações; e aliciar por qualquer meio de comunicação criança ou adolescente com o fim de praticar com ela ato libidinoso.

Na avaliação do advogado criminalista, Daniel Lima, esse crescimento das penas, que segue a mesma lógica em outros crimes, visa desocultar criminosos que se escondem nos ambientes familiares e virtuais.

“Está havendo um movimento de aumento de pena em vários tipos de crime e caso esse PL seja sancionado sem vetos, a pena mínima de 8 anos para crime de estupro, por exemplo, já começa no regime fechado, o que importante”, explicou.

“Outro ponto de destaque desse crescimento das penas é a busca por uma maior punibilidade de pessoas que cometem esses crimes e se sentem ‘camufladas’ em ambientes familiares, em instituições onde ocupam cargos de certa influência e, principalmente, no meio virtual, pois essa geração Z, que classifico até os 35 anos, vivem muito no ambiente virtual e acham que estão protegidas de qualquer perigo da internet”, ressaltou Daniel Lima.

O PL também prevê um aumento na pena do crime de assédio, passando de 1 a 2 anos de detenção para 2 a 4 anos de prisão. Já o registro não autorizado da intimidade sexual, atualmente punível com detenção de 6 meses a 1 ano, passa para detenção de 1 a 3 anos.

Apesar do aumento das penas demonstrar um combate a esses crimes sexuais, Daniel Lima afirma que só haverá de fato uma diminuição no quantitativo de casos quando houver um maior número de pessoas trabalhando nas polícias e no judiciário, algo que faria a sessão de impunidade diminuir na sociedade.

 “Eu particularmente acredito que mais importante do que aumentar as penas é conseguir com que o estado efetive de fato punição. O grande problema desses números é a certeza da impunidade. Se você tem certeza que vai ser punido, os números irão diminuir, pois não adianta aumentar as penas, sem aumentar o efetivo judicial e policial, que são as pessoas que cumprem a lei. Os juízes, promotores, policiais e delegados estão sobrecarregados de tanto trabalho”, finalizou Daniel Lima.

Como denunciar

Em Pernambuco, as denúncias devem ser feitas na delegacia mais próxima, a fim de que as autoridades policiais possam, devidamente, investigar e punir os agressores. É recomendado que os casos envolvendo menores de idade sejam comunicados ao Conselho Tutelar, que também informará à delegacia.

Denúncias sobre quaisquer tipos de crimes praticados contra crianças e adolescentes também podem ser feitas através do Disk 100 e pelo telefone da DPCA (81) 3184.3579 e (81) 99488.7044.

No caso dos demais crimes de natureza sexual em geral, envolvendo vítimas de ambos os sexos, as denúncias podem ser feitas na delegacia mais próxima.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Anvisa suspende fabricação e determina recolhimento de produtos da Ypê; confira quais


 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de detergentes, sabão líquido e desinfetantes da marca Ypê, de todos os lotes com numeração final 1.

A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (7), após uma avaliação técnica de risco sanitário conduzida pela Anvisa na fábrica responsável, em São Paulo. Durante a inspeção, foram identificados descumprimentos em etapas críticas do processo produtivo.

Os problemas identificados indicam risco à segurança sanitária dos produtos e indicam possibilidade de contaminação.

A Anvisa orienta que os produtos não sejam mais utilizados e que os consumidores entrem em contato com o serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para que seja feito o recolhimento forma apropriada.

Estão afetados os lotes que terminam com o número 1 dos seguintes produtos:


Lava Louças com Enzimas Ativas Ypê
Lava Louças Ypê
Lava Louças Ypê Clear Care
Lava Louças Ypê Toque Suave
Lava-Louças Concentrado Ypê Green
Lava-Louças Ypê Clear
Lava-Louças Ypê Green
Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor
Lava Roupas Líquido
Tixan Ypê Cuida das Roupas
Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Antibac
Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha
Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Green
Lava Roupas Líquido Ypê Express
Lava Roupas Líquido Ypê Power Act
Lava Roupas Líquido Ypê Premium
Lava Roupas Tixan Maciez
Lava Roupas Tixan Primavera
Desinfetante Bak Ypê
Desinfetante de Uso Geral Atol
Desinfetante Perfumado Atol
Desinfetante Pinho Ype
Lava Roupas Tixan Power Act

Fonte: Diário de Pernambuco.

Ataques em escolas potencializam adoecimento mental de alunos e professores, diz psicóloga


 

Ataques em escolas, como o ocorrido na terça-feira (6) em Garanhuns, no Agreste pernambucano, onde uma estudante esfaqueou outra dentro da unidade de ensino, podem acarretar no adoecimento mental da comunidade escolar. O alerta é feito pela psicóloga e psicanalista Luciana Inocêncio, que explica como episódios do tipo deixam marcas de insegurança e medo em instituições de ensino.

Em entrevista, a psicóloga afirmou que o caso mostra a necessidade de ações preventivas dentro das escolas, especialmente no combate ao bullying.

“Tanto nesse caso quanto em outros episódios recentes, fica muito claro para a gente que são necessárias campanhas e ações dentro das escolas para discutir bullying”, observa.

De acordo com a psicóloga, os impactos de episódios violentos se espalham entre estudantes e funcionários, gerando consequências psicológicas que podem durar meses ou até anos.

Ela explica que um dos quadros mais comuns após situações traumáticas dentro do ambiente escolar é o transtorno de estresse pós-traumático, acompanhado de sintomas de ansiedade.

“Dentro desse quadro, aparecem ansiedade generalizada e, muitas vezes, transtorno de pânico. Muitos estudantes passam a não querer voltar para a escola”, destaca.

“Existe uma sensação de insegurança que já paira há muitos anos dentro das salas de aula, à medida que aumentou o nível de desrespeito ao professor. Não é apenas o ataque ao colega, mas também o enfraquecimento da figura do professor, que antes representava respeito, autoridade, limite e regras”, complementa.

Professores também adoecem

A psicóloga pontua que os professores estão entre os profissionais mais afetados pelo desgaste emocional dentro das escolas. Para ela, a violência e os conflitos cotidianos aumentam o cenário de adoecimento.

“Temos um país em que os profissionais da educação estão adoecidos. E isso não sou eu quem está dizendo, são os índices, os números de profissionais afastados por burnout e outros problemas de saúde mental. Uma das categorias mais afetadas é justamente a da educação”, afirma.

Ela aponta a sobrecarga de trabalho e as dificuldades na relação entre professor e aluno como pontos que afetam a saúde mental destes profissionais. “Muitas vezes, o professor precisa mediar conflitos e nem sempre tem preparo profissional para lidar com esse tipo de situação”, explica.

Segundo a especialista, apenas a presença de psicólogos nas instituições de ensino não é suficiente para evitar tragédias. “É preciso entender qual trabalho está sendo realizado com os alunos, que tipo de combate ao bullying existe e até que ponto isso está funcionando”, diz.

Luciana explica que, na maioria das vezes, o trabalho do psicólogo escolar não é voltado para acompanhamento clínico.

“Muitas vezes, esses profissionais atuam mais na área da aprendizagem e acabam não tendo um foco clínico, porque a escola não permite esse tipo de acompanhamento aprofundado”, pontua.

A psicóloga também chama atenção para a necessidade de acolhimento coletivo após episódios traumáticos. “A comunidade escolar, no geral, precisa ser ouvida e acolhida. Também são necessários programas que ajudem a desenvolver ações preventivas para tudo isso”, conclui.

Sofrimento psíquico

Para Luciana Inocêncio, casos de violência escolar também revelam um sofrimento emocional dos próprios adolescentes envolvidos. “Para uma pessoa chegar a esse ponto, ela já vem passando por um desequilíbrio emocional muito grande. A questão é até que ponto isso foi percebido pela família ou pela escola”, afirma.

Ela destaca ainda que a repetição desses episódios pode acabar influenciando outros jovens, especialmente em uma geração já fragilizada emocionalmente. “Muitos jovens já passam a ter esses ataques como referência para tentar fazer justiça com as próprias mãos, agravando ainda mais uma estrutura escolar que já está fragilizada”, conclui.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Na Câmara, Márcia Lopes debate escalada de violência contra a mulher


 A ministra Márcia Lopes informou, nesta quarta-feira, durante debate promovido pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados que o governo federal pretende lançar até outubro deste ano o novo Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, com propostas deliberadas durante a última conferência nacional promovida pelo Ministério das Mulheres, no fim do ano passado.Descrição: https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1688639&o=node

Pelo requerimento, a audiência com a ministra das Mulheres se deu "neste momento em que o país enfrenta um aumento significativo dos casos de misoginia e de violência contra as mulheres".

Márcia Lopes defendeu que o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, lançado em fevereiro deste ano, depende da atuação política dos gestores estaduais e municipais para ampliação de Organismos de Políticas para Mulheres, as OPMs.

A ministra das Mulheres também defendeu a aprovação do projeto de lei para combater o discurso de ódio conta mulheres na internet.

Durante o debate, foi apresentado um balanço com aumento dos atendimentos da Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180. No primeiro trimestre de 2026, a Central registrou aumento de 23% nas denúncias de violência contra mulheres e 14% nos atendimentos.

Fonte: Rádio Agência.

Caso de adolescente que esfaqueou o pai após suposta indução no Roblox mostra riscos do aliciamento digital


 

Horas de dedicação a um jogo de celular trancado em um quarto levou a uma situação que fez com que o caso de um adolescente de 14 anos fosse parar nos jornais de Pernambuco. O jovem foi apreendido no Recife após esfaquear o próprio pai enquanto ele dormia. À polícia, o menino relatou ter recebido orientações dentro da plataforma Roblox. O caso, ainda sob investigação, pode ser mais um de aliciamento de menores de idade em ambientes virtuais.

Segundo dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), mais de 24 milhões de crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos usam a internet no país, o equivalente a 93% dessa população. Entre eles, a maioria acessa plataformas com interação direta entre usuários, como jogos online e redes sociais, muitas vezes sem supervisão constante dos responsáveis.

É nesse ambiente que criminosos encontram espaço para agir e o processo raramente começa com violência explícita. Na maioria das vezes, ele se constrói pela confiança.

“O criminoso nunca vai se apresentar como alguém de má índole. Pelo contrário: será sempre alguém com uma foto simpática, aparentemente disponível, acolhedor e disposto a ajudar. Porque o objetivo principal é ganhar confiança”, afirma o professor e especialista em segurança digital Eronides Meneses.

Segundo ele, o principal erro dos pais não é necessariamente negligência, mas o excesso de confiança na falsa segurança do ambiente doméstico. “Os pais veem os filhos dentro de casa, no quarto, e acreditam que eles estão seguros. Porém, deixam esse acesso livre, sem qualquer tipo de supervisão, e é aí que mora o perigo.”

Jogos como Roblox, Free Fire, Fortnite e plataformas paralelas como Discord se tornaram espaços de convivência para milhões de adolescentes.

“Crianças e adolescentes precisam de supervisão constante, assim como acontece na vida real, também na vida digital. Você está entregando um equipamento que pode transformá-los em verdadeiras marionetes de quem está do outro lado da tela. Eles podem ser seduzidos para o crime, para situações de violência, porque querem ser aceitos naquele grupo em que estão inseridos, muitas vezes dentro de jogos online”, explica Eronides.

O aliciamento

Segundo ele, esse tipo de aliciamento segue um roteiro conhecido e o criminoso busca ganhar confiança da vítima. A aproximação também costuma acontecer por meio de recompensas aparentemente inofensivas.

“Eles se infiltram em ambientes frequentados por crianças e adolescentes, como jogos online, oferecendo brindes, vantagens dentro do jogo, ajuda para alcançar objetivos ou evoluir de fase. Também atuam em aplicativos de comunicação, como o Discord, fingindo ter a mesma idade ou apenas um pouco mais velhos.”

No caso investigado em Pernambuco, a promessa teria sido justamente a entrega de Robux, moeda virtual utilizada dentro do Roblox. “Nesse caso específico, foi relatado que houve a oferta de moeda virtual dentro do jogo, como Robux, do Roblox, como recompensa pela participação no desafio. O adolescente, sem a noção real do perigo, acredita que aquilo é apenas uma brincadeira ou algo reversível. Muitas vezes, a criança sequer compreende a gravidade da situação”, complementa Eronides Meneses.

Exposição em excesso culmina em cenários críticos

Para a psicóloga e psicopedagoga Kátia Guerra, a exposição a este tipo de plataformas sem supervisão influencia diretamente o desenvolvimento emocional e psicológico das crianças e adolescentes. “Isso porque a criança ou o adolescente ainda está em processo de construção das suas referências internas, como autorregulação, senso crítico, limites e percepção de risco”, elucida.

Ela explica que, do ponto de vista da neurociência, a permanência prolongada nesses ambientes pode afetar a forma como o cérebro responde a estímulos e ameaças. “Em ambientes digitais abertos, eles podem entrar em contato com conteúdos, linguagens e dinâmicas que ultrapassam sua capacidade de elaboração emocional. Do ponto de vista da neurociência, isso pode gerar uma ativação constante de sistemas de alerta, favorecendo impulsividade, ansiedade e dificuldade de regulação.”

Segundo a especialista, muitas vezes o uso excessivo da internet não é a causa principal, mas um sintoma de fragilidades emocionais já existentes. “Em muitos casos, o que se observa não é apenas o uso do jogo, mas uma tentativa de preencher um vazio, uma busca por conexão onde há, muitas vezes, desamparo emocional”, observa.

Após o endurecimento das regras de segurança do Roblox no início do ano, com maior restrição ao chat de voz e exigência de verificação etária para determinadas interações, usuários menores de 18 anos fizeram manifestações on-line como forma de se mostrarem contrários ao novo cenário.

Crianças são sinais de “alerta”

O especialista em segurança digital Eronides Meneses afirma que as vítimas mudam de comportamento no período do aliciamento. “Passam a esconder o celular quando o pai ou a mãe se aproximam, criam senhas, não deixam ninguém ver o aparelho. Esses pequenos sinais são importantes. Quando o filho esconde algo, é porque existe alguma coisa que ele não quer que os pais descubbram”, alerta Eronides.

A psicóloga Kátia aponta mudanças emocionais semelhantes. “Entre eles, destacam-se alterações no humor, como irritabilidade frequente, tristeza ou ansiedade sem causa aparente; mudanças no padrão de sono; isolamento social progressivo; perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas; queda no rendimento escolar; e uma necessidade excessiva de estar conectado.”

Diante desse cenário, a orientação dos especialistas é reduzir o tempo de tela e fortalecer vínculos. “Estratégias baseadas no medo ou no controle excessivo tendem a gerar afastamento, resistência e, muitas vezes, ocultação de comportamentos. O caminho mais efetivo é o da construção de vínculo e diálogo”, afirma Kátia.

“Conversar sobre o ambiente digital precisa partir de uma postura de curiosidade genuína e interesse real pelo universo da criança ou do adolescente. Perguntar sobre os jogos, sobre o que eles gostam, com quem interagem, cria uma ponte de comunicação”, complementa.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Governo lança campanha nacional pelo fim da escala de trabalho 6x1


 

O governo federal lançou neste domingo (3) uma campanha nacional pelo fim da escala de trabalho 6x1 sem redução de salário. O objetivo da proposta é “garantir mais tempo para a vida além do trabalho, tempo com a família, para o lazer, para a cultura e para o descanso”.

Pelo menos 37 milhões de trabalhadores podem ser beneficiados com a redução.

"Para fins de comparação, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil/mês beneficiou cerca de 10 milhões de pessoas. A garantia do descanso ainda tem potencial impacto positivo sobre a economia, estando alinhada com uma visão moderna de desenvolvimento, que combina produtividade, bem-estar e inclusão social ", esclareceu a Secretaria de Comunicação Social (Secom).

A proposta do governo estabelece um novo limite de jornada em 40 horas semanais e mantém as oito horas diárias de trabalho (inclusive para trabalhadores em escalas especiais). Com isso, os trabalhadores terão assegurados dois dias de repouso semanal de 24 horas consecutivas, preferencialmente aos sábados e domingos.

O modelo de cinco dias de trabalho para dois dias de descanso poderá ser definido em negociação coletiva, respeitando as peculiaridades de cada atividade.

Campanha

Com o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito.”, a campanha pelo fim da escala 6x1 será veiculada em canais de mídia digital, televisão, rádio, jornais, cinema e na imprensa internacional.

"A proposta é conscientizar empregados e empregadores que reduzir a escala é defender o convívio do trabalhador com sua família, é defender a família brasileira, é valorizar o trabalho, mas, também, a vida além do trabalho" apontou a Secom.

O governo defende que a mudança dialoga com transformações recentes na economia, como o avanço tecnológico e os ganhos de produtividade. “Jornadas mais equilibradas tendem a reduzir afastamentos, melhorar o desempenho e diminuir a rotatividade", diz a Secom.

No dia 14 de abril, o governo federal encaminhou ao Congresso um projeto de lei alterando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A proposta, que tramita com urgência constitucional, reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial.

Na prática, o texto coloca fim à escala 6x1.A iniciativa tramita em conjunto com outras propostas no Congresso Nacional, que criou uma comissão especial para analisar uma proposta de Emenda à Constituição sobre o tema.

O colegiado foi instalado na quarta-feira (29). A comissão vai analisar a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que trata do mesmo tema. O colegiado tem como presidente o deputado Alencar Santana (PT-SP). A relatoria caberá ao deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

Comissão

Composta por 38 membros titulares e de igual número de suplentes, a comissão terá o prazo de até 40 sessões para proferir seu parecer. A partir de amanhã, tem início o prazo para a apresentação das emendas, que é de 10 sessões.

Santana afirmou que o tempo para a análise da proposta é apertado e que o colegiado deverá realizar, inicialmente duas reuniões semanais, às terças e quartas-feiras para debater a matéria.

O colegiado analisará duas propostas de redução na jornada de trabalho. A primeira, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A transição se daria ao longo de dez anos.

A outra proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (Psol-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.

Na prática, as PECs acabam com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6x1). Se aprovados na comissão especial irão depois para votação no plenário.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Rádio Alternativa FM 87.7 - Quando a Voz das Mulheres Vira Rádio


 

A Rádio Comunitária Alternativa FM 87.7 é um dos principais instrumentos de comunicação popular em Nazaré da Mata, desempenhando um papel essencial na democratização da informação e no fortalecimento da cultura local. Vinculada à Associação das Mulheres de Nazaré da Mata (AMUNAM), a emissora nasce do compromisso de ampliar vozes historicamente silenciadas, especialmente as das mulheres, e de promover uma comunicação acessível, participativa e transformadora.

Sua função na sociedade vai além de informar: a rádio atua como um espaço de educação, mobilização social e valorização cultural, difundindo conteúdos que dialogam diretamente com a realidade da população. Em sua programação, estão presentes notícias locais, entrevistas, músicas, campanhas educativas e debates sobre temas como direitos humanos, saúde, cidadania e enfrentamento à violência contra a mulher. A Alternativa FM também se destaca por dar visibilidade à cultura popular pernambucana, abrindo espaço para manifestações como o maracatu, a ciranda e o coco de roda.

A história da rádio está profundamente ligada à luta por espaço na comunicação. Sua criação teve como ponto de partida o programa “Espaço da Mulher”, idealizado e apresentado por Eliane Rodrigues na Rádio Planalto em Carpina. Quando esse programa foi retirado do ar, surgiu a necessidade — e a coragem — de criar um canal próprio, onde as mulheres pudessem ter vez e voz sem limitações. Assim, em 8 de março de 2003, data simbólica da luta feminina, nascia a Rádio Alternativa FM.

Ao longo de sua trajetória, a emissora enfrentou desafios, incluindo períodos em que precisou interromper suas transmissões por questões de regularização. No entanto, a força coletiva das mulheres envolvidas no projeto garantiu sua continuidade até a conquista do licenciamento, permitindo que hoje a rádio opere de forma legalizada e com ainda mais alcance.


O programa “Espaço da Mulher”, que deu origem à rádio, permanece como um marco simbólico e inspirador. Mais do que um programa, ele representa a essência da Alternativa FM: um espaço de diálogo, escuta e fortalecimento feminino, onde temas relevantes são discutidos com sensibilidade, informação e compromisso social.

Acompanhando as transformações da comunicação e ampliando seu alcance para o ambiente digital, o “Espaço da Mulher” também ganhou uma nova versão em formato de podcast, o “PodAlternativa”, disponível na plataforma Spotify. A iniciativa permite que os conteúdos debatidos na rádio ultrapassem as ondas do FM e alcancem ainda mais pessoas, em diferentes lugares e horários. O podcast mantém a proposta original do programa, levando informação, reflexão e empoderamento feminino, agora também no universo digital.

Assim, a Rádio Alternativa FM 87.7 se consolida como muito mais que um meio de comunicação: é uma ferramenta de transformação social, que fortalece a identidade cultural, promove direitos e reafirma diariamente o protagonismo das mulheres na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Senado aprova criação de cadastro nacional para condenados por violência contra a mulher


 

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira, 28, o projeto que cria o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher. A proposta, já aprovada na Câmara dos Deputados segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O projeto prevê que pessoas condenadas por violência contra a mulher tenham seus nomes registrados em um banco de dados compartilhado entre órgãos de segurança pública federais e estaduais. Informações como nome do agressor, documentos, fotos, impressões digitais e endereço ficarão disponíveis aos agentes até o fim do cumprimento da pena, ou por até três anos, caso a punição aplicada seja inferior ao período.

Somente pessoas condenadas por sentença em trânsito julgado, ou seja, sem possibilidade de recurso, poderão ter os dados incluídos no cadastro.

A lista reunirá condenados pelos crimes de:

  • Feminicídio;
  • Estupro, inclusive de vulnerável;
  • Assédio e importunação sexual;
  • Lesão corporal;
  • Perseguição;
  • Violência psicológica;
  • Violação sexual mediante fraude;
  • Registro não autorizado da intimidade sexual.

Outras medidas

No início do mês, o presidente Lula sancionou um pacote de leis de combate à violência contra a mulher. Entre as propostas sancionadas estão o uso de tornozeleira eletrônica para agressores em caso de violência doméstica e o projeto de lei que estabelece um novo tipo penal.

Homens que cometem violência doméstica contra mulheres ou crianças deverão utilizar tornozeleira eletrônica de imediato. O PL 2942/2024 determina a colocação imediata da tornozeleira, autoriza a aplicação da medida por delegados em cidades sem juiz e amplia os recursos públicos direcionados à compra de equipamentos para monitorar com urgência os agressores.

O juiz, após ser comunicado, terá 24 horas para decidir sobre a manutenção ou a revogação da medida. Caso não aceite, ele precisará explicar o motivo. O projeto coloca como prioridade a compra e manutenção de tornozeleiras e de dispositivos de alerta para as vítimas, permitindo aos governos separar recursos específicos no orçamento para aplicação na proteção à mulher.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Conta de luz sobe em Pernambuco: saiba como calcular o impacto no seu bolso


 

O bolso do pernambucano será atingido por dois aumentos na conta de energia a partir do mês de maio. É que foi aprovado o Reajuste Tarifário Anual de 2026 de 3,41% (para residências) e também a bandeira amarela, que custará R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Em uma simulação, uma conta de energia residencial que chegou a R$ 167, passará a custar R$ 180,23.

Os consumidores que quiserem ter uma ideia do preço da conta de energia para o mês de maio, poderão fazer um cálculo simples. “Pega o valor total que você paga, porque lá já está embutido tudo, e some 3,41%. Você já faz a porcentagem em cima da sua conta. Feito isso, você já tem o aumento do reajuste anual”, explica o economista e professor do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) Werson Kaval.

Já no caso da bandeira amarela, o professor explica que a fatura mostra quanto o consumidor utiliza por kilowatt. “Vamos dizer que você utiliza 200 kW, você vai multiplicar R$ 1,885 por 2, que dará R$ 3,77”, ensina.

Ou seja, em uma conta de energia residencial que chegou a R$ 167, passaria a custar R$ 172,69 com o reajuste estivesse válido. Se nessa mesma conta fossem gastos 400 kW, bastaria multiplicar R$ 1,885 por 4, que totaliza R$ 7,54. Assim, a conta final da residência com a nova tarifa e o acréscimo da bandeira amarela, custaria: R$ 180,23.

Segundo o professor, o aumento estava previsto para o final de abril e segue a dinâmica padrão de atualização contratual para recompor perdas inflacionárias do período. Em relação ao percentual para residências, o economista afirma que o setor “chegou a cogitar mais de 13% de aumento, depois caiu para 9% e, fechou nos 3,41% para residências”.

Reajuste tarifário

O Reajuste Tarifário Anual de 2026 da Companhia Energética de Pernambuco, a Neoenergia, foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta terça-feira (28). A alta média foi definida como de 4,25% para os consumidores da distribuidora e passa a valer a partir desta quarta.

Segundo a Aneel, os clientes conectados na baixa tensão, como residenciais, irão perceber uma alta média de 3,41%. Já aqueles na alta tensão, como grandes indústrias e empresas, perceberão um efeito médio de 7,19%.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Ponto de Cultura AMUNAM


 
A Associação das Mulheres de Nazaré da Mata (AMUNAM) se consolida como um importante Ponto de Cultura na Zona da Mata Norte de Pernambuco, destacando-se pela preservação e valorização das tradições populares a partir do protagonismo feminino.
Entre suas principais expressões culturais estão os grupos de maracatu, ciranda e coco de roda, formados exclusivamente por mulheres — um diferencial que fortalece a identidade da instituição e amplia o debate sobre a presença feminina na cultura popular.

O maracatu de baque solto feminino, por exemplo, é um símbolo de resistência e inovação. Em uma manifestação historicamente dominada por homens, as mulheres da AMUNAM assumem o comando do batuque, das loas e da performance, mostrando que tradição também é espaço de transformação. Com suas cores vibrantes, ritmo marcante e força coletiva, o grupo leva para os palcos não apenas cultura, mas também uma mensagem de empoderamento e igualdade.


Já a ciranda, com sua roda acolhedora e inclusiva, representa o encontro, a coletividade e o pertencimento. As mulheres que compõem o grupo fortalecem os laços comunitários por meio da música e da dança, convidando todas as pessoas a participarem, valorizando a união e a alegria como formas de resistência cultural.

O coco de roda, por sua vez, traz a energia, o ritmo e a ancestralidade presentes nas tradições nordestinas. Com cantos, palmas e movimentos marcados, o grupo reafirma a força da cultura popular como expressão do cotidiano, das vivências e da história do povo, agora sob o olhar e a condução feminina. Mais do que apresentações culturais, esses grupos são espaços de formação, fortalecimento e transformação social. Através deles, as mulheres desenvolvem habilidades artísticas, fortalecem sua autoestima, criam vínculos e, muitas vezes, encontram também oportunidades de geração de renda.


A AMUNAM exerce um papel fundamental na comunidade onde está inserida, sendo referência não apenas pela preservação cultural, mas pela forma como utiliza a cultura como ferramenta de inclusão, empoderamento e luta por direitos. Em um cenário onde ainda há desigualdades de gênero, a existência de grupos culturais formados exclusivamente por mulheres representa um avanço significativo e inspirador.

Para as mulheres atendidas pela instituição, a AMUNAM é mais do que um espaço cultural: é um lugar de acolhimento, identidade e resistência. É onde elas se reconhecem como protagonistas de suas próprias histórias e como agentes ativas na construção de uma sociedade mais justa.

Assim, ao ecoar os sons do maracatu, girar nas rodas de ciranda e marcar o compasso do coco, a AMUNAM reafirma que a cultura popular é viva — e, sobretudo, tem voz de mulher.


Confira nossas vivências em: 

https://drive.google.com/drive/folders/18bIZI5JqetPkRt9F_IMFsfYXVb4DJTn7?usp=drive_link



Mudanças no Minha Casa, Minha Vida ampliam acesso a juros mais baixos


 

As novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida, que começaram a valer na última quarta-feira (22), aumentam os valores de faixas de renda e ampliam o alcance do programa para imóveis de até R$ 600 mil. Segundo o advogado Amadeu Mendonça, especialista em Negócios Imobiliários e Planejamento Patrimonial, as mudanças devem aquecer o mercado imobiliário e aumentar o acesso das famílias a juros mais baixos.

Para Mendonça, a ampliação dos limites do programa aproxima muitas famílias da realização do sonho da casa própria, principalmente para quem estava fora desse alcance. “Mais famílias passam a se enquadrar nas faixas de financiamento, com acesso a juros subsidiados que o mercado convencional não oferece. Segundo o governo, a mudança pode beneficiar mais de 87 mil famílias”, aponta.

O ajuste nas faixas de renda permite que o comprador seja beneficiado em uma faixa com juros menores, mesmo que sua renda tenha crescido desde que entrou no programa. Na prática, isso impacta no planejamento patrimonial das famílias e pode refletir em uma diferença no custo total do financiamento ao longo dos anos. “O aumento no valor do imóvel financiado permite que o adquirente compre um imóvel melhor, tanto em localização quanto de padrão do empreendimento”, destaca o especialista.

Cuidados na aquisição do imóvel

O advogado alerta que o primeiro cuidado do comprador deve ser com a escolha do empreendimento. As principais orientações são verificar a reputação da incorporadora e o histórico de obras entregues, já que problemas na execução ou atraso na entrega do imóvel podem comprometer o financiamento e frustrar o planejamento familiar.

Além disso, antes de assumir qualquer compromisso com a compra do imóvel, Mendonça também alerta sobre a importância de fazer uma simulação junto à Caixa Econômica Federal. Com isso, o comprador consegue confirmar qual o seu enquadramento no programa e o crédito disponível de acordo com o seu perfil de renda.

“Vale também verificar se o comprador se enquadra no Programa Morar Bem Entrada Garantida, do Governo de Pernambuco. Quem se qualifica recebe um subsídio complementar de R$ 20 mil, que pode reduzir o valor financiado e o custo total da aquisição”, ressalta.

Quem já faz parte do programa também pode manter o benefício, pois a ampliação dos limites de renda também garante que quem teve aumento de salário continue enquadrado no programa. “Com os novos tetos, essas famílias continuam tendo acesso às condições subsidiadas em vez de migrarem para o crédito convencional, que é significativamente mais caro”. Segundo Amadeu Mendonça, as taxas do Minha Casa, Minha Vida variam entre 4% e 10% ao ano, dependendo da faixa. Já no mercado convencional, a taxa média gira em torno de 11,5% ao ano.


Faixa 4 atende demanda da classe média

Entre as principais mudanças no programa, o advogado enfatiza a inclusão da Faixa 4, destinada a famílias com renda de até R$ 13.000 e imóveis de até R$ 600 mil. Para o especialista, essa categoria atende a uma demanda da construção civil e da classe média. Antes, esse segmento ficava sem acesso ao subsídio público e contava apenas com o mercado convencional para financiar o imóvel.

A tendência é que o mercado receba o efeito das novas regras em cadeia. Na concepção de Mendonça, com mais famílias enquadradas no programa e tetos de financiamento mais altos, cresce também a demanda por imóveis nessa faixa. “Isso estimula novos lançamentos por parte das incorporadoras, gera contratos para construtoras e aquece o mercado de trabalho na construção civil. Além da questão social de combate ao déficit habitacional, há também um estímulo econômico concreto para o setor”, aponta.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Pix, aluguéis e golpes: os boatos sobre o Imposto de Renda de 2026


 Cobrança de Imposto de Renda no Pix?

Uma das informações falsas que tem se espalhado no contexto do Imposto de Renda aponta para novas cobranças por parte do governo. Por exemplo, todos os valores recebidos por Pix seriam cobrados no Imposto de Renda. Isso é falso. Quem explica é Antônio Carlos Santos, presidente do SESCON de São Paulo:

"Não, o Pix em si não tem tributação. Ele é apenas um meio de pagamento assim como é o TED, DOC ou dinheiro. O que pode ser tributado é a natureza do valor recebido, independente do meio de pagamento. Se for uma renda tributável como salário, prestação de serviço, aluguel, isso pode ser sim tributado, mas não pelo fato de ser um Pix. Se for uma transação entre pessoas, não tem nenhum tipo de tributação; uma pessoa pode estar dividindo uma conta ou uma ajuda familiar e está pagando isso por Pix. Então, isso não tem tributação".

Filhos que moram com pais pagam IR?

Outra informação falsa que apareceu diz respeito à cobrança de mais Imposto de Renda por conta do aluguel. A alegação é de que até filhos que morassem com os pais teriam que pagar Imposto de Renda. Isso é desmentido por José Carlos Fonseca, auditor fiscal da Receita Federal:

"Não, não houve nenhuma mudança nos aluguéis. A reforma tributária vai trazer algumas modificações para quem possui vários imóveis alugados com valor superior a R$ 240 mil, mas para agora, para essa declaração do imposto de renda, não há ainda nenhuma mudança".

Os golpes do IR

Para fechar a nossa lista de desinformação, vamos falar de golpes. Muitos criminosos se utilizam anualmente do período de declaração para enviar mensagens que falam desde cobranças extras e notificações de erros até restituições milagrosas. José Carlos Fonseca alerta que qualquer comunicação enviada por WhatsApp ou SMS em nome da Receita Federal é falsa e deve ser ignorada:

"A Receita não encaminha comunicação via WhatsApp, SMS, Telegram, e-mail... não. Toda a comunicação da Receita Federal é feita via Correios, por carta registrada, onde identifica claramente o contribuinte e o contribuinte assina que recebeu aquilo. Normalmente, as comunicações da Receita não trazem o caráter de urgência e de ameaça que tem nessas mensagens falsas. Normalmente a Receita dá um prazo de 30 ou mais dias para se resolver uma pendência, coisa que nessas mensagens, nesses boatos, não acontece".

Lembrando — e isso não é fake news — que o prazo para a declaração do imposto de renda vai até o dia 29 de maio de 2026.

Fonte: Rádio Agência.

Tatuagem de borboleta vira alvo de discurso misógino do Red Pill


 

A tatuagem de borboleta se tornou alvo de discursos associados ao movimento Red Pill, que difunde ideologias machistas sobre papéis de gênero. A narrativa, ampliada por integrantes da chamada 'machosfera', ganhou escala a partir de 2025 em vídeos nas redes sociais, nos quais influenciadores passaram a associar, sem qualquer embasamento, mulheres com esse tipo de tatuagem a comportamentos considerados promíscuos, instáveis ou inadequados para relacionamentos.

O fenômeno ganhou dimensão nacional, após a viralização de um vídeo em que uma mulher reproduzia uma tendência em um supermercado, alcançando mais de 8 milhões de visualizações. Nos comentários, a tatuagem foi associada a supostos sinais de alerta comportamentais, evidenciando a disseminação do discurso misógino no ambiente digital.

A simbologia da borboleta acompanha a história da tatuagem ocidental e ganhou popularidade no Brasil a partir dos anos 1990, impulsionada por sua associação à feminilidade e à ideia de transformação.

Pesquisas indicam que adeptos desse tipo de discurso frequentemente se posicionam como vítimas de um suposto “sistema pró-mulheres”, generalizando características negativas e negando atributos como lealdade e confiabilidade às mulheres.

Como reação, iniciativas de resistência surgiram. Um estúdio de tatuagem incentivou mais de 100 mulheres a tatuarem borboletas como forma de ressignificação do símbolo, que passou a representar liberdade, identidade e autonomia.

CNJ determina que audiências de violência doméstica sejam presenciais

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) definiu que audiências em processos de violência doméstica e familiar contra a mulher deverão ocorrer, preferencialmente, de forma presencial. A alteração da Resolução 354/2020 foi aprovada por unanimidade no dia 14 de abril, durante a 5ª Sessão Ordinária de 2026.

Pela nova diretriz, o formato virtual passa a ser admitido apenas em situações excepcionais e devidamente justificadas, com o objetivo de reforçar a proteção das vítimas no ambiente judicial.

O pedido foi apresentado pela advogada Hellen Falcão de Carvalho e tem como base um caso em que uma mulher foi sequestrada pelo companheiro durante um depoimento virtual em abril de 2025. A vítima, de 44 anos, participava da sessão dentro de um veículo e estava sendo mantida como refém pelo agressor, contra quem já havia uma medida protetiva.

O relator, conselheiro Ulisses Rabaneda, apresentou dados alarmantes: 29% das mulheres não reconhecem como violência situações que vivenciam e cerca de 25 milhões estão expostas a contextos de agressão. Em 2025, o país registrou 1.568 vítimas de feminicídio, aumento de 4,7% em relação ao ano anterior, com crescimento acumulado de 14,5% nos últimos cinco anos.

Análise do CNJ reuniu 1.127 feminicídios registrados entre 2021 e 2024, sendo que em 148 casos a mulher já havia acionado o sistema de Justiça e recebido decisão protetiva, que ainda assim não impediu o desfecho letal. O presidente do STF, Edson Fachin, classificou a medida como urgente e relevante.

Escolas brasileiras se mobilizam contra a misoginia que avança entre jovens

Diante da explosão de conteúdos misóginos nas redes sociais e da repercussão de casos de feminicídio e estupros coletivos no país, as escolas estão dando espaço para projetos de combate ao machismo e à misoginia. As iniciativas muitas vezes partem de grupos de alunas, que procuram professores e gestores para relatar o incômodo com o que vivem e presenciam dentro e fora da escola.

Um dos casos emblemáticos ocorreu no Colégio São Domingos, em São Paulo, onde alunos de 14 e 15 anos foram suspensos após criarem, em grupos de WhatsApp, um ranking de colegas com comentários sobre atributos físicos e imagens de teor sexual.

Dados mostram que 17,4% dos casos de bullying têm como motivo o fato de a vítima ser mulher. Já o Fórum Brasileiro de Segurança Pública apurou que 37,5% das mulheres brasileiras sofreram algum tipo de violência entre 2024 e 2025.

Em março de 2025, o SESI-SP lançou o programa Juventudes AntiMisoginia, iniciativa voltada ao combate à discriminação contra as mulheres e à promoção da igualdade de gênero, implantado em 134 escolas e alcançando cerca de 100 mil alunos do 9º ano do fundamental e do ensino médio.

Na esfera legislativa, o PL 6.039/2025 propõe tornar obrigatório o ensino de prevenção à misoginia do 6º ano ao fim do ensino médio em redes pública e privada.

O Reino Unido saiu na frente, pois o Ministério da Educação britânico instituiu a obrigatoriedade de aulas de combate à misoginia a partir de setembro deste ano.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Menino de 6 anos sofre queimaduras após explosão de celular no Recife


 

Um menino de 6 anos ficou ferido após o celular que utilizava explodir na manhã desta terça-feira (21), no bairro da Várzea, Zona Oeste do Recife. A criança sofreu queimaduras em diversas partes do corpo dentro da própria residência.

Segundo informações preliminares, o carregador usado no aparelho já apresentava defeito. A mãe do menino chegou a alertar o filho e tentou impedir o uso do equipamento. No entanto, em um momento de distração, a criança voltou a utilizar o celular na tomada enquanto estava no quarto. Foi nesse instante que ocorreu a explosão, seguida de um princípio de incêndio que atingiu o colchão da cama.

Logo após o acidente, a mãe prestou os primeiros socorros, jogando água fria sobre o menino para aliviar a dor e conter os efeitos das queimaduras. As lesões atingiram mãos, braços, peito e axila. De acordo com as primeiras avaliações médicas, o garoto sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus em cerca de 15% do corpo.

A criança foi inicialmente levada para a UPA da Caxangá e atendida na ala vermelha. Devido à gravidade dos ferimentos, foi transferida para o Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby. Até o momento, não há previsão de alta.

Apesar da gravidade do acidente, o menino permaneceu consciente durante todo o atendimento e apenas reclamou das dores.

Riscos durante uso de celulares

O uso de carregadores de celular também envolve riscos que podem resultar em choques, queimaduras e até mortes. Dados da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade mostram que, apenas no primeiro semestre de 2025, foram registrados 10 acidentes com carregadores de celulares no Brasil, com sete mortes. Em 2024 e 2023 foram cerca de 30 ocorrências, que resultaram em mais de 20 mortes.

Entre os principais fatores de risco estão o uso de carregadores falsificados, o hábito de carregar o celular sobre superfícies inflamáveis, como camas e sofás, e a exposição do aparelho a altas temperaturas. Também é considerado perigoso manusear o celular com as mãos molhadas enquanto ele está conectado à tomada, o que pode facilitar a ocorrência de choques elétricos.

Fonte: Diário de Pernambuco.

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