Julho Amarelo é o nome dado
para a campanha de conscientização das hepatites virais ao longo do
mês. A ideia é aumentar o conhecimento acerca das doenças, além de promover
maior testagem e vacinação.
Atualmente, essas infecções
continuam representando um verdadeiro desafio para o segmento da saúde pública
no Brasil. No Recife, foram mais de 2,6 mil casos de hepatites virais
registrados entre 2015 e 2025, de acordo com dados da Secretaria de Saúde
do Município.
Um dos principais fatores para o
desconhecimento da doença ou falta de diagnóstico é o comportamento
considerado silencioso do vírus, quando dentro do organismo.
Renata Bona, hepatologista do
Hospital Jayme da Fonte, destaca a importância de realizar exames
específicos para a identificação da hepatites, e não apenas procedimentos de
rotina. "É perfeitamente possível conviver com a hepatite B ou C por
muitos anos apresentando exames de rotina normais ou apenas discretas
alterações das enzimas hepáticas, como as transaminases TGO e TGP. Por isso, a
ausência de alterações nos exames laboratoriais convencionais não exclui o
diagnóstico", defende.
Renata Bona, hepatologista do
Hospital Jayme da Fonte - Jonas Quirino/JC Imagem
Qual a diferença entre Hepatites
A, B e C?
- Hepatite A: é uma infecção aguda e, de maneira geral, autolimitada. A grande maioria dos pacientes atinge a recuperação completa sem risco de cronificação, embora o quadro exija maior vigilância em indivíduos idosos ou com condições hepáticas pré-existentes.
- Hepatites B e C: possui grande potencial de evolução para infecções crônicas. Atualmente, os avanços farmacológicos permitem que a Hepatite C apresente taxas de cura superiores a 95% por meio de tratamentos de curta duração e alta eficácia. A Hepatite B, por sua vez, embora nem sempre curável, conta com terapias de controle altamente eficientes, reduzindo significativamente o risco de progressão de danos ao órgão.
Hepatites e os sintomas
silenciosos
A hepatologista do Hospital Jayme
da Fonte destaca que, quando não diagnosticadas e tratadas, as hepatites B e C,
que são crônicas, tendem a evoluir de forma silenciosa ao longo dos anos,
causando uma inflamação contínua no fígado.
"Com o tempo, isso pode
levar à fibrose, cirrose e aumentar significativamente o risco de desenvolvimento
de câncer de fígado, especialmente o carcinoma hepatocelular. Por isso, o
diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são fundamentais para prevenir
essas complicações e melhorar o prognóstico dos pacientes", afirma Renata
Bona.
Quando presentes, os
sintomas iniciais costumam ser inespecíficos e facilmente atribuídos a outras
condições, como fadiga persistente, mal-estar, perda do apetite ou leve
desconforto abdominal.
Os principais sinais de
alerta que costumam surgir com a hepatites, como icterícia (coloração
amarelada), ascite (aumento do volume abdominal) e edemas, acontecem após
o corpo passar anos assintomático, representando um estágio avançado da
doença.
Serviço de hepatologia em
Pernambuco
Quanto à prevenção, a campanha do
Julho Amarelo também destaca a importância da imunização contra
Hepatites. Atualmente, estão disponíveis no Calendário Nacional de
Vacinação vacinas seguras e altamente eficazes contra as hepatites A e B. A
vacina contra a hepatite B é recomendada em um esquema de três doses
e deve ser iniciada logo ao nascer.
Já a imunização para a hepatite
A é direcionada a crianças de até 5 anos incompletos e a grupos de maior
vulnerabilidade clínica. Embora não exista vacina contra a hepatite C, as medidas
preventivas passam pelo não compartilhamento de objetos perfurocortantes e o
uso de preservativos.
Hospital Jayme da Fonte
Reconhecido pela excelência de
seus serviços, o Hospital Jayme da Fonte dispõe de especialistas para
o diagnóstico e acompanhamento das doenças do fígado.
No Jayme da Fonte Diagnóstico é possível realizar exames
hepáticos específicos por meio do equipamento de
ultrassonografia.
A unidade é, ainda, uma das
poucas na América Latina e única no Norte e Nordeste - a realizar a elastografia
hepática 3D, ainda em fase de testes, técnica que permite
uma avaliação ainda mais precisa do fígado, podendo ser particularmente útil
naqueles pacientes com gordura no fígado, para a detecção de processos
inflamatórios mais iniciais.
Fonte: Jornal do Commercio.




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