Culminância da oficina de grafite e pintura

A Associação das Mulheres de Nazaré da Mata (AMUNAM) realizou mais uma atividade enriquecedora por meio do projeto Dando a Volta por Cima: a Oficina de Hip Hop, voltada para crianças e adolescentes atendidos pela instituição.

Rádio Alternativa FM 87.7 - Quando a Voz das Mulheres Vira Rádio

A Rádio Comunitária Alternativa FM 87.7 está profundamente ligada à luta por espaço na comunicação. Sua criação teve como ponto de partida o programa “Espaço da Mulher”, idealizado e apresentado por Eliane Rodrigues.

AMUNAM Como Ponto de Cultura

A Associação das Mulheres de Nazaré da Mata (AMUNAM) se consolida como um importante Ponto de Cultura na Zona da Mata Norte de Pernambuco, destacando-se pela preservação e valorização das tradições populares a partir do protagonismo feminino.

Projeto Dando a Volta por Cima celebra culminância das atividades com muita cultura e tradição junina

Em clima de alegria, tradição e muita animação, as crianças e adolescentes do Projeto Dando a Volta por Cima, realizado pela Associação das Mulheres de Nazaré da Mata (AMUNAM), participaram da culminância das atividades desenvolvidas ao longo do primeiro semestre de 2026.

O silêncio por trás do berço: um olhar para a saúde mental materna


 

Se há uma certeza partilhada por quem acompanha a dor de perto, seja no ambiente corporativo, na vulnerabilidade do cárcere ou na escuta, é a de que a romantização da maternidade continua sendo uma das barreiras mais cruéis para a saúde mental das mulheres.

Enquanto o discurso social celebra a chegada de uma nova vida com imagens de plenitude, nos bastidores da vida, milhares de mães enfrentam uma realidade marcada pela exaustão extrema e pelo adoecimento psíquico.

Esta análise nasce justamente da urgência de cruzar três olhares fundamentais: a sensibilidade do acompanhamento psicológico, as garantias do Direito do Trabalho e a dura realidade da gestão prisional.

Vale mencionar que no cotidiano da advocacia trabalhista, o reflexo prático desse desamparo é crônico. São comuns os relatos de trabalhadoras que retornam da licença-maternidade enfrentando pressões desumanas por produtividade imediata, isolamento ou demissões camufladas sob justificativas financeiras. O mercado de trabalho ignora que as alterações hormonais drásticas e a privação de sono não desaparecem com o fim da estabilidade provisória.

Dados consolidados no monitoramento do Tribunal Superior do Trabalho revelam a persistência desse cenário alarmante: mais de 383 mil mães foram demitidas logo após o fim da licença-maternidade entre 2020 e 2025 (TST, 2026), evidenciando uma exclusão sistemática que atua como forte gatilho para a ansiedade e a depressão.
Na mesma toada, quando o olhar se volta para o sistema prisional , a negligência do Estado atinge seu nível mais agudo. Ali, o rompimento abrupto do vínculo entre mãe e bebê no cárcere escancara que a dignidade da mulher que gera, é sistematicamente violada, evidenciando que a saúde mental materna é tratada como um privilégio, e não como um direito fundamental.

De acordo com os ciclos recentes do Relatório de Informações Penais (RELIPEN / SISDEPEN), o Brasil consolidou a terceira maior população prisional feminina do mundo, composta majoritariamente por mães e principais provedoras do lar, que vivenciam o ciclo gravídico-puerperal sob severa privação de assistência médica e psicológica adequada (BRASIL, 2024- 2025).

Essa violência institucionalizada e a cobrança por uma mãe impecável, punida severamente quando desvia do padrão esperado, encontram eco nas reflexões conceituais da jurista Silvia Pimentel, a mencionada teórica aponta que as estruturas legais e sociais historicamente falham em enxergar a mulher em sua totalidade de direitos, perpetuando estereótipos de gênero que condicionam o valor da mulher ao cumprimento dócil de papéis reprodutivos (PIMENTEL, 2018).

Quando o ordenamento e as instituições falham em proteger essa subjetividade, os números corroboram a gravidade do cenário: monitoramentos de saúde mental pública no Brasil indicam que a depressão pós-parto continua acometendo cerca de 25% das mães brasileiras, estendendo-se frequentemente em sintomas manifestos de 6 a 18 meses após o nascimento do bebê (JORNAL DA USP, 2023).

No entanto, a sociedade prefere abafar esses sintomas sob o manto da "mãe guerreira", um rótulo que serve apenas para mascarar a ausência de políticas públicas e de suporte institucional.

Vale mencionar ainda que esse adoecimento é acentuado por recortes de vulnerabilidade social: pesquisas atualizadas sobre determinantes sociais de saúde reafirmam que a prevalência de transtornos mentais comuns no puerpério é significativamente maior em mães de baixa renda, pretas ou pardas, e com menor suporte socioemocional (FONSECA et al., 2020).

Então, na intersecção com a psicologia, compreende-se que o primeiro passo para conter o adoecimento é validar a exaustão. É urgente capacitar os ambientes institucionais para diferenciar o baby blues (a melancolia passageira dos primeiros dias, que afeta até 80% das puérperas) de um quadro depressivo instalado, que exige intervenção terapêutica, médica e, no campo jurídico, o direito ao afastamento legal para tratamento sem penalizações na carreira, estigmas ou perda de direitos fundamentais.

Fato é que a saúde mental materna não é uma fragilidade individual, é uma questão de estrutura social, de gênero e de direitos. A antropóloga Marcela Lagarde, ao discutir os "cativeiros das mulheres", explica que o isolamento das mães na esfera privada (ou o isolamento literal no ambiente prisional), sem uma rede de apoio real e coletiva, é um fator crônico de sofrimento mental (LAGARDE, 2015). Falha-se coletivamente quando se exige que a mulher trabalhe ou cumpra sua pena como se não tivesse filhos, e crie seus filhos como se não tivesse outras demandas de sobrevivência.

Transformar essa realidade exige acolhimento sem julgamentos e a aplicação rígida dos direitos protetivos em todas as instâncias jurídicas. Cuidar da mente de uma mãe é garantir o direito à dignidade de quem sustenta e gera a vida em sociedade.

Fonte: Diário de Pernambuco.

'O SUS é único, outros países podem aprender com o Brasil', diz Tedros Adhanom, da OMS


 

O primeiro diretor-geral africano da história da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, de 61 anos, ainda tem entregas a fazer antes de finalizar no ano que vem.

Em entrevista ao jornal O Globo, no Rio, ele afirmou que suas prioridades são o avanço na reforma financeira da entidade e a conclusão do anexo do Acordo de Pandemias — o chamado PABs, cuja função é organizar o compartilhamento rápido de informações sobre agentes com potencial pandêmico, além da distribuição justa de medicamentos e vacinas.

No cargo desde 2017, Adhanom enfrentou crises de grande calibre. Uma delas, a Covid-19, maior emergência de saúde do século,e a saída dos Estados Unidos da instituição, no início desse ano. “Eles vão voltar”, avalia.

Além desses temas, o líder tem usado sua voz para reforçar a necessidade de ajuda humanitária para quem está sob os efeitos de conflitos armados. E lembra que o atual surto de Ebola, na República Democrática do Congo (RDC), é difícil de controlar justamente por estar em uma área conflagrada.

Na conversa, ressaltou que esse tema o toca profundamente, pois também cresceu em meio à guerra e lida com efeitos de transtorno de estresse pós-traumático.

“Eu odeio guerras porque sei o que elas significam e o que fazem sentir”, diz.

Ao fim da entrevista, tirou um documento de seu paletó sorridente: “É meu cartão do SUS!”,disse sobre o presente que ganhou na visita ao país, encerrada na quinta-feira.

Qual é o papel que o Brasil pode desempenhar na saúde global?
O Brasil pode ter muitos papéis, mas vou te falar três. Primeiro, a rede de cuidados de saúde do SUS é única. Outros países podem aprender com o Brasil. A segunda parte é que, como você sabe, durante a Covid-19 tivemos um problema de equidade, especialmente de vacinas. E a Fiocruz trabalha com produção local, são milhões de doses. O Brasil pode ajudar nessa falha na distribuição equitativa. Por fim, há o trabalho com o presidente Lula no Acordo de Pandemias, para prevenir as próximas. Ele foi concluído, mas não será ratificado sem o anexo PABS. O Brasil está liderando a negociação e pode contribuir para concluí-la. Para mim, a propósito, a contribuição do Brasil na saúde global é um tema pessoal. Quando fui Ministro da Saúde, tive um benefício na relação com a Fiocruz. Isso foi em 2006. Isso são três coisas numa longa lista, para ser sincero.

O presidente Lula pediu que o senhor falasse sobre o SUS ao presidente Donald Trump. Líderes globais estão prontos para discutir serviços de saúde com acesso geral e gratuitos?
Por conta da minha própria experiência em 2006, eu tenho contado a história do SUS. Não apenas por conta do programa de análise (em parceria com a Fiocruz), mas também quando fui Ministro de Saúde e construía o serviço de saúde primária (na Etiópia), um dos países que escolhi para observar as melhores práticas foi o Brasil.

Então ,o conselho dele não foi necessário… Eu já estava fazendo isso e continuarei fazendo, porque o SUS é muito importante. É baseado na saúde como um direito humano e fundamental. Saúde não é para poucos nem para a maioria. Saúde é para todos.

O senhor esteve no Brasil para a Conferência Internacional de Aids. Os registros de novos casos de HIV, embora em queda, estão longe da meta do fim da epidemia global para 2030. Acha que ainda temos chance de finalizar a emergência até lá?
O número de casos caiu mais de 40% desde 2010. O progresso é incrível. E temos hoje o lenacapavir (um medicamento de prevenção que permite a proteção por meses), que vai trazer uma mudança de cenário. Mesmo com tudo isso, nossa preocupação é com o corte de financiamentos.

Como o fim de programas dos Estados Unidos… Não só dos EUA, mas de muitos países. Normalmente se fala do corte de recursos dos EUA, mas outros países também o fizeram. Isso vai reverter os ganhos. Estamos muito, muito preocupados.O progresso foi significativo, mas será afetado. Então, diante dos cortes de financiamento, da tensão geopolítica em geral e da fraqueza na liderança global, não acho que vamos alcançar esse objetivo de 2030. Me desculpe, tenho que lhe dar essa má notícia. Nesse ambiente atual, será muito difícil. Precisamos começar a pensar em outra estratégia que vá além de 2030.

Qual população pode ser mais afetada por cortes de financiamento?
Os países que podem ser mais afetados são os países em conflito, porque a necessidade humanitária é muito alta. No Sudão, 33 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária. Na Ucrânia são 10 milhões. Em Gaza, a população toda, então 2,1 milhões. Essas pessoas precisam de apoio diário. Qualquer corte de fundos as afeta diretamente. E mesmo os países em desenvolvimento são afetados. Muitos países, porém, dizem que agora devem usar essa crise para encontrar soluções locais.

O senhor esteve recentemente na República Democrática do Congo, onde há uma crise de Ebola. O que viu lá e o que acha que vai acontecer na região?
A situação é profundamente preocupante. O vírus teve vantagem no começo porque circulava sem ser detectado. E essa vantagem se mantém pela complexidade do ambiente em que a epidemia acontece, com conflitos e pessoas desalojadas. E há fome lá. Quando você fala de Ebola para eles, a resposta é: “Ok, mas nós temos fome. E o conflito? Vão nos ajudar a ter a paz?”. O sistema de saúde é muito fraco, difícil de detectar os casos. Para controlar o surto, temos aspectos técnicos necessários. Só que precisamos de acesso (às pessoas); um cessar-fogo ali seria útil. Porque sem isso é difícil até detectar quem teve contato com pessoas infectadas. Se não acelerarmos as ações para andar na frente do vírus, ele pode se espalhar para países vizinhos,como o Sudão do Sul. Ao mesmo tempo, quero dizer que para o resto do mundo é baixo. Não há motivo para pânico se você conhece a história do Ebola. Desde 1976 apenas 30 casos foram identificados fora de suas áreas de crise.

É mais difícil obter doações para trabalhar em áreas com risco humanitário?
Sim, quando há uma emergência, o fluxo de financiamento melhora, porque as pessoas ficam em pânico. Em situações crônicas, o fundo de financiamento fica mais lento. A gente, como OMS, tem que ajudar as pessoas a lidar com todos os problemas de saúde que tiverem, sejam quais forem. Se não, é como ouvi de uma pessoa: “não é um apoio porque se importam,mas porque estão com medo de que o problema (de saúde) atravesse fronteiras e afete o resto do mundo”.

O senhor teve de lidar com os efeitos de uma guerra na sua infância. Como é rever crianças em situação semelhante?

Essa é a parte mais difícil. Quando criança, eu vivi a guerra. Posso sentir como crianças em situação de guerra se sentem. Seja em Gaza, Sudão, Iêmen, na Ucrânia…Você deve conhecer o transtorno de estresse pós-traumático (Tept). Quando vejo sofrimento dessas pessoas em áreas de conflito, minhas memórias desses momentos tornam-se muito claras. Posso senti-las. É por isso que eu digo: a paz é o melhor remédio. Eu sempre digo que os mais corajosos escolhem a paz. Qualquer conflito que exista, há sempre uma solução política. Eu odeio guerras porque sei o que elas significam e o que fazem sentir.

O legado da Covid-19 para a agência é positivo ou negativo?

Não vejo as coisas em termos de legado. Vejo em termos de: vamos fazer tudo o que for possível quando há problemas a resolver. Tentamos e fizemos nosso melhor. Informamos o mundo com base em evidências. Claro, há desafios e fraquezas. E aprendemos com eles. São dez áreas que identificamos para melhorar a preparação global para o futuro. Um desses é que a capacidade de produção (de medicamentos e vacinas) dos países é fraca. Entre outros. É por isso que precisamos do Acordo de Pandemias. Quando acontece uma pandemia, você faz o seu melhor, com base no que a ciência evolui, e depois aprende lições com isso. E o mundo estará melhor preparado com o acordo de pandemia como PABS, que o Brasil lidera as negociações. Quero inclusive agradecer ao Brasil por sua liderança.

O senhor está em seu último ano no cargo. Quais são suas últimas tarefas?
O senhor promoveu diversas reformas no funcionamento da entidade… Focarei, nesse último ano, na sustentabilidade financeira da OMS. Porque apenas se você é financeiramente independente, você é realmente independente. Até mesmo como indivíduo. A OMS tem sido dependente de doadores individuais há muitos anos. Por isso propusemos diversificar nossa base de doadores. Uma das medidas foi pedir aos estados-membros para aumentar a taxa que eles pagam. O orçamento total financiado por eles passou de 14% para 50%. Duas parcelas já foram pagas pelos países, em 2023 e 2025. Eles concordaram em pagar cinco; faltam três. É uma reforma de 2017 a 2031. Esse é meu foco. E o outro foco é a conclusão do PABS no acordo de pandemia.

Acha que a saída dos EUA é reversível?

Sim, eles vão voltar. Eu estava em Tenerife quando ajudamos na situação do surto de hantavírus em um navio. Fizemos as evacuações médicas. E a maioria dos passageiros ali era do Reino Unido e dos EUA… Mesmo que eles (os EUA) queiram ir, não vão conseguir. Porque a humanidade está mais próxima do que nunca. A única opção que você tem nesse cenário é lutar como um inimigo comum, como um vírus, juntos. Não tem como sair dessa plataforma criada há 80 anos. Mesmo que não nos deem dinheiro, os apoiaremos. Nossa missão é a humanidade. Espero que reconsiderem e voltem. Eles não têm boas razões para sair. Todas as razões que eles dão na ordem executiva (do Governo Trump, para deixar a entidade) não são boas para sair. Eles falam que não fizemos reformas, mas as reformas que temos feito nos ajudaram, inclusive, a lidar com a saída deles.

Fonte: Folha de Pernambuco.

"Eles vão tentar interferir aqui", declara Lula sobre EUA nas Eleições 2026


 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pré-candidato à reeleição, apontou que os Estados Unidos deverão interferir nas Eleições 2026 em favor de seu principal adversário, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). "Eles vão tentar interferir aqui, vão tentar ajudar o lado de lá a ganhar as eleições", afirmou Lula, em entrevista ao podcast Inteligência Ltda, nesta quinta-feira (30).

Após mais de uma hora de bate-papo com o quadrinhista Rogério Vilela, entrevista concedida com exclusividade no Palácio da Alvorada e a primeira do presidente desde o início das convenções partidárias, em 20 de julho, Lula deixou de lado a postura amena adotada até ali para criticar o governo dos EUA. De acordo com o presidente, tanto Donald Trump quanto o seu secretário de Estado, Marco Rubio, já declararam essa posição, mas afirmou não se preocupar.

"Eles querem que a América Latina volte a ser o quintal dos EUA", disse o presidente. Lula disse ter uma boa relação com Donald Trump, em alusão aos encontros de setembro e outubro de 2025 e, ao mais recente, em 6 de maio. "Eu fui na reunião com o Trump e entreguei quatro documentos para ele: para combater o crime organizado, o narcotráfico, para a questão do comércio e a exploração de terras raras e minerais críticos", destacou. "[Eu disse] Leve para casa e leia à noite."

Apesar disso, desde o ano passado, as relações diplomáticas entre EUA e Brasil têm sido marcadas por imposições de tarifas às exportações brasileiras. Sem citar nomes diretamente, Lula voltou a associar o chamado "tarifaço" norte-americano sobre o país ao clã Bolsonaro. "Você veja, os 'filho' do Satanás foram para os Estados Unidos trabalhar contra o Brasil", disse. Em 26 de maio, Flávio e Eduardo Bolsonaro tiveram um encontro extraoficial em Washington.

Perguntado sobre o novo tarifaço, o presidente repetiu que o Brasil adotará o enfrentamento. "Nós vamos combater elas", declarou. Antes mesmo do dia 23 de julho, quando entrou em vigor a nova lista de produtos com sobretaxa de 25% para exportação aos EUA, o governo federal já havia anunciado um pacote de medidas para mitigar o impacto sobre os setores produtivos nacionais, como o programa Brasil Soberano 2.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Após queda de teto no Hospital da Restauração, governo abre investigação e interdita setor


 

Uma série de medidas foram anunciadas pelo governo de Pernambuco, nesta quarta-feira (29), após o desabamento de parte do forro do teto da Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) do Hospital da Restauração (HR), no Recife, que atingiu uma paciente recém-operada.

Entre as providências estão a abertura de uma investigação administrativa, a realização de perícia pela Polícia Científica, a interdição parcial do setor para revisão estrutural e uma auditoria para verificar as causas do acidente e eventuais responsabilidades.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), a paciente foi submetida a uma nova cirurgia de urgência após ser atingida pelos destroços e permanece estável, recebendo assistência de uma equipe multidisciplinar. A pasta informou ainda que os familiares foram acolhidos por profissionais de assistência social e psicologia.

A direção do Hospital da Restauração registrou boletim de ocorrência e o local passará por perícia da Polícia Científica. Paralelamente, a Secretaria da Controladoria-Geral do Estado (SCGE) instaurou uma auditoria para identificar as circunstâncias do desabamento e apurar se as obras de requalificação em andamento na unidade têm alguma relação com o incidente.

De acordo com o governo, o setor onde ocorreu o acidente ainda não havia passado por intervenções estruturais. Caso a auditoria identifique vínculo entre o desabamento e os serviços executados no hospital, a empresa responsável pela manutenção predial será notificada para prestar esclarecimentos.

Enquanto a perícia é realizada, parte da Sala de Recuperação Pós-Anestésica permanecerá interditada para intervenções estruturais e revisão completa do teto. Os pacientes que estavam no espaço foram transferidos para outros setores da unidade.

"Diante da complexidade do ocorrido, a equipe de auditoria de obras da Controladoria foi acionada para realizar uma inspeção e uma auditoria, com o objetivo de apurar eventuais responsabilidades. Ao final dos trabalhos, será produzido um relatório que permitirá identificar as causas do ocorrido e as responsabilidades envolvidas, sejam de servidores, sejam da empresa contratada. A partir desse relatório, será instaurado o competente processo apuratório, observando todos os trâmites do devido processo administrativo", afirmou o controlador-geral do Estado, Renato Cirne.

"A prioridade da Secretaria de Saúde é, sempre, a vida e a segurança de pacientes, profissionais e de todos que passam pelo Hospital da Restauração. Estamos acompanhando de perto a paciente e garantindo todo o cuidado necessário até a sua plena recuperação. Ao mesmo tempo, estamos apurando os fatos e tomando as providências necessárias, como a revisão do teto do setor. Além disso, a família da paciente também foi acolhida e orientada", afirmou a secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti.

A gestão estadual destacou que investe cerca de R$ 168 milhões na ampliação e recuperação do Hospital da Restauração. Os 6º e 8º andares já foram entregues requalificados e climatizados, e as obras seguem em diferentes frentes entre o térreo e o 5º andar.

Caso recente

Em maio deste ano, o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) realizou uma fiscalização no Hospital da Restauração após o desabamento de parte do forro do teto do 7º andar e um vazamento causado por problemas no sistema hidráulico da unidade.

Durante a vistoria, o órgão constatou que o teto da área afetada havia sido recuperado provisoriamente e que a direção do hospital autorizou uma obra preventiva para substituir forros com risco de queda em até 30 dias. Na ocasião, a gestão informou que não houve feridos e que a enfermaria atingida já havia sido reativada.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Clínicas de Pernambuco aderem a programa para ampliar consultas e cirurgias no SUS


 

Pernambuco integra a nova etapa de adesões ao componente Crédito Financeiro do programa Agora Tem Especialistas, do Governo Federal. O Ministério da Saúde publicou, na última sexta-feira (24), 101 novos contratos que somam R$ 327,4 milhões em serviços especializados destinados a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). No estado, foram registrados cinco novos contratos, além da entrada de duas novas instituições privadas e filantrópicas para reforçar a rede de atendimento.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), as novas adesões são da Clínica do Cabo de Santo Agostinho e da Clínica de Vitória de Santo Antão, que passam a ofertar serviços especializados pelo programa.

Pernambuco tem outros hospitais e clínicas que já possuem termo de execução assinado entre as três partes envolvidas no programa, sendo eles o Imip, Hospital Maria Lucinda, SEOPE, Max Day, Santa Casa de Misericórdia, Clínica de Olhos de Caruaru, Medianeiras da Paz, Palmira Sales e Memorial Pernambuco. Os serviços ofertados incluem cirurgias eletivas diversas e cuidado integrado.

Nacionalmente, Pernambuco aparece entre os estados com maior número de novos contratos, ao lado da Bahia e do Piauí, com cinco adesões. São Paulo lidera a lista, com 20 contratos, seguido pelo Rio Grande do Sul (14), Minas Gerais (9), Paraná (8) e Santa Catarina (7).

Lançado pelo Governo Federal e regulamentado pela Lei nº 15.233/2025, o programa Agora Tem Especialistas foi criado para ampliar e acelerar o acesso da população a consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados pelo SUS, reduzindo as filas de espera.

Uma das estratégias do programa é utilizar a capacidade instalada de hospitais privados, filantrópicos e clínicas especializadas para ampliar a oferta de atendimento à rede pública. No componente Crédito Financeiro, as instituições contratadas oferecem serviços especializados ao SUS em troca de créditos financeiros previstos pelo programa.

Com a nova rodada de adesões, o componente passa a acumular R$ 730,5 milhões em serviços contratados em todo o país.

Hemodiálise passa a integrar programa

Pela primeira vez, prestadores de Terapia Renal Substitutiva (TRS) também passam a integrar o componente Crédito Financeiro. Foram habilitadas 58 instituições de 20 estados, que juntas responderão por R$ 155,6 milhões em serviços voltados ao atendimento de pacientes com doença renal crônica.

Os outros R$ 171,8 milhões anunciados nesta etapa serão destinados à contratação de hospitais privados e filantrópicos de 12 estados para a realização de consultas, exames e procedimentos especializados pelo SUS nas áreas de oncologia, oftalmologia, diagnóstico por imagem, saúde da mulher e cirurgias.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Hepatites virais: saiba tudo sobre prevenção, vacinação e diagnóstico


 

Julho Amarelo é o nome dado para a campanha de conscientização das hepatites virais ao longo do mês. A ideia é aumentar o conhecimento acerca das doenças, além de promover maior testagem e vacinação.

Atualmente, essas infecções continuam representando um verdadeiro desafio para o segmento da saúde pública no Brasil. No Recife, foram mais de 2,6 mil casos de hepatites virais registrados entre 2015 e 2025, de acordo com dados da Secretaria de Saúde do Município.

Um dos principais fatores para o desconhecimento da doença ou falta de diagnóstico é o comportamento considerado silencioso do vírus, quando dentro do organismo.

Renata Bona, hepatologista do Hospital Jayme da Fonte, destaca a importância de realizar exames específicos para a identificação da hepatites, e não apenas procedimentos de rotina. "É perfeitamente possível conviver com a hepatite B ou C por muitos anos apresentando exames de rotina normais ou apenas discretas alterações das enzimas hepáticas, como as transaminases TGO e TGP. Por isso, a ausência de alterações nos exames laboratoriais convencionais não exclui o diagnóstico", defende.

Renata Bona, hepatologista do Hospital Jayme da Fonte - Jonas Quirino/JC Imagem

Qual a diferença entre Hepatites A, B e C?

  • Hepatite A: é uma infecção aguda e, de maneira geral, autolimitada. A grande maioria dos pacientes atinge a recuperação completa sem risco de cronificação, embora o quadro exija maior vigilância em indivíduos idosos ou com condições hepáticas pré-existentes.
  • Hepatites B e C: possui grande potencial de evolução para infecções crônicas. Atualmente, os avanços farmacológicos permitem que a Hepatite C apresente taxas de cura superiores a 95% por meio de tratamentos de curta duração e alta eficácia. A Hepatite B, por sua vez, embora nem sempre curável, conta com terapias de controle altamente eficientes, reduzindo significativamente o risco de progressão de danos ao órgão.

Hepatites e os sintomas silenciosos

A hepatologista do Hospital Jayme da Fonte destaca que, quando não diagnosticadas e tratadas, as hepatites B e C, que são crônicas, tendem a evoluir de forma silenciosa ao longo dos anos, causando uma inflamação contínua no fígado.

"Com o tempo, isso pode levar à fibrose, cirrose e aumentar significativamente o risco de desenvolvimento de câncer de fígado, especialmente o carcinoma hepatocelular. Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são fundamentais para prevenir essas complicações e melhorar o prognóstico dos pacientes", afirma Renata Bona.

Quando presentes, os sintomas iniciais costumam ser inespecíficos e facilmente atribuídos a outras condições, como fadiga persistente, mal-estar, perda do apetite ou leve desconforto abdominal.

Os principais sinais de alerta que costumam surgir com a hepatites, como icterícia (coloração amarelada), ascite (aumento do volume abdominal) e edemas, acontecem após o corpo passar anos assintomático, representando um estágio avançado da doença.

Serviço de hepatologia em Pernambuco

Quanto à prevenção, a campanha do Julho Amarelo também destaca a importância da imunização contra Hepatites. Atualmente, estão disponíveis no Calendário Nacional de Vacinação vacinas seguras e altamente eficazes contra as hepatites A e B. A vacina contra a hepatite B é recomendada em um esquema de três doses e deve ser iniciada logo ao nascer.

Já a imunização para a hepatite A é direcionada a crianças de até 5 anos incompletos e a grupos de maior vulnerabilidade clínica. Embora não exista vacina contra a hepatite C, as medidas preventivas passam pelo não compartilhamento de objetos perfurocortantes e o uso de preservativos.

Hospital Jayme da Fonte 

Reconhecido pela excelência de seus serviços, o Hospital Jayme da Fonte dispõe de especialistas para o diagnóstico e acompanhamento das doenças do fígado. No Jayme da Fonte Diagnóstico é possível realizar exames hepáticos específicos por meio do equipamento de ultrassonografia. 

A unidade é, ainda, uma das poucas na América Latina e única no Norte e Nordeste - a realizar a elastografia hepática 3D, ainda em fase de testes, técnica que permite uma avaliação ainda mais precisa do fígado, podendo ser particularmente útil naqueles pacientes com gordura no fígado, para a detecção de processos inflamatórios mais iniciais.

Fonte: Jornal do Commercio.

TSE divulga histórico da fabricação das urnas após nova ofensiva contra sistema eleitoral


 

Um levantamento elaborado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que quatro empresas foram responsáveis pela fabricação das urnas eletrônicas utilizadas no Brasil ao longo dos últimos 30 anos.

Desde a adoção do voto eletrônico, em 1996, foram produzidos 1.487.115 equipamentos, distribuídos em 14 modelos diferentes, sempre a partir de um projeto desenvolvido pela própria Justiça Eleitoral e executado por empresas vencedoras de licitação.

O funcionamento das urnas eletrônicas voltou ao centro do debate político neste ano depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, citou dados falsos sobre os equipamentos usados para as eleições durante uma reunião com embaixadores estrangeiros na semana passada.

As declarações motivaram uma representação apresentada ao TSE pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), que acusa o parlamentar de divulgar desinformação sobre o sistema eleitoral.

De acordo com o TSE, o equipamento não é adquirido como um produto pronto disponível no mercado e o projeto pertence integralmente à Justiça Eleitoral, que estabelece todas as especificações técnicas e de segurança a serem seguidas pelas fabricantes.

Atualmente, os modelos mais recentes — UE2020 e UE2022 — são fabricados pela Positivo Tecnologia. Antes dela, a Diebold/Diebold Procomp produziu oito gerações de urnas, entre os modelos de 2004 e 2015. Já a Unisys Brasil foi responsável pela primeira urna eletrônica utilizada no país, em 1996, além do modelo de 2002. A Procomp Indústria Eletrônica fabricou os equipamentos lançados em 1998 e 2000.

Na semana passada, diante de uma plateia de diplomatas, Flávio Bolsonaro mencionou dados inverídicos sobre a atuação da empresa venezuelana Smartmatic no Brasil. A Smartmatic, entretanto, não fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras.

Há quase uma década, em 2017, quando a informação falsa começou a viralizar nas redes pela primeira vez, o TSE publicou uma nota a desmentindo.

“As urnas eletrônicas brasileiras foram projetadas por técnicos a serviço da Justiça Eleitoral e são produzidas, sob a sua direta coordenação, por empresas selecionadas por meio de processos licitatórios públicos e de ampla concorrência”, dizia a nota do TSE.

No levantamento, o TSE destaca que a troca de fabricantes ao longo dos anos ocorre por meio de processos licitatórios. A empresa vencedora passa a produzir um equipamento concebido previamente pelo TSE, seguindo um edital que reúne mais de 500 páginas de requisitos técnicos e de segurança. Após a aprovação do protótipo, toda a etapa de fabricação e testes é acompanhada por servidores e técnicos da Justiça Eleitoral.

Desde 1996, as urnas eletrônicas passaram por sucessivas atualizações de hardware e software, mantendo, segundo o TSE, a arquitetura de segurança desenvolvida no Brasil e de propriedade exclusiva da Justiça Eleitoral.

Fonte: Folha de Pernambuco.

Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais alerta para prevenção


 


O Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado nesta terça (28), é o ponto alto da campanha nacional Julho Amarelo, destinada a promover a conscientização da população sobre a prevenção, diagnóstico e tratamento dessas doenças. O mês foi instituído no Brasil em 2019, pela Lei nº 13.802/2019.

As hepatites virais causam uma inflamação aguda ou crônica do fígado. Elas são classificadas pelo tipo de vírus: A, B, C, D (Delta) e E. No Brasil, as hepatites mais encontradas são as causadas pelos vírus A, B e C.

A doença, na maioria das vezes, avança sem demonstrar sintomas por longos períodos. Em muitos pacientes, os sintomas são confundidos com problemas comuns do dia a dia, como fadiga, mal-estar geral e perda de apetite.

O doutor em Hepatologia pela Universidade de São Paulo (USP), diretor da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), Adriano Moraes, detalha que, somente em fases mais avançadas, podem surgir sinais como pele e olhos amarelados, urina escura, fezes claras, dor abdominal e coceira.

“O fígado sofre em silêncio. A maioria das hepatites e doenças hepáticas não causa dor nem sintomas no início. O fígado tem uma grande reserva funcional e isso explica porque ele pode sofrer inflamação por muitos anos sem produzir sintomas evidentes”, explicou o hepatologista.

As hepatites virais podem se tornar crônicas e causar complicações graves, como cirrose e câncer de fígado. No caso da hepatite B, o risco de câncer ocorre predominantemente em pacientes com cirrose.

“Esses pacientes tendem a ter maior mortalidade devido à descompensação da doença, além de boa parte desses pacientes vir a necessitar de um transplante de fígado”, detalha Adriano Moraes.

Prevenção
O alerta anual do Julho Amarelo é para realização do diagnóstico e do tratamento precoces das hepatites virais, reduzindo a inflamação e os riscos de cirrose e câncer de fígado. Os pacientes não-tratados podem evoluir em 30% a 40% para cronicidade e suas complicações ao longo da vida, de acordo com a Sociedade Brasileira de Hepatologia.

A SBH afirma à Agência Brasil que apoia e incentiva a campanha de conscientização de forma descentralizada em todo o território nacional e estimula seus médicos associados a realizarem ações diretamente em seus municípios. Além disso, a sociedade médica diz que atua como uma fonte de informação e orientação de saúde para o público geral.

As principais recomendações da sociedade científica são prevenção por meio da vacinação; testagem e cuidados comportamentais e de higiene.

A imunização varia de acordo com o tipo do vírus. A vacinação contra hepatite B é recomendada para todas as pessoas, especialmente profissionais de saúde, pessoas com múltiplos parceiros sexuais, pessoas que convivem com o HIV, renais crônicos e imunodeprimidos, de uma forma geral.

Já a vacina da hepatite A está indicada em crianças, homens que fazem sexo com homens e viajantes para áreas endêmicas.

O médico Adriano Moraes enfatiza que é preciso evitar o compartilhamento de itens pessoais e perfurocortantes e fazer uso contínuo de preservativos, especialmente para proteção sexual contra hepatite B.

“Deve-se orientar uso de preservativos na prevenção da hepatite B e nunca compartilhar agulhas, seringas, alicates de unha, lâminas de barbear e escovas de dentes.”

Outra medida considerada fundamental pela entidade é a testagem para a detecção precoce das infecções virais. “Toda pessoa deve ser testada pelo menos uma vez para as hepatites B e C, especialmente, as pessoas acima dos 40 anos”, explica o especialista.

Além disso, o hepatologista defende a testagem rápida para as hepatites B e C para públicos prioritários. 

“Pessoas que já utilizaram drogas injetáveis ou inaladas, pessoas que convivem com o HIV, homens que fazem sexo com homens, pessoas com múltiplos parceiros sexuais, pacientes privados de liberdade, gestantes, parceiros sexuais de pessoas com hepatite B ou C, pessoas em hemodiálise, profissionais expostos a sangue, pessoas com tatuagens e piercing e pessoas com alterações persistentes em enzimas hepáticas, por exemplo”, listou.

Gestantes
Como as hepatites B e C podem ser transmitidas da gestante para o filho durante a gravidez ou no momento do parto, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) aponta o diagnóstico precoce, por meio de exames de sangue incluídos na rotina do pré-natal, representa uma das principais estratégias para prevenir complicações.

O presidente da Comissão Nacional Especializada em Doenças Infectocontagiosas da Febrasgo, o ginecologista Regis Kreitchmann, esclarece que identificar precocemente a presença do vírus permite adotar medidas capazes de proteger tanto a gestante quanto o recém-nascido.

"São exames simples, rápidos e acessíveis. Quanto mais cedo a infecção for identificada, maiores são as possibilidades de proteger a mãe e evitar a transmissão para o bebê", ressalta o médico.

“O grande problema da transmissão vertical é que o bebê contaminado tem uma chance muito maior de desenvolver hepatite crônica, o que pode comprometer sua saúde no futuro. Por isso, prevenir essa transmissão é uma prioridade da assistência pré-natal", afirmou o Dr. Regis Kreitchmann.

Entre as hepatites que podem acometer a gestação, apenas a hepatite B possui vacina.

Principais desafios

A Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) cita alguns dos principais gargalos no acesso ao tratamento:

  • a baixa cobertura vacinal: mesmo com a vacina contra a hepatite B disponível gratuitamente no SUS, a adesão da população continua abaixo do ideal;
  • a taxa baixa de diagnóstico;
  • o acesso limitado a exames;
  • a demora no encaminhamento de pacientes diagnosticados para um médico especialista;
  • a distância dos centros de referência no tratamento das hepatites virais;
  • as desigualdades regionais entre estados e municípios;
  • o abandono de atendimento, pela dificuldade de manter o acompanhamento contínuo de pacientes já diagnosticados, com destaque para a população privada de liberdade e usuários de drogas ilícitas.

Incidência e óbitos no Brasil

Segundo o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2025 do Ministério da Saúde, o Brasil confirmou 826.292 casos entre 2000 e 2024.

Destes, a hepatite C respondeu por 41,5% das notificações nacionais, 342.328 casos; seguida pela hepatite B (36,6%, ou 302.351 casos) e pela hepatite A (21,2%, 174.977 ocorrências).

Os demais registros do boletim são: 4.722 casos (0,6%) de hepatite D e 1.914 (0,1%) causados pelo vírus E.

No período descrito, a Região Nordeste concentrou a maior proporção das infecções pelo vírus A (29,2%). Na Região Sudeste, foram verificadas as maiores proporções dos vírus B e C, com 34,0% e 57,7%, respectivamente; enquanto na Região Sul foram 30,9% e 27,0%. Por sua vez, a Região Norte acumula 72,4% do total de casos de hepatite D (ou Delta).

No período de 2000 a 2024, foram identificados no Brasil, pelo Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), 49.999 óbitos por causas básicas e 45.959 óbitos por causas associadas às hepatites virais dos tipos A, B, C e D.

Desses óbitos, 1,5% foram relacionados à hepatite viral A; 22,0%, à hepatite B; 75,3%, à hepatite C; e 0,9%, à hepatite D.

Sobre as hepatites A, B, C e E

Cada tipo de hepatite tem suas próprias formas de transmissão, sintomas e tratamentos.

As hepatites A e E, geralmente, são transmitidas por meio de alimentos ou água contaminados, via conhecida como fecal/oral, e mais raramente pela via sanguínea. Ressalta-se, entretanto, o aumento do número de casos de hepatites A por meio de práticas sexuais que viabilizam o contato fecal oral.

Por sua vez, as infecções dos tipos B, C e D são transmitidas pelo contato com fluidos corporais infectados, como sangue, incluindo relações sexuais desprotegidas e, também da mãe para o filho, durante a gestação.

Para mais informações, o Ministério da Saúde disponibiliza o Guia para Eliminação das Hepatites Virais, documento com diretrizes e estratégias que visam à erradicação das hepatites virais no Brasil até 2030.

Fonte: Folha de Pernambuco.

Risco de disseminação do ebola pelo mundo é baixo, diz Tedros Adhanom


 

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira (27) que é baixo o risco de disseminação do vírus ebola da Repúlica Democrática do Congo (RDC) para o resto do mundo. Um surto da doença assola o país africano há alguns meses.

Mais de 3 mil casos da doença foram confirmados desde maio deste ano, quando o atual surto de ebola foi declarado. Cerca de 1,4 mil pessoas morreram. A maioria das vítimas foi observada na RDC, mas a doença também se espalhou para a vizinha Uganda.

“O risco para o resto do mundo ainda é baixo. Como o ebola é transmitido por contato intenso e não pelo ar, como a covid, não esperamos que se transforme em uma pandemia, pela própria natureza [do vírus]”, disse Ghebreyesus, em visita ao Rio de Janeiro.

Ele lembra que, desde que o ebola foi descoberto, há 50 anos, houve apenas 30 casos fora das regiões de surto da doença, na África. O diretor da OMS ressalta, no entanto, que o risco para os países da região é alto, destacando o fato de a doença ter chegado a Uganda.

“Estamos tentando conter [o surto] na RDC, mas a situação ainda é preocupante. O governo [congolês] está tentando o seu melhor. Os parceiros estão ajudando, mas precisamos fazer ainda mais”, afirmou. “Uganda está lidando com isso [a doença] e está com ela sob controle”.

Segundo ele, a resposta à doença está sendo dificultada pelo fato de a região focal do surto, no leste congolês, estar sofrendo com conflitos armados.

“Então, a resposta ao ebola é muito difícil. Além disso, por causa do conflito armado, há o deslocamento e milhões de pessoas estão em acampamentos”.

Doutor Honoris Causa

Tedros Adhanom Ghebreyesus foi homenageado nesta segunda-feira, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com um título de doutor honoris causa da instituição.

“A Fiocruz é um líder em equidade sanitária e um líder na cooperação Sul-Sul. E também um farol de esperança não apenas para a América Latina, em termos de pesquisa e excelência científicas, como para o resto do mundo”, disse.

Fonte: Diário de Pernambuco.

ONU teme repique da aids com queda de financiamento no combate ao HIV


 

O financiamento internacional no combate ao HIV caiu cerca de 20% no ano passado, alertou a ONU nesta segunda-feira (27), durante a Conferência Internacional sobre a Aids no Rio de Janeiro, anunciando para o risco de um repique no número de casos.

O financiamento mundial para o combate ao HIV nos países de renda baixa e média recuou 18% no ano passado, segundo um relatório do UNAIDS. Desde 2011, o porte dos países europeus diminuiu 58%, segundo o relatório.

Os Estados Unidos reduziram drasticamente seu orçamento de ajuda internacional após a volta do presidente Donald Trump à Casa Branca, em 2025, mas vários países europeus, como França, Alemanha e Reino Unido, também o fizeram.

A resposta mundial contra o HIV, vírus causador da aids, "está se esgotando por completo", após a maior redução do financiamento registrado em décadas, declarou à AFP Angeli Achrekar, diretora-executiva-adjunta do programa UNAIDS.

“Se não fizermos uma frente comum como pensamos fazer no passado, assistiremos a um ressurgimento” do HIV, alertou, ao destacar o aumento das infecções em algumas regiões.

Para os especialistas, ainda é muito cedo para mensurar plenamente as consequências das cortes. Embora o número de novos casos e mortes relacionadas à aids tenha caído em 2025 ao seu nível mais baixo em três décadas, as novas infecções aumentaram em 21 países, segundo o UNAIDS.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Move Brasil: financiamento de moto e bicicleta começa nesta segunda (27)


 

As agências bancárias e instituições financeiras credenciadas começam a ofertar nesta segunda-feira (27), as linhas de financiamento de moto, motoneta, ciclomotor ou bicicleta elétrica produzidos no país, com condições facilitadas pelo programa Move Brasil.

A política pública permite que entregadores ciclistas, motoapps, mototaxistas e motofretistas profissionais acessem financiamento para trocar seus veículos por modelos novos e mais sustentáveis.

Para fazer o pedido de financiamento é necessário já estar cadastrado no programa, por meio da conta gov.br. Também é necessário já ter recebido a confirmação de que é elegível ao Move Brasil, emitida em até 5 dias úteis.

Após essas etapas, o trabalhador já pode ir à Caixa, Banco do Brasil ou outra instituição financeira credenciada para análise de crédito e contratação do financiamento. É necessário que o veículo escolhido para financiar seja produzido no Brasil, a partir de 2024.

De acordo com as regras do programa, o recurso é liberado diretamente ao fornecedor do bem. A aprovação do financiamento é sujeita à análise de credito do banco ou instituição financeira, que define os documentos necessários para o pedido de financiamento.

Após a contratação, o trabalhador só começará a pagar as parcelas em 60 dias e o prazo para pagar o valor adquirido é até 4 anos, com juros de 0,99% ao mês para homens e 0,91% ao mês para mulheres.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Brasil e Argentina enfrentam crise diplomática após 'ofensas' de Milei


 

Uma crise diplomática entre o Brasil e a Argentina escalou depois que Brasília chamou para consultas, neste domingo (26), seu embaixador em Buenos Aires pelas "ofensas" na véspera do presidente argentino, Javier Milei, contra seu homólogo, Luiz Inácio Lula da Silva, e outras autoridades brasileiras durante a convenção do Partido Liberal (PL), em São Paulo.

Depois desta medida, que costuma ser tomada frente a problemas bilaterais com outro Estado, o ultraliberal Milei dobrou a aposta e acusou o "governo do Brasil" de ter financiado uma suposta "campanha anti-argentina", sem apresentar provas.

Sem mencioná-los diretamente, o ultraliberal Milei se referiu ao presidente Lula como "presidiário" e "ladrão" e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes como "lixo careca", durante o ato no sábado, no qual foi oficializada a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato às eleições presidenciais de outubro.

"O embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, foi chamado para consultas (...) em razão das ofensas proferidas pelo presidente argentino", disse à AFP um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores brasileiro.

Milei "ofendeu dois Poderes, o povo e a democracia brasileiras", disse à AFP uma fonte da diplomacia brasileira.

Figura da direita latino-americana, Milei advertiu no evento, ao lado de seu aliado, Flávio Bolsonaro, para "o risco Lula" nas eleições e pediu para o Brasil sair de "sua submissão ao esquerdista".

Depois do chamado a consultas do embaixador brasileiro, Milei voltou a se referir ao Brasil, país vizinho e parceiro estratégico da Argentina.

"Quem pôs mais dinheiro nesta campanha anti-argentina... O governo do Brasil. Vinte e cinco por cento dos recursos saíram do governo do Brasil", afirmou Milei à rádio local Mitre, em uma aparente alusão às criticas contra seu país nas redes sociais durante a Copa do Mundo de futebol.

Milei assegurou que a "campanha" também foi "financiada" por outras "cabeças progressistas" do México e do Partido Democrata dos Estados Unidos.

"E depois vêm me falar de interferência", disse o presidente argentino, que sustentou que "um grupo de brasileiros mandado por Lula (...) jogaram (sic) ativamente" contra ele durante a campanha que o levou à Presidência em 2023.

Lula disse, neste domingo, em um ato com sindicalistas, que continuará governando "sem ingerência de ninguém" porque "aqui no Brasil a gente não aceita que ninguém meta o nariz onde não é chamado". O presidente não entrou em detalhes.

Desde 2025, o presidente Lula mantém uma relação com altos e baixos com o governo de seu par americano, Donald Trump, aliado da família Bolsonaro e de Milei.

Washington impôs tarifas e sanções contra o Brasil, interpretadas pelo governo brasileiro como tentativas de interferência política.


"Lixo careca" 

Sem nomear o ministro Alexandre de Moraes, Milei também disse no sábado que o "lixo careca" o impediu de visitar seu "amigo preso injustamente", Jair Bolsonaro, pai de Flávio e ex-presidente (2019-2022), preso por tentativa de golpe de Estado em 2022.

Considerado inimigo do bolsonarismo, Moraes tinha negado a Milei permissão para visitar Bolsonaro em sua prisão domiciliar em Brasília.

Diante das declarações do presidente argentino, o chanceler Mauro Vieira tomou a decisão de chamar para consultas o embaixador Bitelli, que chegará ao Brasil entre este domingo e a segunda-feira, detalhou uma fonte diplomática.

As declarações de Milei também provocaram o repúdio do presidente do STF, ministro Edson Fachin, que criticou, em nota, sua "referência desrespeitosa" a Moraes e condenou suas "manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados".

Edinho Silva, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), de Lula, disse, por sua vez, que o mandatário argentino mostrou não estar à altura do cargo que ocupa.

Lula tem uma relação fria com Milei desde que este assumiu, em 2023, a Presidência da Argentina.

Embora os dois tenham se cruzado em eventos multilaterais, eles nunca tiveram uma reunião bilateral.

Em sua última viagem à Argentina, em 2025, Lula visitou a ex-presidente e atual opositora Cristina Fernández de Kirchner, em prisão domiciliar por corrupção.

Reação

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou o embaixador do Brasil na Argentina, Júlio Bitelli, para consultas neste domingo (26). O motivo foram "ofensas proferidas pelo presidente argentino [Javier Milei]" contra seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) em um evento em São Paulo no último sábado (25), informou o Itamaraty à equipe de reportagem.

Sem mencioná-los diretamente, Milei chamou Lula de "presidiário" e "ladrão", e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, de "lixo careca", durante a nomeação oficial do senador e candidato Flávio Bolsonaro como adversário de Lula nas eleições presidenciais de outubro.

A informação sobre o chamado foi confirmada ao Broadcast Político pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil neste domingo. Bitelli deve voltar ao Brasil ainda neste domingo (26) ou na segunda-feira (27), e se reunir com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Fonte: Diário de Pernambuco.

"Apenas mais um resmungo", diz Cármen Lúcia sobre novos questionamentos às urnas eletrônicas


 

A ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, disse nesta quinta-feira, 23, que a nova onda de questionamentos sobre a lisura das urnas eletrônicas é apenas um "resmungo" e uma "arenga" e que terá menos repercussão entre os eleitores do que em 2022.

A declaração da ministra ocorreu durante a Feira Literária Internacional de Paraty (Flip). Ela não mencionou diretamente o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL), que recentemente repetiu a conduta de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e questionou a segurança das urnas eletrônicas durante reunião com embaixadores.

Cármen Lúcia lembrou que foi duas vezes presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que tem "absoluta certeza" da "segurança, higidez e transparência" sobre o processo eleitoral e a urna eletrônica.

"Esse questionamento que agora, não tem, espero, a força de que chegou a ter em um determinado processo, principalmente entre 2021 e 2022, é apenas mais um resmungo, uma arenga", disse ela ao ser questionada sobre o assunto.

Segundo a ministra, o "povo brasileiro aceitou" as urnas eletrônicas. "Tanto que em todo lugar a pessoa fala ‘nossa urna’, ‘minha urna’, porque realmente é uma coisa feita, até no seu aperfeiçoamento, de acordo com o que o povo demanda", disse a magistrada, citando aperfeiçoamentos para que pessoas com deficiência auditiva e visual possam votar de maneira mais segura.

Na reunião com embaixadores, Flávio afirmou que há um relatório da CIA apontando suspeitas sobre o sistema de votação eletrônico da Venezuela e sugeriu que o caso teria relação com o modelo brasileiro. Também declarou que as urnas utilizadas nas eleições no País teriam a mesma origem das produzidas pela empresa venezuelana Smartmatic.

De acordo com o TSE, as urnas eletrônicas brasileiras são desenvolvidas e utilizadas sob responsabilidade da Justiça Eleitoral, sem qualquer vínculo com a Smartmatic.

O assunto também foi repercutido pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e Júlia Zanatta (PL-SC).

O PT entrou com uma ação no TSE pedindo que as publicações sejam retiradas do ar e que cada um deles, incluindo Flávio, pague multa de R$ 30 mil.

Fonte: Folha de Pernambuco.

"Pulei em cima do meu bebê", diz paciente após desabamento parcial de forro no Imip


 

Uma mulher em resguardo e seu filho recém-nascido de seis dias escaparam de ser atingidos por fragmentos do estuque do teto de umas das enfermarias no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), localizado na Boa Vista, que desabou parcialmente.

A paciente, residente do município de Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco, registrou, em vídeo, o forro danificado. O caso ocorreu nesta quarta-feira (22).

Nas imagens, que circulam nas redes sociais, a paciente que teria dado entrada no último dia 14 de julho destacou sua indignação. “Estou cirurgiada por uma cesárea com laqueadura”, conta, apontando para a área parcialmente isolada.

Diante do susto, a mulher pós-cirurgiada contou que se lançou para proteger o recém-nascindo. “Na hora, pulei em cima do meu bebê”, disse. Ainda de acordo com a paciente, outra mulher em condição de puerpério também estava na enfermaria da ala neonatal no momento do desabamento. “No Imip, viu?”, repetiu. O hospital é registrado, no Ministério da Saúde, como centro de referência na assistência integral à saúde da mulher e da criança.

Em nota, o Imip confirmou o episódio na maternidade da instituição e destacou que não houve pacientes, acompanhantes ou colaboradores feridos. “O Imip reconhece que houve o desprendimento de parte do forro de gesso da enfermaria.” Ainda de acordo com a nota, a área foi isolada e os pacientes, ali instalados, transferidos com segurança para outro setor. A origem do problema não foi apontada.

Confira a nota na íntegra:

O Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) informa que não houve pacientes, acompanhantes ou colaboradores feridos em decorrência de um incidente registrado na tarde desta quarta-feira, 22 de julho, em uma enfermaria de alojamento conjunto tardio da Maternidade da instituição.

O Imip reconhece que houve o desprendimento de parte do forro de gesso da enfermaria. A área foi imediatamente isolada e todos os pacientes foram transferidos com segurança para outro setor, sem qualquer prejuízo à assistência.

A instituição reforça seu compromisso com a segurança de pacientes, acompanhantes e colaboradores e informa que as providências necessárias já foram adotadas.

Fonte: Diário de Pernambuco.

EUA anunciam sobretaxa de 12,5% para produtos brasileiros por suposto uso de trabalho forçado


 

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira, 23, sobretaxa de 12,5% aos produtos brasileiros sob alegação de que o País não tem conseguido adotar práticas contra trabalho forçado nos setores produtivos. Outros 60 países foram alvos desta investigação. A tarifa brasileira se soma aos 25% já impostos ao País no dia 22 de julho.

As tarifas, anunciadas pelo Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), vão variar entre 10% e 12,5% e entrarão em vigor à 0h01 de sexta-feira, 24, substituindo uma tarifa global de 10% que expiraria no mesmo horário. Donald Trump impôs essa tarifa anterior em fevereiro, depois que a Suprema Corte derrubou as tarifas que ele havia imposto no ano passado.

As tarifas serão aplicadas de acordo com a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite ao presidente impor tarifas a países estrangeiros que adotem práticas comerciais abusivas ou discriminatórias. O governo citou a falha de países estrangeiros em aprovar ou aplicar leis que proíbam a importação de produtos fabricados por trabalho forçado, argumentando que isso prejudica as empresas americanas que cumprem tais leis.

O Canadá, que estará sujeito a uma tarifa de 10% nos termos do acordo, já proíbe a importação de produtos provenientes de trabalho forçado. A União Europeia, também com uma tarifa de 10% tem uma proibição que deve entrar em vigor em dezembro de 2027. Mas autoridades do governo Trump afirmam que os governos não têm aplicado essas leis de forma eficaz.

As novas tarifas isentarão petróleo e gás e certos recursos naturais, bem como bens já abrangidos pelo Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA) ou pelas tarifas relacionadas à segurança nacional que Trump impôs sobre carros, aço e outros produtos.

Fonte: Diário de Pernambuco.

AMUNAM promove encontro "Diálogo entre Mulheres Empreendedoras" com Eliane Rodrigues



A Associação das Mulheres de Nazaré da Mata (AMUNAM) realiza no dia 22 de julho de 2026 o encontro "Diálogo entre Mulheres Empreendedoras", um momento especialmente pensado para fortalecer o empreendedorismo feminino por meio da troca de experiências, aprendizado e construção de novas conexões.

O evento acontecerá na sede da AMUNAM, em Nazaré da Mata, das 8h30 às 16h, reunindo mulheres empreendedoras e aquelas que desejam iniciar ou fortalecer seus negócios. A programação será conduzida por Eliane Rodrigues, fundadora da AMUNAM e referência na defesa dos direitos das mulheres e no incentivo ao protagonismo feminino.

Mais do que um encontro, a iniciativa será um espaço de acolhimento, diálogo e inspiração, onde as participantes poderão compartilhar vivências, desafios e conquistas, fortalecendo a rede de apoio entre mulheres empreendedoras. A proposta é incentivar o crescimento pessoal e profissional, mostrando que a união, a colaboração e a troca de conhecimentos são fundamentais para o desenvolvimento de negócios sustentáveis e para a autonomia financeira das mulheres.

Ao longo do dia, serão promovidas conversas e reflexões sobre empreendedorismo, liderança, superação de desafios e oportunidades de crescimento, estimulando cada participante a reconhecer seu potencial e ampliar sua visão sobre o mercado e suas possibilidades.

Para garantir o bem-estar das participantes durante toda a programação, a organização disponibilizará café da manhã, almoço e lanche da tarde, proporcionando um ambiente acolhedor e propício para o aprendizado e a integração.

Com o lema "Cada troca gera um novo caminho. Juntas, vamos mais longe!", o encontro reafirma o compromisso da AMUNAM em promover ações que fortaleçam o protagonismo feminino, incentivem a geração de renda e contribuam para a construção de uma sociedade mais justa, solidária e com mais oportunidades para as mulheres.

Adaptações literárias da Netflix fizeram vendas de livros crescerem em até oito vezes no Brasil


 

Livros que inspiraram produções da Netflix tiveram um aumento nas vendas no Brasil. Essa é a constatação do levantamento da NielsenIQ BookData encomendado pela plataforma de streaming e divulgado nesta quinta-feira (23). 

Um dos exemplos apontados pelo estudo é o de “Pssica”, do escritor paraense Edyr Augusto, transformado em minissérie por Quico e Fernando Meirelles em 2025. Sua comercialização cresceu mais de oito vezes nas semanas seguintes ao lançamento da adaptação, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

No caso do livro-reportagem  “Todo Dia a Mesma Noite: a História Não Contada da Boate Kiss”, de Daniela Arbex, as venda multiplicaram mais de três vezes depois da estreia de uma minissérie ficcional produzida pela Morena Filmes e com direção geral de Julia Rezende.
“O Filho de Mil Homens”, do português Valter Hugo Mãe, é outro exemplo apontado pelo estudo. Segundo os dados, o filme dirigido por Daniel Rezende e estrelado por Rodrigo Santoro fez a procura do título no Brasil crescer em sete vezes.

Segundo a Netflix, em 48 das 52 semanas de 2025, pelo menos uma adaptação literária figurou no ranking dos 10 títulos mais vistos no Brasil. A plataforma deve seguir investindo nesse tipo de produção e já prepara novos lançamentos.

Duas histórias retiradas de livros estão entre os próximos filmes originais da Netflix no Brasil. São elas: “A Estranha na Cama”, de Raphael Montes, e “O Diário de Um Mago”, de Paulo Coelho.

Fonte: Folha de Pernambuco.

Brasil tem mínimo de mortes violentas em 14 anos, mas letalidade policial e feminicídios crescem


 

O Brasil registrou em 2025 o menor índice de mortes violentas intencionais em 14 anos, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (23) pela ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Esse progresso, no entanto, foi ofuscado por níveis recordes de letalidade policial e feminicídios.

A segurança é uma das principais preocupações dos brasileiros e um tema central do debate político a menos de três meses das eleições presidenciais. O relatório anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que o país teve seu melhor desempenho desde o início da coleta de dados, em 2012, com base em informações oficiais, registrando 40.775 mortes violentas no ano passado: uma taxa de 19,1 por 100 mil habitantes.

Além dos assassinatos, a categoria inclui mortes resultantes de intervenções policiais. Quase 80% das vítimas eram negras. Com esses resultados, "o Brasil antecipou em dois anos o cumprimento da meta", destacou o relatório. Mas "a boa notícia (...) precisa ser, infelizmente, relativizada" por um número recorde de mortes resultantes de ações policiais desde o início de sua medição em 2016, que no ano passado representaram um em cada seis casos.

"Esses dados mostram que o Estado (...) tem sido parte do problema e não apenas das soluções para a segurança pública brasileira", alertou o Fórum. Além disso, o número de feminicídios aumentou 4% em comparação com o ano anterior, atingindo o maior número absoluto desde o início dos registros, em 2015.

Fonte: Diário de Pernambuco.

AMUNAM participa da defesa para o reconhecimento do Maracatu Feminino Coração Nazareno como Patrimônio Vivo de Pernambuco


 

A AMUNAM participou, no dia 21 de julho de 2026, no Museu do Estado de Pernambuco (MEPE), da defesa da candidatura do Maracatu Feminino Coração Nazareno ao título de Patrimônio Vivo de Pernambuco. O momento representou uma importante etapa no processo de valorização da cultura popular e do patrimônio cultural imaterial do estado.

Representando a instituição, estiveram presentes a fundadora e idealizadora Eliane Rodrigues, a musicista e brincante Lucicleide Silva e a mestra do Maracatu Feminino Coração Nazareno, Dri Gomes, reafirmando o compromisso da AMUNAM com a preservação da cultura, da memória, da identidade e das tradições de Nazaré da Mata e da Zona da Mata Norte.

Durante a apresentação, foi destacado o papel do Maracatu Feminino Coração Nazareno como símbolo de resistência, protagonismo feminino e fortalecimento da cultura popular. Ao longo de sua trajetória, o grupo tem desenvolvido um trabalho consistente de preservação de uma das mais importantes manifestações culturais de Pernambuco, valorizando as tradições afro-brasileiras e ampliando a participação das mulheres no maracatu.

A defesa foi organizada em diferentes momentos, permitindo que cada representante compartilhasse sua experiência e sua relação com o grupo. A mestra Dri Gomes apresentou a história do maracatu, ressaltando sua importância para a preservação da cultura popular e o trabalho desenvolvido para manter viva essa tradição.

Na sequência, a musicista e brincante Lucicleide Silva compartilhou sua vivência no grupo, destacando a importância da transmissão dos saberes entre gerações e do fortalecimento da participação feminina na cultura popular.

Encerrando a defesa, Eliane Rodrigues, idealizadora do Maracatu Feminino Coração Nazareno, apresentou a trajetória do grupo, seu impacto social, cultural e educativo, além das ações desenvolvidas ao longo dos anos para preservar essa manifestação cultural, incentivar a participação de novas gerações e fortalecer o protagonismo das mulheres no maracatu.

O reconhecimento como Patrimônio Vivo de Pernambuco representa mais do que uma homenagem à história do grupo. Trata-se de um importante instrumento de valorização e proteção do patrimônio cultural imaterial, contribuindo para que seus saberes, práticas e tradições continuem sendo preservados, difundidos e transmitidos às futuras gerações.

A AMUNAM reafirma seu compromisso com a valorização da cultura popular e acredita que o reconhecimento do Maracatu Feminino Coração Nazareno como Patrimônio Vivo de Pernambuco representará um importante marco para a preservação da memória, da identidade, das tradições e do protagonismo das mulheres na cultura pernambucana, fortalecendo uma manifestação cultural que integra o patrimônio e a história do estado.

Entra em vigor tarifaço de Trump sobre o Brasil enquanto EUA preparam novas medidas comerciais


 

A nova tarifa americana direcionada ao Brasil entrou em vigor nesta quarta-feira (22), enquanto outros parceiros comerciais de Washington se preparam para uma nova rodada de medidas tarifárias diante do vencimento, nesta semana, das temporárias impostas pelo presidente Donald Trump.

A tarifa de 25% sobre o Brasil vem na esteira de uma investigação dos Estados Unidos, que acusou o gigante americano de práticas comerciais desleais.

Isso provocou fortes críticas, embora o vice-presidente Geraldo Alckmin, tenha dito em entrevista coletiva na terça-feira que o país buscará resolver o problema por meio de negociações, em vez de recorrer a represálias.

Vários produtos, como carne bovina, café e peças de aviões, ficarão isentos, e aproximadamente metade das exportações do Brasil para os Estados Unidos continuará livre de tarifas, estima Valentina Sader, do centro de estudos Atlantic Council.

Ainda assim, a medida vem em um momento em que Trump renova sua aposta no uso de tarifas como ferramenta de pressão, o que desperta temores de represálias e de maiores tensões.

Washington pode estar "utilizando o Brasil como exemplo para enviar uma mensagem mais ampla sobre suas prioridades e sua abordagem de negociação", disse Sader à AFP.

Embora a Suprema Corte dos Estados Unidos tenha anulado muitas das tarifas de Trump em fevereiro, desferindo um golpe em sua capacidade de impor novos impostos a seu critério, Washington avançou na reconstrução de sua agenda comercial recorrendo a outros poderes.

O fato de os Estados Unidos afirmarem que as tarifas ao Brasil foram impostas porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não negociou de boa-fé "reforça a percepção de que a medida não se dirige apenas às práticas comerciais do Brasil, mas que também possui um componente político contra o próprio Lula", apontou Sader.

O gravame desponta como um importante ponto de conflito na campanha para as eleições presidenciais de outubro no Brasil.

A Câmara de Comércio Americana para o Brasil alertou recentemente que a medida de Washington afeta mais de 11 bilhões de dólares (55,85 bilhões de reais) em exportações.

Trump anunciou na terça-feira a imposição de novas tarifas de 100% sobre os medicamentos genéricos importados, que entrarão em vigor a partir de agosto de 2028, e cuja alíquota passará posteriormente a 200% em 2029.

Preocupação por trabalho forçado

Ainda está por vir uma ofensiva mais ampla, já que em junho as autoridades propuseram tarifas entre 10% e 12,5% voltadas a 60 parceiros comerciais por supostos descumprimentos na luta contra o trabalho forçado.

Analistas esperam que os gravames vinculados ao trabalho forçado substituam a tarifa global temporária de 10% — que expira na sexta-feira — imposta por Trump após seu revés na Suprema Corte.

"Esperamos ver alguma ação em breve", disse à emissora CNBC o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer.

Golpe ao Canadá

O governo americano anunciou nos últimos dias outras tarifas direcionadas ao Canadá, um de seus principais parceiros comerciais.

Na segunda-feira, Ottawa foi alvo de uma sobretaxa adicional de 50%, que entrará em vigor dentro de um mês, devido ao "tratamento discriminatório do Canadá em relação aos produtos norte-americanos".

"É uma resposta às medidas de retaliação" adotadas por Ottawa após as primeiras tarifas impostas por Washington em 2025. "Há um ano pedimos ao Canadá que as retire, que as modifique, que as ajuste", justificou Greer nesta terça-feira.

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, declarou nesta terça-feira que estava avaliando "todas as opções" para responder ao aumento. Após conversar com Trump, disse que haviam concordado em "intensificar nossas negociações nas próximas duas semanas".

Fonte: Diário de Pernambuco.

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