Presidenciáveis já falam em fixar tempo de mandato para ministros do STF


 

Um dos temas que entraram na pauta dos candidatos à Presidência da República é o agravamento da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) ao longo das últimas semanas, impulsionado pela revelação de ligações do banqueiro Daniel Vorcaro com magistrados, além de embates verbais e por ofício entre integrantes da Corte.

Um ponto em comum é a proposta de estabelecer mandatos para os ministros do STF. Também há sintonia na restrição à atuação de parentes de magistrados junto à Corte. Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) sugerem oito anos de permanência para os magistrados. Romeu Zema (Novo) é outro que já se posicionou a favor de um período máximo de 15 anos na ocupação de uma cadeira na Corte.

O assunto, no entanto, não foi incluído no plano apresentado pelo ex-governador de Minas Gerais à Justiça Eleitoral. Embora também tenha passado ao largo do tema no programa de governo, Flávio Bolsonaro (PL) foi, como senador, um dos signatários de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece mandatos de dez anos para os membros do STF.

Vinculado por opositores a um dos protagonistas da crise, o ministro Alexandre de Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também vem modulando a retórica. Em fevereiro, logo após as primeiras revelações sobre diálogos entre Vorcaro e Moraes, o petista havia sinalizado a possibilidade de impor mandatos aos integrantes do Supremo.

Em maio, o vice Geraldo Alckmin (PSB) encampou a ideia, onde defende que “nada deve ser vitalício”. Em meio à guerra de ofícios na primeira semana de setembro, que marcou o ponto máximo dos atritos entre ministros, Lula retomou a sugestão: “Sinceramente, acho que é preciso discutir um mandato para a Suprema Corte. Ninguém pode ficar 40 anos no mesmo cargo", disse o presidente em entrevista ao SBT, em movimento que ganhou eco no PT com uma nova PEC apresentada pelo deputado federal Reginaldo Lopes (MG) que traria um limite de dez anos no tribunal.

Fonte: Folha de Pernambuco.

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