O maracatu de baque solto
feminino, por exemplo, é um símbolo de resistência e inovação. Em uma
manifestação historicamente dominada por homens, as mulheres da AMUNAM assumem
o comando do batuque, das loas e da performance, mostrando que tradição também é
espaço de transformação. Com suas cores vibrantes, ritmo marcante e força
coletiva, o grupo leva para os palcos não apenas cultura, mas também uma
mensagem de empoderamento e igualdade.
O coco de roda, por sua vez, traz a energia, o ritmo e a ancestralidade presentes nas tradições nordestinas. Com cantos, palmas e movimentos marcados, o grupo reafirma a força da cultura popular como expressão do cotidiano, das vivências e da história do povo, agora sob o olhar e a condução feminina. Mais do que apresentações culturais, esses grupos são espaços de formação, fortalecimento e transformação social. Através deles, as mulheres desenvolvem habilidades artísticas, fortalecem sua autoestima, criam vínculos e, muitas vezes, encontram também oportunidades de geração de renda.
Para as mulheres atendidas pela
instituição, a AMUNAM é mais do que um espaço cultural: é um lugar de
acolhimento, identidade e resistência. É onde elas se reconhecem como
protagonistas de suas próprias histórias e como agentes ativas na construção de
uma sociedade mais justa.
Assim, ao ecoar os sons do
maracatu, girar nas rodas de ciranda e marcar o compasso do coco, a AMUNAM
reafirma que a cultura popular é viva — e, sobretudo, tem voz de mulher.
Confira nossas vivências em:
https://drive.google.com/drive/folders/18bIZI5JqetPkRt9F_IMFsfYXVb4DJTn7?usp=drive_link


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