O bolso do pernambucano será
atingido por dois aumentos na conta de energia a partir do mês de maio. É que
foi aprovado o Reajuste Tarifário Anual de 2026 de 3,41% (para
residências) e também a bandeira amarela, que custará R$ 1,885 a cada 100 kWh
consumidos. Em uma simulação, uma conta de energia residencial que chegou a R$
167, passará a custar R$ 180,23.
Os consumidores que quiserem ter
uma ideia do preço da conta de energia para o mês de maio, poderão fazer um
cálculo simples. “Pega o valor total que você paga, porque lá já está embutido
tudo, e some 3,41%. Você já faz a porcentagem em cima da sua conta. Feito isso,
você já tem o aumento do reajuste anual”, explica o economista e professor do
Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) Werson Kaval.
Já no caso da bandeira amarela, o
professor explica que a fatura mostra quanto o consumidor utiliza por kilowatt.
“Vamos dizer que você utiliza 200 kW, você vai multiplicar R$ 1,885 por 2, que
dará R$ 3,77”, ensina.
Ou seja, em uma conta de energia
residencial que chegou a R$ 167, passaria a custar R$ 172,69 com o reajuste
estivesse válido. Se nessa mesma conta fossem gastos 400 kW, bastaria
multiplicar R$ 1,885 por 4, que totaliza R$ 7,54. Assim, a conta final da
residência com a nova tarifa e o acréscimo da bandeira amarela, custaria: R$
180,23.
Segundo o professor, o aumento
estava previsto para o final de abril e segue a dinâmica padrão de atualização
contratual para recompor perdas inflacionárias do período. Em relação ao
percentual para residências, o economista afirma que o setor “chegou a cogitar
mais de 13% de aumento, depois caiu para 9% e, fechou nos 3,41% para
residências”.
Reajuste tarifário
O Reajuste Tarifário Anual de
2026 da Companhia Energética de Pernambuco, a Neoenergia, foi aprovado
pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta terça-feira
(28). A alta média foi definida como de 4,25% para os consumidores da
distribuidora e passa a valer a partir desta quarta.
Segundo a Aneel, os clientes
conectados na baixa tensão, como residenciais, irão perceber uma alta média de
3,41%. Já aqueles na alta tensão, como grandes indústrias e empresas,
perceberão um efeito médio de 7,19%.
Fonte: Diário de Pernambuco.


Nenhum comentário:
Postar um comentário