Pernambuco vem registrando um
aumento da circulação do sorotipo DENV-3 da dengue nas
últimas quatro semanas, mais de 150 casos já identificados somente este ano. os
dados foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) nesta
quarta-feira (6).
Nos anos anteriores, o
comportamento foi o seguinte: foram registrados 4 casos de DENV-3 em 2023, na I
Região de Saúde. Já em 2024, 17 casos foram identificados nas I, III, VIII e
XII Regiões de Saúde.
Diante do aumento de casos, a
Diretoria Geral de Vigilância Ambiental divulgou que está reforçando as medidas
de prevenção. O cuidado é direcionado à população, quanto à redução dos focos
criadouros do mosquito Aedes aegypti, e aos profissionais que atuam na
vigilância de endemias e realizam visitas domiciliares para o controle
vetorial. As orientações também se estendem àqueles que atuam no manejo clínico
dos pacientes nas unidades de saúde.
A Diretoria Geral de Vigilância
Ambiental da SES-PE encaminhou aos serviços de saúde e às gestões municipais um
informe técnico que destaca o monitoramento in loco das áreas com provável
presença do vetor da doença.
Destaca ainda a importância da
coleta de amostras dos casos suspeitos de arboviroses nos primeiros dias dos
sintomas (do 1º ao 5º dia), para realização do diagnóstico por RT-PCR em tempo
oportuno e posterior identificação do sorotipo circulante.
"Percebemos que a queda nos
números da dengue teve uma inversão nas últimas semanas, saindo de uma
tendência de redução — esperada para o fim da sazonalidade — para um cenário de
estabilidade ou aumento no número de notificações. Esse comportamento coincide
com o aumento da circulação do DENV-3 no mesmo período. Esse sorotipo oferece
risco aumentado de agravamento e óbito quando infecta pessoas que já tiveram
outros sorotipos de dengue", destacou o diretor de Vigilância Ambiental da
SES-PE, Eduardo Bezerra.
A Secretaria recomenda o reforço
das medidas de prevenção, controle vetorial e atenção aos sintomas. A
eliminação dos focos do Aedes aegypti é essencial como medida direta para
conter a proliferação da doença.
Sintomas
Em caso de sintomas como febre
associada a dor de cabeça, manchas na pele, dores no corpo e/ou nas
articulações, dor atrás dos olhos, náuseas, vômitos ou outras manifestações,
orienta-se procurar imediatamente um serviço de saúde. O diagnóstico precoce é
fundamental para evitar o agravamento da doença e/ou um possível óbito.
Prevenção
É importante evitar o acúmulo de
água em pneus, latas e garrafas vazias, assim como cuidar de plantas e vasos,
potes e outros objetos que possam servir como reservatórios de água. Realizar a
limpeza regular da caixa d'água e mantê-la sempre fechada, com tampa adequada,
também faz parte das medidas preventivas.
A população também deve fazer a
limpeza de calhas, retirando folhas, galhos e tudo o que possa impedir o
escoamento da água. Deve-se colocar o lixo em sacos plásticos e manter a
lixeira fechada, assim como eliminar entulhos do quintal. O potinho de água do
animal de estimação também deve ser trocado com frequência.
Vacinação
Outra medida de prevenção contra
a dengue é a vacinação. Ela está disponível em 48 cidades pernambucanas,
localizadas nas I, V e VII Regionais de Saúde, para a população formada por
crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. No estado, 312.980 pessoas estão aptas
a receber as duas doses do imunizante.
Fonte: Diário de Pernambuco.


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