O boletim epidemiológico dos
vírus respiratórios referente às seis primeiras semanas de 2025 em
Pernambuco traz o balanço de casos de síndrome respiratória aguda grave (srag)
do período. De acordo com o levantamento da Secretaria Estadual de Saúde
(SES-PE), em 2025, já foram feitas 272 notificações de srag até o dia 8 de
fevereiro. O número representa um aumento de 52%, em comparação com os 15 dias
anteriores.
Desse total de pacientes que
evoluíram para a forma respiratória grave (srag), 15 pessoas foram a
óbito. Entre eles, 12 tiveram confirmação para covid-19, segundo a SES-PE. Os
demais estão como srag não especificado (ou seja, sem identificação do agente
etiológico).
Os números mostram que, de todas
as mortes por srag, 80% estão associadas à infecção pelo coronavírus.
A reportagem do JC solicitou
à SES-PE o perfil clínico e fatores associados aos óbitos desses
pacientes. Abaixo, estão os perfis de 12 dos 15 casos. Confira:
Mortes por srag associadas à
covid-19 em Pernambuco, em 2025:
- 41 anos, sem comorbidade, morador de São José de Belmonte, com esquema vacinal básico completo;
- 47 anos, sem comorbidade, morador de Gravatá, com esquema vacinal básico completo;
- 48 anos, tinha diabetes, morador de São Joaquim do Monte, com esquema vacinal básico completo;
- 63 anos, tinha cardiopatia, morador do município de Aliança, com esquema vacinal básico completo;
- 63 anos, tinha diabetes, morador do Recife, com esquema vacinal básico completo;
- 78 anos, tinha cardiopatia, morador do Recife, com esquema vacinal básico completo;
- 84 anos, tinha cardiopatia, morador de Nazaré da Mata, com esquema vacinal básico completo;
- 93 anos, diabetes, morador de Macaparana, com esquema vacinal básico completo;
- 97 anos, sem comorbidade, morador de Bom Conselho, com esquema vacinal básico completo.
*Reportagem do JC solicitou
à SES-PE os outros três perfis e aguarda retorno
Mortes por srag não identificado
em Pernambuco, em 2025:
- 83 anos, sem comorbidade, morador de Glória do Goitá, com esquema vacinal básico completo;
- 86 anos, sem comorbidade, morador de Limoeiro, com esquema vacinal básico completo;
- 87 anos, sem comorbidade, morador de Surubim, com esquema vacinal básico completo.
A reportagem do JC questionou
a SES-PE sobre a data da última vacina tomada por cada paciente. Mas a pasta só
se referiu à "esquema vacinal básico completo", que representa,
"no mínimo, a duas doses de vacina contra a covid que a pessoa tomou,
desde o início da campanha".
"Evidências científicas
mostram que idosos devem receber uma aplicação contra a doença a cada seis
meses, independentemente da quantidade de doses tomadas previamente. O mesmo
vale para pessoas imunocomprometidas. Já quem tem alguma comorbidade toma uma
dose por ano, e isso independe também de quantas doses tomou antes",
orienta o médico Eduardo Jorge da Fonseca Lima, conselheiro efetivo do Conselho
Federal de Medicina.
Ele destaca que, no Brasil, já
circula a variante JN.1, mas o País ainda não tem a versão atualizada do
imunizante.
O Ministério da Saúde utiliza
a vacina XBB - que, por ser também uma subvariante da ômicron,
oferece proteção cruzada para JN.1. A expectativa é que a dose atualizada
chegue ao País para se ampliar a resposta imune.
Nos Estados Unidos,
o aumento no número de casos causados por JN.1 corresponde a um
crescimento geral nos casos de covid-19.
Doses da JN.1 precisam
chegar ao Brasil para fazer parte da campanha de imunização como reforços para
os grupos prioritários, além do esquema primário de vacinação para bebês e aqueles
que nunca tomaram sequer uma dose de vacina contra covid-19.
A dose utilizada na campanha
de vacinação brasileira é direcionada para a XBB. "Por quatro ou cinco
meses, ela oferece 60% de proteção contra formas graves da covid-19
causadas pela variante JN.1. Por isso, é tão importante os grupos de
idosos e imunocomprometidos se protegerem a cada seis meses", ressalta
Eduardo Jorge.
Fonte: Jornal do Commercio.


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