Uma mulher trans foi morta a
facadas em uma casa de acolhimento no Cabo de Santo Agostinho, no Grande
Recife, nessa quarta-feira (25). O suspeito do crime, que também estava
internado na unidade, conseguiu fugir antes da chegada da polícia.
A vítima foi identificada como
Mirella Albuquerque, de 21 anos. Ela estava internada havia quatro meses no
centro de assistência social ligado ao programa Atitude, voltado ao tratamento
de usuários de drogas, sob a responsabilidade do governo
estadual.
Poucos detalhes foram repassados
sobre o crime. Em nota, a Secretaria Estadual de Assistência Social,
Combate à Fome e Políticas sobre Drogas disse apenas que acionou o Samu e a
polícia para prestar socorro à mulher.
"A vítima teve óbito
constatado no local e o suspeito, também acolhido no centro, ameaçou a equipe e
conseguiu fugir antes da chegada das forças policiais", disse o texto.
A pasta estadual não informou
se a mulher trans e o suspeito tinham alguma relação. A Polícia Civil
de Pernambuco foi questionada se o caso está sendo tratado como feminicídio,
mas não respondeu.
Em nota oficial, a corporação
declarou apenas que a Força Tarefa de Homicídios Metropolitana Sul
registrou o homicídio no bairro de Santo Inácio. "Na vítima foram
identificadas marcas de perfurações, causadas por arma branca. O caso será
investigado pela Delegacia de Polícia de Homicídios - Cabo de Santo Agostinho",
disse.
MIRELLA FAZIA CURSOS PARA MUDAR
DE VIDA
Na manhã desta quinta-feira (26),
familiares estiveram no Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo
Amaro, área central do Recife, para liberação do corpo.
Eles contaram à equipe da TV
Jornal que Mirella teve pouco contato com a família nos últimos meses, por
causa do tratamento contra a dependência química. Ela só saia da unidade uma ou
duas vezes por mês, sempre acompanhada de uma assistente social. Nesse período,
iniciou cursos profissionalizantes, como o de técnica em enfermagem, para tentar
mudar de vida.
A Secretaria Estadual de
Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas afirmou que
"lamenta profundamente o ocorrido e esclarece que está prestando apoio à
família da acolhida, bem como a equipe que segue no propósito de acolher as
pessoas atendidas na unidade".
ESTATÍSTICAS
De acordo com a Secretaria de
Defesa Social (SDS), 22 pessoas identificadas como LGBTQIA+ foram mortas entre
janeiro e novembro deste ano. No mesmo período de 2023, foram 27.
Fonte: Jornal do Commercio.


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