Pernambuco aparece na quarta posição entre os estados com maior número de denúncias de propaganda eleitoral irregular registradas pelo aplicativo Pardal nas eleições de 2026. Segundo o painel de estatísticas da Justiça Eleitoral consultado, o estado soma 3.980 denúncias, atrás de São Paulo (12.018), Bahia (6.586) e Minas Gerais (5.338).
O Recife concentra a maior parte
dos registros em Pernambuco, com 1.288 denúncias. Na sequência aparecem Cabo de
Santo Agostinho, com 212; Vitória de Santo Antão, com 206; Petrolina, com 201;
Jaboatão dos Guararapes, com 193; Paulista, com 188; Caruaru, com 183; Olinda,
com 155; Igarassu, com 128; e Gravatá, com 91.
O Pardal é uma ferramenta do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criada para permitir que eleitoras e
eleitores comuniquem à Justiça Eleitoral possíveis irregularidades relacionadas
à propaganda eleitoral. Em 2026, o aplicativo também passou a receber denúncias
envolvendo propaganda realizada na internet.
Entre os tipos de irregularidade
registrados em Pernambuco, as ocorrências em vias públicas aparecem disparadas
na primeira colocação, com 1.735 denúncias.
Em seguida estão:
Bens particulares: 664
Bens públicos: 433
Carro de som, minitrio e trio
elétrico: 297
Distribuição de material gráfico:
162
Propaganda na internet: 159
Outdoors e outdoors eletrônicos:
136
Adesivos em automóveis: 93
Comícios e showmícios: 77
Envio de mensagens: 58
Confecção, utilização ou
distribuição de brindes: 53
Alto-falantes e amplificadores de
som: 43
Emissoras de rádio e televisão:
22
Propaganda eleitoral em jornais e
revistas: 14
Telemarketing: 7
O painel também registra
denúncias relacionadas a candidatos que sejam artistas, outras irregularidades,
omissões de informações obrigatórias, disparo de mensagens em massa e crime
eleitoral.
Deputados estaduais são os mais
denunciados
Quando os registros são separados
pelo cargo relacionado à denúncia, deputados estaduais aparecem em primeiro
lugar, com 1.756 ocorrências.
Deputados federais vêm em
seguida, com 953, enquanto partidos, coligações e federações somam 593
denúncias. Também foram registradas 509 ocorrências relacionadas a
governadores, 113 a senadores, 50 à Presidência da República e uma a
vice-governador.
Os números representam denúncias
registradas no sistema e não significam, por si só, que uma irregularidade
tenha sido confirmada pela Justiça Eleitoral. Após o registro, a ocorrência
passa por análise e pode resultar ou não em providências.
Como funciona o Pardal
O Pardal Móvel é gratuito e está
disponível para celulares e tablets nas lojas Google Play e App Store. Para
utilizar o aplicativo, o eleitor precisa se identificar por meio do e-Título ou
da plataforma Gov.br. Apesar da necessidade de identificação para acessar o
sistema, a identidade de quem faz a denúncia é protegida por sigilo.
Para fazer uma denúncia, é
necessário descrever o que aconteceu e informar a situação considerada
irregular e anexar, quando possível, fotos, vídeos, áudios ou endereço
eletrônico que ajudem a comprovar a ocorrência. É importante guardar o número
de protocolo, gerado pelo sistema, para acompanhar o andamento da denúncia.
O aplicativo utiliza um sistema
automatizado para auxiliar na classificação inicial da ocorrência. Antes do
preenchimento, o eleitor recebe orientações sobre as condutas permitidas e
proibidas para evitar registros incorretos ou sem fundamento. O próprio
denunciante pode alterar a classificação sugerida pelo sistema.
Depois de enviada, a denúncia é
encaminhada à Justiça Eleitoral para análise. O sistema permite acompanhar o
registro pelo próprio aplicativo ou por um endereço eletrônico enviado ao
e-mail informado pelo denunciante. Dependendo do caso, a ocorrência pode ser
encaminhada para a zona eleitoral responsável ou resultar em procedimento no
Processo Judicial Eletrônico (PJe).
O TSE mantém ainda o Pardal Web,
plataforma pública que permite acompanhar as estatísticas das denúncias por
estado, município, cargo e tipo de irregularidade.
Fonte: Diário de Pernambuco.




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