Outubro Verde: Pernambuco reforça importância da prevenção e do diagnóstico precoce da sífilis

 

O Outubro Verde, mês dedicado às ações de conscientização sobre a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento da sífilis e da sífilis congênita, reforça a importância da informação e do acesso aos serviços de saúde para interromper a transmissão da infecção.

Em Pernambuco, dados do Boletim Epidemiológico da Sífilis 2026, elaborado pela Gerência do Programa Estadual de IST, Aids e Hepatites Virais, da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), mostram que o número de notificações de sífilis congênita apresentou uma leve redução, enquanto o de sífilis adquirida e em gestantes aumentaram em 2025.

Serão intensificadas as ações de prevenção, diagnóstico e assistência em saúde neste sábado (17) para marcar o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, que cai em todo terceiro sábado de outubro.

De acordo com o levantamento, Pernambuco registrou 11.769 casos de sífilis adquirida em 2025, em comparação com 10.950 em 2024. No mesmo período, as notificações de sífilis em gestantes passaram de 4.692 para 5.063.

Já os registros de sífilis congênita apresentaram redução, passando de 1.640 casos, em 2024, para 1.576, em 2025.

Os indicadores de 2025 também apontam uma taxa de detecção de 123 casos de sífilis adquirida por 100 mil habitantes e de 44,8 casos de sífilis em gestantes por mil nascidos vivos.

Para a sífilis congênita, a taxa de incidência foi de 14 casos por mil nascidos vivos. Os dados foram atualizados em 31 de agosto e estão sujeitos a alterações.

Na gestação, o diagnóstico precoce e o tratamento correto são fundamentais para evitar a transmissão para o bebê. A prevenção da sífilis envolve o uso de preservativos internos ou externos nas relações sexuais, a realização de testes e a busca por atendimento diante de uma possível exposição, mesmo quando não há sintomas.

Os testes rápidos estão disponíveis gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), inclusive nas unidades de Atenção Primária à Saúde (APS). A sífilis tem cura e o tratamento é realizado com antibióticos. Na gestação, o tratamento é recomendado para prevenir a transmissão vertical. Quando há diagnóstico de sífilis congênita, o bebê precisa de avaliação e tratamento específicos, conforme o protocolo clínico.

Após o tratamento, é necessário realizar o acompanhamento recomendado pelo serviço de saúde. A cura não confere imunidade, de modo que uma pessoa pode adquirir sífilis novamente se hPrevenção

Entre os casos de sífilis em gestantes registrados entre 2021 e 2025, 58,7% foram identificados na faixa etária de 20 a 29 anos, enquanto 20,2% ocorreram entre adolescentes de 15 a 19 anos.

Para evitar a transmissão, a SES-PE reforça a importância de iniciar o pré-natal assim que a gravidez for identificada, realizar os testes para sífilis durante o acompanhamento e repetir a testagem nos momentos recomendados pelos protocolos de saúde.

 “A doença pode provocar aborto espontâneo, parto prematuro, natimortalidade, alterações ósseas, problemas de visão e audição e outras complicações, inclusive a morte do recém-nascido. Além disso, muitos bebês não apresentam sinais aparentes ao nascimento, o que reforça a importância do acompanhamento clínico”, completou Grazielle.

O tratamento deve começar o mais cedo possível após o diagnóstico, com acompanhamento da equipe de saúde.

Fonte: Folha de Pernambuco

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