A diretora de Ensino e Pesquisa
da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Michele Gonçalves dos Ramos,
explica que pelo menos outros dois mil profissionais já realizaram esse curso
ao longo dos últimos três anos.
“Esse Dia C de Capacitação é uma
grande mobilização educacional e nacional com foco no atendimento, na proteção
e na perspectiva de gênero na segurança pública”, acrescentou.
O ministro da Justiça e
Segurança Pública Wellington César Lima e Silva considera o dia de
capacitação fundamental para colocar em prática iniciativas de proteção, visto
que são necessários profissionais preparados.
“Isso é muito importante porque
estamos falando justamente de quem está todos os dias nas ruas, nas delegacias
e nos serviços públicos, atendendo a população e sendo o primeiro contato de
uma mulher com o Estado.”
Ele explicou que vão participar
da capacitação policiais civis, militares e penais, dos Corpos de Bombeiros,
das guardas municipais e das perícias oficiais.
Protocolo de atendimento
Além da confirmação da
capacitação na quarta-feira, o ministro da Justiça e a ministra das Mulheres,
Márcia Lopes, assinaram também duas portarias sobre o tema. A primeira
regulamenta procedimento de análise e de aprovação dos planos estaduais e do
plano distrital de combate à violência contra a mulher.
Segundo Michele Gonçalves dos
Ramos, a portaria assegura uma aplicação mais transparente e rápida dos
recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública para essa finalidade.
A segunda portaria institui o
Grupo de Trabalho interministerial para a elaboração de um protocolo nacional
de atendimento às mulheres vítimas de violência sexual.
"O objetivo desse protocolo
é de servir como uma referência para o atendimento realizado nas delegacias de
todo o país”, disse Michele Gonçalves dos Ramos.
Assim, a ideia é avançar na
uniformização de procedimentos para as delegacias de Polícia Civil de todo o
país.
“Para que esse atendimento
realizado nessas delegacias seja feito de forma ainda mais qualificada,
humanizada e articulada entre os diferentes serviços, incluindo a saúde e
outros órgãos de rede de proteção.”
Pesquisa
Os ministérios ainda entregaram
um dossiê com o título Mulheres e Meninas Seguras, Evidências para o
Enfrentamento da Violência de Gênero com 14 artigos escritos por
pesquisadores do tema.
“Quando a gente publica uma
revista, isso tem que fazer chegar lá na ponta para melhorar a qualidade das
reflexões, do pensamento e das mudanças que a gente tem que ter”, disse a
ministra Márcia Lopes.
Ela destacou que houve queda do
número de feminicídios, conforme o governo divulgou neste mês. O Brasil
registrou 848 vítimas entre janeiro e julho deste ano, contra 876 no mesmo
período de 2025. O resultado representou uma redução de 3,2%.
Fonte: Agência Brasil.


Nenhum comentário:
Postar um comentário