Na conjunto de forças capitaneado
pelo ex-prefeito João Campos (PSB), há quem avalie que uma chapa com dois
candidatos ao Senado do mesmo campo é o modelo mais à esquerda que o PSB adotou
nos últimos pleitos. Há quem recorde que nem o ex-governador Eduardo Campos, em
seu auge, se rendeu a tal construção. O mais comum seria, argumentam
socialistas, ir buscar nomes mais ao centro para “equilibrar”.
À coluna, Marília Arraes (PDT),
um dos nomes que concorre à Casa Alta, avalia o seguinte: “De minha parte,
sempre achei que era a melhor estratégia. Primeiro, pelo projeto nacional que é
nossa prioridade. A gente não tinha como chegar e ter um govenador disputando
pelo partido, que é o principal aliado do presidente Lula (PT), e entregar, ao
presidente, um senador que fosse votar contra Lula no Senado”.
Ela prossegue: “Se João Campos é
presidente nacional do PSB e quer apoiar o projeto do presidente, não poderia
jamais chegar, por uma questão eleitoreira, e tentar fazer um gesto para alguém
que fosse tornar inviáveis algumas medidas importantes do governo Lula”. O
companheiro de chapa dela é o senador Humberto Costa (PT).
Na esteira, Marília avalia que,
agora, é preciso “ver quem é o resto da chapa” adversária. “Porque ela (Raquel
Lyra) ainda não tem chapa definida e o conjunto de forças muda bastante o
cenário”, pondera. Embora a governadora tenha Túlio Gadêlha (PSD) como
pré-candidato, a outra vaga segue condicionada ao impasse instalado na
Federação União Progressista. Marília alfineta: “Nós não estamos atrasados. Já
estamos organizados e sintonizados, e isso é muito importante”.
Nem pensar
A despeito dos rumores em torno
da movimentação recente de Michelle Bolsonaro, Anderson Ferreira, que preside o
PL-PE, descarta qualquer chance de a ex-primeira dama entrar no cenário
presidencial. “Essa decisão está tomada. A campanha está na rua, isso está bem
resolvido. A convenção está marcada para homologar o nome de Flávio
(Bolsonaro)”, assinala taxativo à coluna.
Costuras
Foram cinco reuniões até o
deputado federal Túlio Gadêlha aceitar o convite para ser pré-candidato ao
Senado na chapa de Raquel Lyra. Duas delas se deram no hospital. O parlamentar
esteve na UTI em função de um problema na vesícula, mas não se furtou a receber
a gestora do PSD. A decisão de Túlio de disputar o Senado surgiu por provocação
de Raquel.
Programa de governo
O secretário de Desenvolvimento
Econômico do Recife, Felipe Matos, conversa, nesta sexta (10), com o Colégio de
Presidentes do LIDE Pernambuco, na condição de coordenador do plano de governo
de João Campos. O objetivo é escutar sugestões sobre as políticas públicas. No
mês passado, o LIDE realizou encontros com a presença da secretária de projetos
especiais do Governo do Estado, Simone
Nunes.
Fonte: Diário de Pernambuco.


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