O Banco Central (BC) confirmou
que irá reduzir a taxa de juros na próxima reunião do Comitê de Política
Monetária (Copom) em março. A expectativa foi indicada na ata da última reunião
divulgada nesta terça-feira (3). De acordo com o economista Alexsandro Roberto,
professor do Centro Universitário Tiradentes (Unit), a queda dos juros deve
aumentar o poder de compra da população e favorecer o crescimento da produção
do país.
Na análise do economista, isso
significa um alívio para o consumidor. “A redução dos juros vai beneficiar a
população no momento do financiamento, por exemplo de um carro, e vai favorecer
também quem tem dívida relacionada ao cartão de crédito. Ou seja, a redução dos
juros faz a população querer consumir um pouco mais. Além disso, com as pessoas
comprando mais, a tendência é uma produção maior e isso vai influenciar também
no PIB e na geração de emprego”, aponta.
Na análise do economista, essa
decisão era esperada porque a inflação já vinha em um ritmo desacelerado no
Brasil. Na ata da reunião, o BC indicou uma flexibilização nos juros. Na
ocasião, a taxa básica de juros foi mantida a 15% ao ano pela quinta vez
seguida.
Apesar do BC não ter indicado o
percentual da redução, segundo o professor, a expectativa é de que a taxa de
juros seja de 0,25% ou de 0,5% ao ano. A previsão do mercado financeiro é de
que a taxa Selic seja reduzida para 14,5% ao ano na próxima reunião do Copom,
em março, e alcance 12,25% ao ano até o final de 2026.
Segundo o economista, outro fator
que faz essa queda não ser ainda maior é a instabilidade econômica gerada pelo
governo dos Estados Unidos, por exemplo, com as tarifas sobre a exportação de
produtos, que afetou, principalmente, o setor de agronegócio brasileiro.
“Em ambiente de inflação menor e
transmissão da política monetária (impacto da Selic para queda da inflação)
mais evidentes, a estratégia envolve calibração do nível de juros. O Comitê
antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da
política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a
restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, diz o
documento.
Meta
Ainda na ata da reunião, o BC reforça o cumprimento da meta definida para o
ano. “O compromisso com a meta impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude
do ciclo, que dependerão da evolução de fatores que permitam maior confiança no
atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a condução da
política monetária”, disse.
Definida pelo Conselho Monetário
Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto
percentual para cima ou para baixo. O limite inferior é 1,5%, e o superior,
4,5%. Para 2026, a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, está em
3,99%, ou seja, dentro da meta. (Com Agência Brasil).
Fonte: Diário de
Pernambuco.


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