A aposentadoria pelo Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS) ganhou novas regras em 2026. Com isso, milhões
de trabalhadores que não se aposentaram em 2025 devem ficar atentos às mudanças
nas exigências, que começaram a partir de 1º de janeiro deste ano. As
alterações seguem o calendário de transição criado pela Reforma da Previdência
(Emenda Constitucional 103/2019).
Em 2026, a idade mínima exigida
para mulheres e homens foi elevada em seis meses. Segundo especialistas, a
adoção de regras progressivas pelo governo tem como objetivo adequar o sistema
previdenciário ao envelhecimento da população e assegurar a sustentabilidade
financeira nos próximos anos.
A advogada previdenciarista,
Tallyta Bione, alerta que, com as novas regras, a principal orientação é se
programar com antecedência, não apenas quando estiver perto de dar entrada na
aposentadoria. Ela orienta que o trabalhador não deve confiar apenas no tempo
de contribuição.
“É importante conferir se todas
as contribuições estão registradas corretamente, entender qual regra de
aposentadoria se aplica ao seu caso, fazer as contas e simulações para saber
quando vale mais a pena se aposentar e corrigir os erros enquanto ainda está
trabalhando”, pontua. Ela destaca a importância desse planejamento
previdenciário ser feito com o apoio de um advogado especialista na área.
Tallyta ainda explica que esse
aumento é progressivo, mas mesmo assim pega muita gente de surpresa. “O que
acontece é que não dá mais para se aposentar sem fazer contas. Quem acompanha a
sua situação consegue se ajustar, mas quem não acompanha, acaba descobrindo que
ainda falta tempo quando já achava que tinha o direito de se aposentar”,
destaca.
A advogada explica também que a
regra dos pontos, que soma a idade e o tempo de contribuição, terá aumento
gradual até 2031. “Isso quer dizer que, mesmo quem já contribuiu bastante, pode
precisar trabalhar mais um pouco. E quem não presta atenção, pode perder o
melhor momento de pedir aposentadoria”, finaliza.
Confira as mudanças
Em 2026, a idade mínima exigida
na regra progressiva aumenta seis meses. Para as mulheres, esse tempo aumenta
de 59 anos para 59 anos e 6 meses. Já para os homens, a idade sobe de 64 anos
para 64 anos e 6 meses.
O tempo mínimo de contribuição
permanece em 30 anos para as mulheres e 35 anos para os homens.
Já a regra dos pontos também
muda. As mulheres precisarão de 93 pontos e os homens de 103 pontos. Esse
cálculo é feito pela soma do tempo de contribuição com a idade do trabalhador.
Esse avanço anual continuará até 2031, quando o modelo atingir os critérios
definitivos.
Quem será impactado?
As mudanças atingem todos os
segurados do INSS que já contribuíam antes da reforma, mas que ainda dependem
das regras de transição. Quem completou os requisitos até 31 de dezembro de
2025 preserva o chamado direito adquirido e não será impactado.
Docentes também enfrentarão
mudanças
Mesmo tendo calendário próprio,
os profissionais da educação básica também enfrentarão mudanças. Em 2026, os
requisitos serão: 54 anos e 6 meses mais 25 anos de magistério para as
professoras e 59 anos e 6 meses mais 30 anos de magistério para os professores.
A pontuação mínima dos docentes também sobe, acompanhando a regra geral.
Fonte: Diário de Pernambuco.


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