Na sessão de abertura da cúpula
de chefes de Estado da Celac, a Comunidade de Estados Latino-Americanos e
Caribenhos, nesta quarta-feira (9), em Honduras, o presidente Lula disse que
não há vencedores em uma guerra comercial e que esse tipo de conflito
desestabiliza todo o mundo.![]()
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“Tentativa de restaurar antigas
hegemonias pairam sobre nossa região. A liberdade e a autodeterminação são as
primeiras vítimas de um mundo sem regras multilateralmente acordadas. Migrantes
são criminalizados e deportados sob condições degradantes. Tarifas arbitrárias
desestabilizam a economia internacional e elevam os preços. A história nos
ensina que guerras comerciais não têm vencedores”, enfatizou Lula.
Para o presidente brasileiro, se
os estados latino-americanos e caribenhos continuarem separados, correm o risco
de regressarem à condição de zona de influência em uma nova divisão do globo
entre superpotências.
O presidente Lula também falou da
necessidade de se fazer um plano de ação estruturado em torno de três temas: a
consolidação da democracia, as mudanças climáticas e a integração econômica e
comercial. Para Lula, quanto mais fortes e unidas estiverem as economias, mais
protegidos estarão os países da Celac contra ações unilaterais.
“Em 2023, o comércio entre países
da América Latina e do Caribe correspondeu a apenas 14% das exportações da
região. O volume de comércio anual que o Brasil mantém com os países da Celac é
de US$ 86 bilhões, maior do que temos com os Estados Unidos e próximo do que
possuímos com a União Europeia. Precisamos promover o comércio regional de bens
e serviços, sua diversificação e crescente facilitação”, destacou o líder
brasileiro.
Durante a cúpula da Celac, serão
discutidas a implementação de iniciativas de combate à fome, de adaptação
climática e de resposta a desastres naturais.
O presidente Lula participou
ainda de um almoço com os chefes de Estado dos países que fazem parte do grupo
e retorna a Brasília ainda nesta quarta-feira.
Fonte: Rádio Agência.


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