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Zona Azul em Carpina é suspensa pelo Ministério Público


A prefeitura do município de Carpina, tinha até ontem (4) para acatar a recomendação do Ministério Público e suspender a cobrança pelo serviço de estacionamento rotativo na cidade.

Além da suspensão da cobrança por um período de 45 dias, o MPPE recomendou que a prefeitura diminua a quantidade de vagas destinadas ao estacionamento rotativo de 3 mil reservadas atualmente para, no máximo, 1 mil. O órgão também deliberou que a empresa contratada para implantação da Zona Azul, IT2B Tecnologia e Serviços, se responsabilize por divulgar para a população as mudanças e os valores através de campanhas educativas.

                                            Foto:Mariana Fabrício /DP

Caso a prefeitura não acate a determinação, o promotor afirmou que pode ajuizar a ação civil pública, ficando a decisão de suspensão por prazo indeterminado a cargo do juiz. Também será alvo de investigação da promotoria de justiça de Carpina se o valor cobrado está abusivo. O valor estabelecido foi de R$ 4 por duas horas. O lucro anual estimado da empresa contratada pela prefeitura seria de R$ 6 milhões, caso esses preços sejam mantidos. A cobrança desagradou moradores e comerciantes que reclamam da falta de vagas para deficientes, idosos e carga e descarga.

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) criticou a implantação do serviço comparando com outras cidades que possuem menos habitantes e cobram um valor menor. O município tem cerca de 86 mil habitantes e teria o mesmo número de vagas de Zona Azul ofertados no Recife, por exemplo, que tem mais de 1,6 milhão de habitantes.

Na cidade, foi implantada a Zona Azul Rápida (ZAR), na qual os condutores compram um tiket a monitores da empresa contratada e recebem uma mensagem pelo celular confirmando a compra com a placa do veículo. Outra opção é realizar o pagamento por um aplicativo. Outra recomendação do promotor é aumentar a quantidade de vendedores, facilitando o acesso da população.

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