O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participarem, na noite deste domingo (18), do
primeiro confronto direto a uma semana do segundo turno das eleições de 2006. O
debate entre os presidenciáveis realizado pela Bandeirantes, porém, foi marcado
por discussões entre os candidatos e pouco espaço para apresentação de
propostas.
Flávio focou em perguntas sobre a
empresária e lobista Roberta Luchsinger e a relação dela com Fábio Luiz Lula da
Silva, o Lulinha, filho do presidente; além do suposto financiamento do
banqueiro Daniel Vorcaro a um documentário sobre Lula. Já o petista questionou
o candidato do PL diversas vezes sobre o patrocínio de Vorcaro ao filme Dark
Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de focar na
atividade parlamentar de Flávio.
Na Saúde, o senador fez um mea
culpa sobre os resultados no governo de seu pai. A declaração ocorreu após Lula
criticar a condução da pandemia de covid-19 e questionar o adversário sobre seu
compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS).
"De fato, a saúde não foi
uma área que a gente teve o melhor resultado. Eu faço aqui esse mea
culpa", afirmou Flávio. O senador ponderou que o governo enfrentou dois
anos de uma pandemia causada por uma doença nova, que, segundo ele, ninguém sabia
direito como combater. "O Bolsonaro deu o seu melhor", disse.
Flávio ainda anunciou Cláudio
Lottenberg, ex-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, como o
escolhido para o Ministério da Saúde, e prometeu um SUS no “padrão Einstein”. O
candidato do PL também prometeu, caso eleito, comprar as dívidas dos
brasileiros e congelar os pagamentos por seis meses, para pessoas físicas, e um
ano, para empresas, além de criar o Ministério da Prosperidade.
Na Segurança Pública, Lula cobrou
o adversário sobre o apoio à PEC da Segurança Pública e reafirmou que, caso
tenha um novo mandato, criará o Ministério da Segurança Pública. O presidente
também disse que seu governo está "combatendo o crime organizado da
esquina ao andar de cima".
Candidatos trocam acusações
O petista ainda disse que quer
"distância de miliciano" ao se referir a Flávio. Em resposta, Flávio
comparou Lula a um ladrão. "Pensando bem, é melhor você ficar longe mesmo,
que minha carteira pode ser roubada", declarou.
Lula também acusou o adversário
de mentir durante o debate e citou o histórico de declarações falsas da família
Bolsonaro, afirmando que o ex-presidente Jair Bolsonaro mentia 11 vezes por
dia. “Ele parece que se preparou com a maior desfaçatez, porque ele não percebe
que só aqui ele contou 43 mentiras”, disse.
Flávio reagiu com acusações
contra o governo petista. Disse que o Brasil elegeu um Congresso mais à direita
e afirmou que não haverá “roubalheira de velhinho” em um eventual governo dele.
No último bloco, Lula questionou
se o senador pretende entregar as terras raras e os minerais críticos
brasileiros aos Estados Unidos. Flávio não respondeu diretamente à pergunta. Em
vez
disso, acusou o governo Lula de
não defender empresas brasileiras diante das tarifas norte-americanas.
“Eu desafio você e eu amanhã abrimos a nossa conta bancária, abrimos o nosso sigilo telefônico para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão nesse país”, afirmou Lula. Na tréplica, Flávio disse não ter “absolutamente nada a esconder”, mas voltou a acusar Lula de esconder recursos fora das próprias contas.
Fonte: Diário de Pernambuco



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