A Igreja Católica no Panamá
enfrenta dezenas de casos de abuso sexual contra menores e outras pessoas
vulneráveis, segundo uma investigação acadêmica apresentada e validada pela
instituição religiosa nesta terça-feira (22).
Uma avalanche de crimes sexuais
abala há vários anos a Igreja em todo o mundo, com denúncias de suposta
proteção aos agressores e omissões por parte de integrantes da hierarquia
religiosa.
Segundo um relatório elaborado
por duas universidades católicas a pedido da Igreja panamenha, foram
registradas 37 denúncias contra religiosos por abuso sexual entre 2001 e 2025.
O objetivo era saber como a
Igreja lidou com "toda esta realidade do abuso sexual contra
menores", afirmou o arcebispo da Cidade do Panamá, José Domingo Ulloa,
durante a apresentação do documento.
A Arquidiocese do Panamá, que
engloba a região metropolitana, concentra o maior número de denúncias, com 24
casos, nove deles por abuso sexual de menores.
Segundo Ulloa, cinco religiosos
foram condenados pela Justiça e expulsos da Igreja devido às acusações.
O arcebispo pediu perdão pelos
crimes, algo que já havia feito em 2023, embora de maneira geral.
O relatório afirma que "não
foram encontrados indícios de uma política deliberada de acobertamento"
das agressões, embora aponte problemas na gestão das denúncias.
"Isso não equivale a
impunidade, mas a uma impossibilidade de prestar contas", adverte o
relatório da Universidade Villanueva, da Espanha, e da Universidade de Notre
Dame, dos Estados Unidos.
María José Valero, uma das
autoras da investigação, afirmou que as denúncias documentadas "não
representam necessariamente todos os casos ocorridos".
Fonte: Diário de Pernambuco.


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