A Polícia Civil de Pernambuco
deflagrou, na manhã desta terça-feira (25), duas operações para desarticular
organizações criminosas investigadas por esquemas de corrupção e lavagem de
dinheiro no estado. Batizadas de "Sangria" e "Controle
Paralelo", as ações cumprem, ao todo, seis mandados de prisão, 22
mandados de busca e apreensão e ordens de bloqueio de ativos e sequestro
de bens
As investigações envolvem
suspeitas de irregularidades na prestação de serviços de saúde no município de
Condado, na Zona da Mata Norte, e de um esquema de corrupção dentro do sistema
prisional.
Operação Sangria
As investigações começaram em
maio de 2026 e apuram irregularidades relacionadas a um Termo de Cooperação
firmado entre o município de Condado e a Organização da Sociedade
Civil IRB - Instituto Reviver Brasil para a prestação de serviços de saúde.
Segundo a Polícia Civil, entre
2022 e 2024 foram identificados repasses de recursos ao instituto sem
comprovação da correspondente prestação dos serviços. A investigação também
encontrou indícios de movimentações financeiras consideradas atípicas e
suspeitas de lavagem de dinheiro.
Ainda de acordo com a polícia, há
elementos indicando que parte dos recursos e da estrutura do instituto teria
sido utilizada para a promoção de agentes públicos. Nesta terça-feira, são
cumpridos oito mandados de busca e apreensão domiciliar, além de ordens
judiciais para bloqueio de ativos financeiros. A organização criminosa é
suspeita de envolvimento em peculato, corrupção passiva e lavagem de
capitais.
Operação Controle Paralelo
Já a Operação Controle Paralelo
investiga desde outubro de 2022 uma organização criminosa suspeita de corrupção
ativa e passiva e lavagem de dinheiro no sistema prisional de Pernambuco.
Segundo a Polícia Civil, o grupo
teria criado um esquema no qual detentos recebiam benefícios indevidos
para controlar e administrar pavilhões das unidades prisionais, função
conhecida como "chaveiro". Em troca, haveria repasses financeiros
feitos por meio de outras pessoas.
As investigações também apontam
movimentações destinadas às contas de familiares de presos e indicam que o
esquema envolveria não apenas o chefe de uma unidade prisional, mas também
outros policiais penais.
Além dos crimes de corrupção e lavagem
de dinheiro, a polícia aponta suspeitas de extorsão contra detentos e
familiares e tráfico de drogas. A lavagem de dinheiro teria ocorrido, em tese,
por meio da criação e utilização de empresas ligadas aos setores de
carcinicultura e comercialização de pescados.
A operação, coordenada pelo Grupo
de Operações Especiais (GOE), cumpre seis mandados de prisão e 14
mandados de busca e apreensão domiciliar, além de ordens de sequestro de bens e
bloqueio de ativos financeiros. A Polícia Civil informou que outros detalhes
das ações serão divulgados posteriormente.
Fonte: Jornal do Commercio.


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