As obras de reforma do Hospital
da Restauração (HR), no Recife, revelaram que uma antiga rede de
esgoto era a possível origem de um mau cheiro que persistia há anos
na cozinha e no refeitório da unidade.
Durante as escavações realizadas
no setor, equipes de engenharia encontraram valas e caixas de esgoto
danificadas, além de bolsões de vazios sob o piso, estruturas que agora passam
por investigação para permitir a recuperação definitiva da área.
Estruturas antigas sob o piso
As intervenções começaram no
início de julho e incluíram a demolição de paredes, retirada de revestimentos e
escavação do solo. Foi nessa etapa que os técnicos identificaram buracos em
diferentes profundidades e uma antiga rede de esgoto sem vedação adequada,
o que pode explicar o odor persistente registrado no local ao longo dos anos.
Segundo o Governo de Pernambuco,
a próxima etapa consiste em mapear toda a extensão dos danos para executar o
reparo definitivo, com reconstrução do piso e adequação das instalações às
normas técnicas e sanitárias.
A secretária estadual de
Saúde, Zilda Cavalcanti, explica que a situação "incomodava
profissionais, pacientes, acompanhantes e todas as pessoas que circulam pela
área. Hoje, temos a causa esclarecida, um diagnóstico claro e uma solução
precisa, para que possamos transformar a rotina de quem precisa continuar
utilizando o refeitório e a cozinha da unidade".
Acerca das obras, o secretário de
Desenvolvimento Urbano e Habitação de Pernambuco, Rodrigo Ribeiro, afirma que
"o objetivo é estruturar o plano de reparo definitivo, garantindo o
saneamento do local, a vedação adequada e a reconstrução do piso em
conformidade com as normas sanitárias e técnicas vigentes".
Reforma do HR
A descoberta ocorreu durante a
primeira grande reforma dos 56 anos de história do Hospital da Restauração,
considerada a maior unidade da rede pública estadual de saúde. O Governo de
Pernambuco informa que está investindo cerca de R$ 168 milhões na
ampliação e recuperação do hospital.
Até o momento, os 6º e 8º andares
já foram entregues requalificados e climatizados, enquanto as obras continuam
em outros setores, do térreo ao 5º andar da unidade.
Fonte: Jornal do Commercio.


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