Estupro coletivo: Prefeitura do Cabo afasta diretor de escola e demite funcionário


 

Após mais de uma semana de repercussão dos dois casos de estupro coletivo ocorridos numa sala de aula no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, a Prefeitura afastou o gestor da escola municipal e demitiu um funcionário terceirizado. 

A decisão foi tomada na última sexta-feira (14), depois da instauração de um procedimento administrativo para apuração dos fatos, diante da possível negligência de servidores públicos na segurança da unidade de ensino.

Os cinco estudantes suspeitos também estão afastados da unidade. Já as duas alunas vítimas foram transferidas para outra escola municipal a pedido dos pais. 

A Polícia Civil continua investigando o caso, sem passar mais detalhes para não atrapalhar o andamento do inquérito. O primeiro estupro coletivo ocorreu em 4 de julho deste ano, enquanto o segundo foi em 3 de agosto. Os autores teriam sido os mesmos estudantes, já identificados e ainda em liberdade. 

Os nomes dos envolvidos e da escola não serão divulgados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A primeira adolescente a denunciar o caso à polícia foi a vítima do estupro ocorrido em 3 de agosto. Ela contou que, no horário do intervalo, levou o lanche para comer na sala de aula. Ao entrar, foi surpreendida pelos colegas, que apagaram a luz, a agrediram e cometeram o ato infracional.

A advogada Luanny Porto afirmou à imprensa que a adolescente procurou a direção da escola após o crime, mas nenhuma providência teria sido tomada.

Após o caso ser revelado, a primeira vítima tomou coragem e denunciou também ter sido estuprada pelos mesmos colegas de sala.

A Prefeitura do Cabo argumentou que as estudantes estão recebendo atendimento especializado nas áreas psicossocial e de assistência social, no Programa Acolher. 

De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS), seis casos de estupro coletivo foram registrados em Pernambuco em 2026. Todas as vítimas são do sexo feminino e quatro delas com idades inferiores a 17 anos. 

Fonte: Jornal do Commercio.

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