20 anos da Lei Maria da Penha: AMUNAM reafirma sua luta pelo fim da violência contra as mulheres


 

Duas décadas de uma das principais leis de proteção às mulheres no Brasil reforçam a importância da informação, da prevenção, do acolhimento e da luta por uma vida sem violência.

Neste 7 de agosto de 2026, a Lei Maria da Penha completa 20 anos. Criada pela Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, a legislação estabeleceu mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher e representa um importante marco na luta pelos direitos das mulheres no Brasil.

Ao completar duas décadas, a Lei Maria da Penha também nos convida a refletir sobre a importância de continuar enfrentando todas as formas de violência contra as mulheres. A existência de uma legislação de proteção é fundamental, mas a transformação social depende também de informação, conscientização, acolhimento, fortalecimento das mulheres e atuação permanente da sociedade.

É nesse caminho que a Associação das Mulheres de Nazaré da Mata (AMUNAM) constrói sua história. Fundada em 1988, a instituição nasceu com a proposta de lutar pelos direitos, desejos e sonhos das mulheres e pelo enfrentamento da violência doméstica contra mulheres, crianças, adolescentes e jovens. Ao longo de sua trajetória, a AMUNAM vem desenvolvendo ações voltadas ao fortalecimento, à autonomia e ao empoderamento feminino.

A luta contra a violência faz parte da própria identidade da AMUNAM. Por meio de projetos, ações educativas, atividades culturais, comunicação, formação e espaços de diálogo, a instituição busca contribuir para que as mulheres conheçam seus direitos, reconheçam situações de violência e encontrem caminhos para buscar apoio e proteção.

Enfrentar a violência contra a mulher também significa falar sobre aquilo que muitas vezes permanece escondido dentro de casa. A violência não se resume à agressão física. Ela pode envolver violência psicológica, sexual, patrimonial e moral, afetando a autoestima, a autonomia, a segurança e a liberdade das mulheres.

Por isso, a informação tem um papel fundamental. Uma mulher que conhece seus direitos pode identificar situações de violência, buscar orientação e compreender que não precisa enfrentar esse problema sozinha. Da mesma forma, uma sociedade informada pode deixar de naturalizar comportamentos abusivos e se tornar parte ativa da rede de prevenção e enfrentamento.

AMUNAM: uma história construída na defesa das mulheres

Ao longo de sua trajetória, a AMUNAM tem buscado transformar realidades por meio da educação, da cultura, da comunicação, da formação profissional, do empreendedorismo e do fortalecimento da participação feminina na sociedade.

Essas ações estão diretamente relacionadas ao enfrentamento da violência, porque fortalecer uma mulher também significa ampliar suas possibilidades de autonomia, conhecimento e participação social.

Projetos e iniciativas desenvolvidos pela instituição criam espaços para que mulheres possam aprender, empreender, participar, se expressar e construir novas perspectivas para suas vidas. A atuação também alcança crianças e adolescentes, contribuindo para a formação de novas gerações conscientes sobre respeito, igualdade e direitos.

A celebração dos 20 anos da Lei Maria da Penha, portanto, não deve ser apenas uma data comemorativa. É um momento para reafirmar que nenhuma forma de violência contra a mulher deve ser normalizada, silenciada ou justificada.

A AMUNAM reafirma seu compromisso histórico com essa luta e continua acreditando que transformar a realidade é possível quando mulheres têm acesso à informação, oportunidades, acolhimento e espaços para exercer plenamente sua cidadania.

Há 20 anos, a Lei Maria da Penha representa um importante instrumento de proteção. Há décadas, a AMUNAM transforma essa luta em ação.

Porque combater a violência contra a mulher é responsabilidade de toda a sociedade. E construir uma vida sem violência é um direito de todas as mulheres.

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