Os Estados Unidos anunciaram
nesta quinta-feira, 23, sobretaxa de 12,5% aos produtos brasileiros sob
alegação de que o País não tem conseguido adotar práticas contra trabalho
forçado nos setores produtivos. Outros 60 países foram alvos desta investigação. A
tarifa brasileira se soma aos 25% já impostos ao País no dia 22 de julho.
As tarifas, anunciadas pelo
Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), vão variar entre 10% e 12,5%
e entrarão em vigor à 0h01 de sexta-feira, 24, substituindo uma tarifa global
de 10% que expiraria no mesmo horário. Donald Trump impôs essa tarifa anterior
em fevereiro, depois que a Suprema Corte derrubou as tarifas que ele havia
imposto no ano passado.
As tarifas serão aplicadas de
acordo com a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite ao presidente
impor tarifas a países estrangeiros que adotem práticas comerciais abusivas ou
discriminatórias. O governo citou a falha de países estrangeiros em aprovar ou
aplicar leis que proíbam a importação de produtos fabricados por trabalho
forçado, argumentando que isso prejudica as empresas americanas que cumprem
tais leis.
O Canadá, que estará sujeito a
uma tarifa de 10% nos termos do acordo, já proíbe a importação de produtos
provenientes de trabalho forçado. A União Europeia, também com uma tarifa de
10% tem uma proibição que deve entrar em vigor em dezembro de 2027. Mas
autoridades do governo Trump afirmam que os governos não têm aplicado essas
leis de forma eficaz.
As novas tarifas isentarão
petróleo e gás e certos recursos naturais, bem como bens já abrangidos pelo
Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA) ou pelas tarifas relacionadas à
segurança nacional que Trump impôs sobre carros, aço e outros produtos.
Fonte: Diário de Pernambuco.


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