A ministra do Supremo Tribunal
Federal, Cármen Lúcia, disse nesta quinta-feira, 23, que a nova onda de
questionamentos sobre a lisura das urnas eletrônicas é apenas um
"resmungo" e uma "arenga" e que terá menos repercussão
entre os eleitores do que em 2022.
A declaração da ministra ocorreu
durante a Feira Literária Internacional de Paraty (Flip). Ela não mencionou
diretamente o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL), que
recentemente repetiu a conduta de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
e questionou a segurança das urnas eletrônicas durante reunião com
embaixadores.
Cármen Lúcia lembrou que foi duas
vezes presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que tem "absoluta
certeza" da "segurança, higidez e transparência" sobre o processo
eleitoral e a urna eletrônica.
"Esse questionamento que
agora, não tem, espero, a força de que chegou a ter em um determinado processo,
principalmente entre 2021 e 2022, é apenas mais um resmungo, uma arenga",
disse ela ao ser questionada sobre o assunto.
Segundo a ministra, o "povo
brasileiro aceitou" as urnas eletrônicas. "Tanto que em todo lugar a
pessoa fala ‘nossa urna’, ‘minha urna’, porque realmente é uma coisa feita, até
no seu aperfeiçoamento, de acordo com o que o povo demanda", disse a
magistrada, citando aperfeiçoamentos para que pessoas com deficiência auditiva
e visual possam votar de maneira mais segura.
Na reunião com embaixadores,
Flávio afirmou que há um relatório da CIA apontando suspeitas sobre o sistema
de votação eletrônico da Venezuela e sugeriu que o caso teria relação com o
modelo brasileiro. Também declarou que as urnas utilizadas nas eleições no País
teriam a mesma origem das produzidas pela empresa venezuelana Smartmatic.
De acordo com o TSE, as urnas
eletrônicas brasileiras são desenvolvidas e utilizadas sob responsabilidade da
Justiça Eleitoral, sem qualquer vínculo com a Smartmatic.
O assunto também foi repercutido
pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e os deputados federais Gustavo
Gayer (PL-GO) e Júlia Zanatta (PL-SC).
O PT entrou com uma ação no TSE pedindo
que as publicações sejam retiradas do ar e que cada um deles, incluindo Flávio,
pague multa de R$ 30 mil.
Fonte: Folha de Pernambuco.


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