O líder do governo no Congresso,
Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta terça-feira (9) esperar que o Senado
debata o período de transição para a vigência total da Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) para acabar com a jornada de trabalho 6X1. Randolfe defende
que o prazo é longo e a jornada máxima de 40 horas deveria valer assim que o
texto for promulgado.
"No Senado, há um ambiente
que considera o prazo de transição longo demais. Por que tem que viger só daqui
a 60 dias? Esse é um debate que está desde 1988", declarou Randolfe a
jornalistas.
O senador disse acreditar que o
presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem "simpatia" pelo
texto e ter a disposição de conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (PT) sobre o tema, mesmo após as rusgas pela rejeição da indicação
de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Para Randolfe, há um "clima
favorável" no Senado pela aprovação da redução de jornada e que o texto
deve tramitar com celeridade. "Acho que irá tramitar somente uma comissão
e nós iremos votar logo. Vamos votar logo", falou.
A declaração vem em um momento em
que se calcula se a PEC passará apenas pela Comissão de Constituição e
Justiça ou também terá de ser analisada por uma comissão especial —
mesmo o regimento do Senado não tendo essa previsão.
O líder do governo afirmou ainda
desconhecer conversas para uma desoneração da folha de pagamento para compensar
eventuais perdas do setor produtivo.
Fonte: Diário de Pernambuco.


Nenhum comentário:
Postar um comentário