O Senado dos EUA votou
por 52 a 48 para aprovar uma medida que bloqueia as tarifas do presidente Donald
Trump sobre o Brasil, com um punhado de republicanos se aliando aos
democratas na reprovação de uma peça central da agenda econômica da Casa
Branca.
Cinco senadores republicanos
votaram a favor da resolução: Lisa Murkowski, do Alasca; Susan Collins, do
Maine; Rand Paul e Mitch McConnell, do Kentucky; e Thom Tillis, da Carolina do
Norte. Todos os democratas votaram a favor. A resolução sobre o Brasil agora
segue para a Câmara, onde os líderes republicanos endureceram as regras
processuais para bloquear as votações em plenário sobre contestações tarifárias
até março do ano que vem.
A medida, liderada pelo senador
Tim Kaine, do Partido Democrata, encerraria a imposição de tarifas sobre
produtos brasileiros por Trump sob uma lei de poderes emergenciais. Ainda esta
semana, espera-se que o Senado considere medidas semelhantes para bloquear as
tarifas de 35% de Trump sobre produtos canadenses e suas tarifas de 10% a 50%
sobre importações de outros países.
A votação ocorreu após um tenso
almoço a portas fechadas na tarde de terça-feira, 28, no qual o vice-presidente
JD Vance enfrentou resistência de senadores republicanos em relação às novas propostas
que o governo vem considerando para quadruplicar as importações de carne bovina
argentina. Vance havia comparecido para pedir união em relação ao comércio e
manter os senadores alinhados antes da votação sobre as tarifas, mas, em vez
disso, enfrentou uma enxurrada de reclamações de legisladores de estados
agrícolas que disseram que o plano já estava causando preocupação entre os
produtores de gado em seus distritos.
Muitos republicanos expressaram
reservas sobre as tarifas de Trump, e a Suprema Corte deve ouvir em breve os
argumentos sobre se Trump extrapolou seus poderes ao impor tarifas para o mundo
todo.
Paul, um dos coautores da medida
sobre o Brasil, disse que Trump estava invadindo o poder do Congresso sobre a
tributação ao reivindicar o "direito unilateral de cobrar impostos de
importação" e afirmou que as tarifas do presidente estavam se baseando em
uma "emergência fabricada". Em declarações à imprensa sobre seus
colegas republicanos, ele disse: "É uma meta muito difícil de alcançar até
que eles votem contra o presidente."
Fonte: Diário de Pernambuco.


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