A pesquisa Quaest divulgada,
nesta segunda-feira (6), mostrou que 86% dos entrevistados se dizem
contrários ao ocorrido na capital federal. No ano retrasado, essa parcela era
de 89%.
Entre os que apoiam as
depredações, houve apenas oscilação dentro da margem de erro. Em dezembro de
2023 eram 6%, taxa que passou para 7% na sondagem feita no mês
passado.
“A rejeição aos atos do 8/1
mostra a força da democracia brasileira e a responsabilidade da elite política
até aqui. Diante de tanta polarização, é de se celebrar que o País não tenha
caído na armadilha da politização da violência institucional”, disse o CEO da
Quaest.
A pesquisa foi realizada entre os
dias 4 e 9 de dezembro, com 2.012 entrevistas presenciais com
brasileiros de 16 anos ou mais em todos os Estados do País. A margem de erro é
de 2,2 pontos percentuais.
Influência de Bolsonaro nos atos golpistas
A pesquisa revelou que a
influência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nos atos golpistas de
8 de janeiro registrou um salto ao longo do último ano entre os eleitores do
próprio capitão reformado do Exército.
Por outro lado, essa mesma
percepção diminuiu entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT), de acordo com a mais recente pesquisa feita pela Quaest sobre os atos que
completam dois anos nesta semana.
“Ao longo do tempo, os eleitores
moderados de Lula, que enxergam algum exagero nas acusações que Bolsonaro vem
sofrendo, tendem a relativizar suas posições", disse Felipe Nunes, diretor
da Quaest, em entrevista ao Estadão.
"Ao mesmo tempo, os
eleitores moderados de Bolsonaro, que enxergaram como graves as acusações
contra o ex-presidente, tendem a ficar mais severos na avaliação sobre seus
atos, para não se sentirem cúmplices de algo que acreditam ser errado”,
completou.
Eleitores bolsonaristas
De acordo com a pesquisa, 37% dos
apoiadores de Bolsonaro reconhecem, atualmente, que o ex-presidente influenciou
os atos golpistas. Há um ano, em sondagem semelhante feita pela Quaest, cerca
de 13% dos eleitores de Bolsonaro reconheciam algum tipo de influência dele na tentativa
de golpe.
A maioria dos eleitores de
Bolsonaro afirmam que ele não tem nenhuma relação com o que se viu em Brasília
dois anos atrás. Apesar disso, esse número que chegou a ser de 81% em dezembro
de 2023, caiu ao longo de 2024 e hoje é de 55%.
Além disso, a pesquisa feita em
dezembro passado, 29% dos entrevistados que votaram no petista no segundo turno
de 2022 responderam que não associam Bolsonaro ao ocorrido em Brasília dois
anos atrás. No levantamento de 2023, somente 16% dos eleitores de Lula não
acreditavam na influência do antecessor na invasão aos prédios públicos na
capital federal.
Fonte: Jornal do Commercio.


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