Em assembleia realizada nesta terça-feira (31), os delegados da Polícia Civil de Pernambuco decidiram parar de participar dos plantões como forma de pressionar o governo estadual para que seja discutido o reajuste salarial da categoria, além de melhores condições de trabalho.
A decisão foi tomada após cerca de três horas de reunião na sede da Associação dos Delegados e Delegadas de Polícia de Pernambuco (Adeppe), no bairro da Boa Vista, área central do Recife.
A paralisação de alguns serviços já deve ocorrer a partir deste mês de novembro, segundo o presidente da entidade, o delegado Diogo Victor. Ficou decidido que os delegados não participarão mais dos plantões virtuais - criados recentemente para que delegados à distância possam realizar autuações em flagrante, ou seja, sem o contato presencial com o preso.
"Outra medida é a suspensão da Operação de Intervenção Tática, que é aquela operação de investigação tradicional e o planejamento operacional com a mobilização de diversos equipes para cumprimento de mandado de prisão e mandado de busca e apreensão", afirmou o presidente da Adeppe.
"Também vamos diminuir a produtividade. A gente quer trabalhar com mais qualidade nos inquéritos. Há necessidade de a gente robustecer nossos inquéritos policiais, dar melhor qualidade, para que a gente possa de alguma forma contribuir com a diminuição da criminalidade", completou.
O passo seguinte, segundo o delegado, é a entrega dos plantões extraordinários a partir de janeiro de 2024. "Esse plantão é extremamente mal remunerado", apontou.
Caso os delegados se neguem a participar desses plantões, ocorrências de crimes à noite/madrugada e nos fins de semana devem ser drasticamente afetadas.



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